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architexts ISSN 1809-6298

abstracts

português
Objetiva-se, por meio de fontes primárias, apresentar a Cooperativa de Arquitetos da Região Metropolitana de São Paulo desde sua divulgação (1977) até o encerramento do período de trabalho de seu escritório piloto (1979).

english
The aim of this article is to present, through primary sources, the Architects Cooperative São Paulo Metropolitan Region of São Paulo from its disclosure (1977) until the establishment of its experimental office (1979).

español
Se pretende, por medio de fuentes primarias, presentar la Cooperativa de Arquitectos de la Región Metropolitana de São Paulo desde su divulgación (1977) hasta el cierre del período de trabajo de su oficina piloto (1979).


how to quote

VIDOTTO, Taiana Car; MONTEIRO, Ana Maria Reis de Goes. A Cooperativa de Arquitetos da Região Metropolitana de São Paulo. Da criação ao escritório piloto (1977-79). Arquitextos, São Paulo, ano 20, n. 233.00, Vitruvius, out. 2019 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/20.233/7549>.


Fim de Semana. Curta metragem/ documentário, 16mm, cor, 31min, Brasil, 1976. Produção Elsa Lopez Kathuni, Erminia Maricato, Renato Tapajós e Washington Racy

Na década de 1970, os arquitetos e urbanistas do Estado de São Paulo passaram rever as discussões relativas à profissão por algumas razões. A primeira, foi o aumento do número de escolas de arquitetura, especialmente em torno da capital paulista (1). Foram inaugurados os cursos da Faculdades de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Braz Cubas (1970) e da Universidade de Mogi das Cruzes (1978), em Mogi das Cruzes; a da Universidade Católica de Santos (1970); a de São José dos Campos (1970); da Universidade Farias Brito (1972), em Guarulhos; da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1973); da Faculdade de Taubaté (1978) e da Faculdade de Belas Artes de São Paulo (1979). Contudo, o aumento de profissionais formados e atuantes no mercado de trabalho não foi proporcional ao aumento das vagas de emprego.

Nesse período, o modelo adotado para atuação profissional nas décadas de 1940 a 1960, do arquiteto enquanto profissional liberal, seguia se perpetuando, mas não se apresentava como um campo de trabalho para os recém-formados. Os jovens arquitetos obtinham posições nas empresas de planejamento, distanciando-se dos escritórios de associação de dois ou mais arquitetos (2). Além disso, se associavam ao Sindicato de Arquitetos do Estado de São Paulo – Sasp, fundado em 1971 com o apoio do Instituto de Arquitetos do Brasil Departamento São Paulo –IAB SP, que representava os profissionais assalariados.

Os arquitetos e urbanistas paulistas viviam em uma cidade com urbanização e espraiamento do perímetro urbano crescente. Somado a esse crescimento sem planejamento, as residências eram predominantemente resultado de autoconstrução, muitas vezes locadas em terrenos sem propriedade regular, acarretando problemas jurídicos àqueles que se consideravam proprietários dos terrenos. Essa realidade se apresentava como consequência dos altos custos dos alugueis nas áreas centrais da cidade, levando os trabalhadores a buscarem alternativas distantes do centro (3).

Foi nesse contexto que o Sindicato de Arquitetos de São Paulo – Sasp organizou dois eventos: o Seminário de Relações de Trabalho da Profissão e o I Encontro de Arquitetos do Estado de São Paulo, ambos em 1977. Neles, foi discutida a organização da Cooperativa de Arquitetos da Região Metropolitana do Estado de São Paulo como uma nova forma de atuação profissional que gerasse mais oportunidades de emprego e, ao mesmo tempo, atendesse à população de baixa renda que não tinha acesso aos serviços prestados pelo arquiteto e urbanista. Desse modo, objetiva-se apresentar a Cooperativa, desde sua divulgação (1977) até o encerramento do período de trabalho de seu escritório piloto (1979). Por meio do uso de fontes primárias como o Dossiê da Cooperativa, dos Anais do I Encontro Estadual de Arquitetos e outros documentos disponíveis no Arquivo do Sasp, espera-se contribuir para a construção da história da profissão do arquiteto e urbanista.

A Cooperativa de Arquitetos teve atuação local, mas sofreu influência do movimento uruguaio de criação de cooperativas habitacionais, organizadas em torno da Federación Uruguaya de Construccíon de Viviendas por Ayuda Mutua – Fucvam (4). Contudo, diferente das cooperativas uruguaias que eram subsidiadas por uma lei nacional no país, promulgada em 1968, as Cooperativas de Habitação brasileiras eram atreladas ao Banco Nacional de Habitação – BNH, conforme Decreto 58.377, sendo agentes promotores do próprio Banco (5).

A Cooperativa de Arquitetos era uma Cooperativa da modalidade de trabalho ou produção, associando trabalhadores na produção de bens e serviços a serem vendidos (6). No caso, os trabalhadores eram os arquitetos e urbanistas, dispostos a produzir seus serviços, como o projeto de arquitetura, para venda à população da periferia paulistana. Dos princípios do cooperativismo, a Cooperativa possuía adesão livre e voluntária, proposta de participação econômica igualitária entre todos os associados, além da autonomia e independência na participação dos processos decisórios por meio de assembleias (7). Para apresentar a Cooperativa, este artigo se subdividiu nos tópicos referentes aos eventos nos quais ela foi divulgada, a organização do escritório piloto e atuação na Zona Leste do Estado de São Paulo.

A divulgação da Cooperativa como modelo de trabalho

A primeira divulgação da modalidade da Cooperativa de Arquitetos como modelo de trabalho se deu no Seminário de Relações de Trabalho da Profissão, do qual participaram Fábio Penteado, Cláudio Gomes, Jon Maitrejean, Lúcio Gomes Machado, Clóvis Ingelfritz, Alfredo Paesani, Walter Barelli (engenheiro civil) e Francisco de Oliveira (sociólogo) (8). O trabalho de Alfredo Paesani defendia a criação das cooperativas com a finalidade de “alargar as limitadas fronteiras do mercado de trabalho do arquiteto, que passaria a atender solicitações de projetos e assistência técnica de uma clientela muito maior” (9).

Paesani lembrava que a participação dos arquitetos em relação às demandas na escala da cidade era de apenas 7 a 10 %. Nessa nova atividade, o arquiteto não seria apenas responsável por comercializar a construção, mas oferecer assistência técnica desde o projeto até a etapa de conclusão da obra. Além disso, previa-se alguns problemas como a necessidade de legalização dos terrenos (para a qual a cooperativa contaria com advogados especializados) e o grande número de terrenos típico paulista com 10 m x 25 m, com declividade acentuada. Outro desafio a ser enfrentado pela cooperativa era o “acobertador, o assinador de plantas” que substituía o papel devido ao arquiteto. A visão do impacto da iniciativa ao mercado de trabalho era positiva, pois colaboraria para o desenvolvimento da experiência profissional dos arquitetos (10).

Depois da divulgação no Seminário, a proposta da Cooperativa foi divulgada no I Encontro Estadual de Arquitetos em Campinas, no ano de 1977, onde estiveram presentes duzentos arquitetos na cidade de Campinas, interior de São Paulo. Na ocasião, discutiu-se a necessidade de uma maior atuação dos arquitetos e urbanistas, diante da crescente urbanização das cidades do interior (11). Nesse evento, com um conceito melhor elaborado da proposta de atuação profissional, foi apresentado por Alfredo Paesani a tese “Cooperativa de Arquitetos como nova forma de organização de trabalho”, tendo como subtítulo “Bairro popular como ampliação do mercado para o arquiteto”.

O trabalho apontava que atuação em cooperativa e a existência dos bairros populares não se tratavam de novidades em si mesmas. Contudo, ao analisar o contexto socioeconômico do período e da atuação profissional do arquiteto, o autor acreditava que se tratava de uma “proposta de uma nova forma de organização de trabalho e novo mercado para o arquiteto” (12). Paesani afirmava que havia três formas de atuação profissionais vigentes para o arquiteto: os assalariados (do poder público ou iniciativa privada), os autônomos e as pessoas jurídicas. Não havia mais surpresa quanto à tendência de crescimento da condição de assalariado – sendo na modalidade do poder público ou da iniciativa privada – mas atestava que os arquitetos davam preferência enquanto assalariados ao trabalho em órgãos públicos ou nas Universidades (13).

Outro fato que não podia mais ser contestado era que o modelo das “pequenas estruturas organizacionais de autônomos e sociedades civis” não atendia mais às demandas do mercado de trabalho. Os poucos arquitetos que mantinham esse modelo precisavam de altos investimentos para mantê-los ou reduziram sua capacidade de trabalho para a prestação de consultoria. Assim, era proposta a Cooperativa como uma iniciativa que, “vem de encontro às aspirações do arquiteto” (14).

Além disso, com a Cooperativa o arquiteto passaria a ampliar seu mercado de trabalho para o “bairro popular” ainda que seguisse desejável que o trabalho do arquiteto encontrasse oportunidades nos projetos de edificação, de planejamento urbano e regional, dos equipamentos de transporte, na produção industrial, no canteiro de obras, nas Universidades, no campo da comunicação visual, do paisagismo e até na política. O autor ainda abordava o motivo de se voltar ao “bairro popular” que representava 60 % da área das cidades e 80% da população de média e baixa renda. Somado a isso, a população desses bairros não possuía nenhuma assistência técnica. Com isso “sobressaem os loteamentos e obras clandestinos e irregulares, as subatividades de profissionais inescrupulosos que acobertam seu crescimento”. Para ele, essa precisava ser uma preocupação do arquiteto (15).

Para atuar nesse novo mercado, o arquiteto necessitava mudar sua organização de trabalho:

“Será incompreendido se quiser ‘vender’ projeto. Seu marketing indica que ele deverá resolver os problemas de reforma e construção: da unidade habitacional, do pequeno e médio comércio, que muitas vezes dividem o mesmo lote onde habitam. Não se trata, como se verá, de uma atitude paternalista ou caridosa. É preciso que essa população remunere a participação profissional. No nosso entender, indiretamente ela já paga, se considerarmos que a falta de assistência técnica gera: desperdícios, descontrole da compra de material, exploração nos preços dos mesmos, descontinuidade no andamento das obras, proporcionando maior custo de dinheiro; erros técnicos que muitas vezes levam a refazer duas ou três vezes os serviços já executados; lucros exorbitantes dos vários intervenientes na construção. Será necessário comprovar que os serviços profissionais são melhores e de menores custos usuais. Essa comprovação não será difícil de ser obtida se o arquiteto modificar totalmente a sua postura profissional. É claro que sua estrutura atual de trabalho não poderá atender esse mercado, e a Cooperativa será então o instrumento novo para modificar sua atitude pois como se verá ela deve se dispor dos mais modernos sistemas e equipamentos para administrar GRANDES QUANTIDADES DE PEQUENAS COISAS” (16).

A proposta da Cooperativa de Arquitetos de São Paulo foi feita sob o patrocínio do Sasp, no entanto, essa não era uma condição obrigatória: qualquer grupo de vinte arquitetos poderia se reunir como Cooperativa sem anuência do Sasp. Contudo, a proposta de Paesani, inserida no Sasp, tinha como objetivo obter receita para os Sindicatos constituírem a Federação Nacional dos Arquitetos – FNA (17).

Até o momento da divulgação a tese de Alfredo Paesani, o Sasp havia feito consultas à potenciais clientes da Cooperativa, com resposta positiva – tanto em uma associação de funcionários de uma rede de lojas quanto a de uma indústria automobilística. Na primeira sondagem do mercado “uma cooperativa instalada na Zona Leste do Município de São Paulo receberia duzentas consultas semanais que expressariam quarenta a cinquenta contratos por semana”. As demandas dessas duzentas consultas diziam respeito à: regularização da construção junto aos órgãos competentes; ampliação e reforma, com construção de edícula, muros de divisa do terreno e outras reformas como a ampliação do número de quartos na moradia; e famílias com terrenos que precisavam iniciar a construção. Contudo, parte desses interessados não possuíam documentos da aquisição do terreno (vinte deles pagando por terreno em loteamento clandestino). Poucos interessados possuíam dinheiro para iniciar as obras, com objetivo de construir 100 a 120 m2ou com 50 a 60 m2; os outros que demostraram interesse, necessitavam de financiamento para o início da construção (18).

As opiniões dos arquitetos divergiam quanto ao sucesso da iniciativa, contudo, Paesani afirmava a certeza de seu sucesso (19). Para o autor da proposta, os arquitetos teriam muito o que ganhar com essa experiência como melhores condições de “disputar cargos e tarefas em grau de maior decisão em nossa sociedade” (20). Ficaram como recomendações do encontro relativas a tese de Paesani a criação de um grupo de trabalho pelo Sasp para coordenar a constituição e início da implantação de novas cooperativas; a recomendação aos arquitetos para que passassem a se organizar segundo esse modelo de trabalho e de “recomendar aos arquitetos que considerem o bairro popular, também como problema de seu interesse profissional” (21). Somado à sugestão de atender a um mercado que não tinha acesso ao arquiteto e, ao mesmo tempo, retomando o cumprimento da função social debatido na década de 1960, Paesani reforçava que essa era uma oportunidade de trabalho aos recém-formados. Deve-se destacar, que a cidade de Campinas, local de realização do evento, tinha uma das novas faculdades do Estado de São Paulo. Assim, fazer o discurso sobre uma proposta de atuação profissional em uma cidade que abrigaria logo vários arquitetos recém-formados era bastante conveniente.

A organização do escritório piloto

Em meados de 1978, formou-se um grupo de trabalho no Sindicato com a finalidade de “analisar a legislação pertinente e apresentar um plano de implantação da cooperativa”. Em 9 de novembro daquele ano, ao convocar uma reunião para os associados interessados, o Sasp recebeu 146 arquitetos, dos quais 35 ficaram responsáveis por seguir os estudos visando a criação de um estatuto, a análise do mercado de trabalho no bairro popular e estudar o limite geográfico de atuação (22).

A convocação para a primeira reunião sobre a cooperativa foi encontrada no Centro de Documentação – Cedoc de Jorge Caron (caixa n. 25). Nessa convocação, datada de 20 de outubro de 1978, assinada pelo presidente do Sindicato Jon Adoni Vergareche Maitrejean e pelo Coordenador do Grupo de Trabalho da Cooperativa Alfredo Paesani, constava que a cooperativa tratava de uma nova forma de organização do trabalho profissional (23). Acompanhava esse documento uma anotação a mão, provavelmente do próprio Caron, que dizia: “Interessado em participar de novas formas de organização do trabalho dentro da profissão”. Também destaca-se quanto aos participantes da Cooperativa, a necessidade de adequar a formação desses arquitetos que trabalhariam nela, conforme destacado por Paesani: 

“É fundamental que o arquiteto modifique totalmente sua postura profissional para participar de uma iniciativa desse tipo; ele deve abandonar o conceito de propor projetos sofisticados, como os que faz para as classes média e alta. Para poder atender a esta população, talvez a mais carente de seus serviços, ele deverá propor soluções para coisas mais simples – e não menos importantes – como construir um telhado, uma garagem, aumentar um cômodo ou mudar uma porta. Poderá enfim, com o seu conhecimento técnico, contribuir a médio e longo prazo para a transformação de hábitos e, consequentemente, para a criação, até, de um novo panorama estético do bairro popular, ainda que este não seja o aspecto mais relevante” (24).

A atuação nessa área não era uma ação filantrópica, a remuneração da Cooperativa se daria “no mínimo, aos valores pagos pelo mercado” para permitir que os arquitetos se dedicassem em tempo integral ao trabalho, “não o encarando como uma atividade complementar”. Diferente dos grandes escritórios que administravam uma pequena quantidade de grandes trabalhos, a Cooperativa atuaria com muitos trabalhos de pequena dimensão. Quanto à organização, a Cooperativa não contrataria os cooperados, que permaneciam como profissionais autônomos – não haviam chefes e nem empregados. Além disso, todas as decisões se dariam no âmbito das assembleias.

Nas reuniões que antecederam a criação do Escritório Piloto, destacam os dados dos arquitetos participantes, levantados pelo Sasp. Entre os 146 arquitetos presentes na primeira reunião, 93 eram formados na década de 1970, sendo que 27 desses arquitetos haviam se formado em 1977. A frequência dos arquitetos nas reuniões pré-cooperativa também foi se arrefecendo. Foram agendadas 13 reuniões, sendo que da primeira para a segunda o número de arquitetos presentes caiu de 146 para 44 arquitetos. Assim, pode-se afirmar que a iniciativa chamou atenção dos arquitetos, mas grande parte deles decidiu por não se envolver na organização do projeto (25). Além disso, a iniciativa despertou um interesse maior daqueles que, sem experiência no mercado de trabalho, estavam em busca de uma primeira chance de emprego.

Outra estatística apresentada no Dossiê retratava a relação entre ocupação e tempo de formados dos arquitetos inscritos na pré-cooperativa. A maioria dos inscritos (40%) era assalariado, seguido dos autônomos (30%), dos desempregados (15%), daqueles que exerciam a atividade de assalariado e autônomo simultaneamente (10%) e aqueles que tinham escritório próprio (5%). Além disso, dos inscritos na Pré-Cooperativa 12 dos 35 interessados tinham menos de um ano de formados (26).

A criação e atuação do Escritório Piloto

Em fevereiro de 1979, foi criado o Escritório Piloto, pré-cooperativa, com objetivo de checar sua viabilidade, dimensionando o trabalho e estabelecendo diretrizes. A área de atuação escolhida para esse escritório foi a Regional de São Miguel Paulista, onde já se localizava o Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Diocese local e algumas organizações populares. Os arquitetos faziam o contato com a comunidade aos finais de semana, divulgando e apresentando as propostas de trabalho por eles estudadas as quais eram: regularização de títulos de propriedade; regularização de obras em andamento; reformas e construção; crédito e financiamento; e remuneração (27).

Nessa divulgação, os arquitetos foram recebidos com entusiasmo por aqueles que estavam envolvidos na construção de casas irregulares e clandestinas – um dos quesitos que dificultava a atuação dos arquitetos nessas áreas. Como foram diagnosticados diversos problemas jurídicos, os arquitetos fizeram contato com o Centro Acadêmico e o Grêmio da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – USP para a prestação de auxílio aos usuários. Uma das decisões após esse tempo de divulgação foi a elaboração do programa dos projetos a partir da “própria fonte: quem vai usufruir” (28).

Os associados à pré-cooperativa, em ata de reunião do sai 28 de novembro de 1978 (29), apresentavam as questões em debate segundo os grupos de trabalho de marcado e estatuto. O grupo mercado, representado por Avani, havia feito contatos com a população de Itaquera, uma região cheia de problemas de enchentes e moradia. Por sua vez, o cooperado Michel apresentou algumas questões para serem discutidas na reunião seguinte: como a cooperativa faria com aqueles que não podiam pagar o projeto?; e quanto aos loteamentos e construções clandestinas?; as sociedades de bairro ficariam dentro ou fora da cooperativa?; quanto à locomoção ao trabalho – o Sindicato seria a sede principal e possuiria unidades móveis?; como os estudantes seriam absorvidos?; a cooperativa deveria ter muita gente com pequena dedicação ou pouca gente com muita dedicação? Por sua vez, o grupo do Estatuto, representado por Caron, apresentou os principais pontos a discutir: o que faz a cooperativa?; quem era o cooperado?; onde atuar?; qual o nome?. Como respostas, o arquiteto trazia que o objetivo da cooperativa era prestar serviços de projeto e assessoria de construção; o cooperado precisava ser habilitado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia – Crea para exercer atividade de arquiteto/urbanista e a área de atuação era a região metropolitana de São Paulo. Como discussões, o grupo do estatuto colocou as seguintes perguntas: a cooperativa era de arquitetos ou de arquitetura? Como área de atuação o grupo ainda questionava se era interessante ocupar-se de uma pequena área para não interferir no poder Municipal ou uma grande área para atuar em todos os lugares. Também se colocava como duvida o atendimento à grandes áreas com grandes problemas, elencando como opção a definição do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra; de área de atuação.

Diante de tantas questões quanto ao funcionamento, o escritório piloto da Cooperativa definiu que prestaria os serviços à comunidade segundo diversas etapas. No plantão os arquitetos colhiam o programa, a documentação e davam encaminhamento as etapas seguintes. O estudo preliminar seguia uma série de checagens: o exame da documentação, o gabarito exigido por Lei de Zoneamento e Código de Edificações, a transformação do programa do usuário em área necessária / permitida, a definição de um partido, o levantamento do custo aproximado e a proposta dos honorários da cooperativa. Na sequência, era dado encaminhamento ao anteprojeto com o levantamento topográfico, a elaboração do esboço a ser apresentado, o desenho da Planta de Prefeitura – mais elaborado para que fosse também usada em obra, na escala 1:50 –, o memorial descritivo e o protocolo de Prefeitura para acompanhamento do processo. A etapa seguinte, do projeto executivo, constava do detalhamento conforme o manual (este seria ainda elaborado) visando a adoção de padrões e racionalização construtiva. Os projetos complementares de estrutura, elétrica e hidráulica também deveriam seguir o mesmo manual. Constavam ainda como atividade da cooperativa a quantificação e especificação de materiais, o orçamento de obra acompanhado pelo cronograma físico-financeiro e o acompanhamento de obra nas etapas de locação, fundações, locação de vãos, estrutura, cobertura, hidráulica e elétrica. A cooperativa também colaboraria na obtenção do Habite-se e da quitação do Instituto Nacional de Previdência Social – INPS.

Os arquitetos elaboraram um processo para atendimento nos plantões, de modo a padronizar o trabalho da cooperativa. Na primeira visita, a ficha do interessado era preenchida e o programa colhido; nos retornos seguintes as etapas eram: a obtenção da documentação; o encaminhamento ao Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da USP ou a apresentação do estudo preliminar seguida da proposta de honorários; na sequência, o contrato deveria ser fechado para o recebimento do anteprojeto e a entrada na prefeitura. Com o recebimento do alvará de execução, os arquitetos juntavam o projeto executivo, as quantificações, especificações e o orçamento de obra. Os últimos retornos seriam para tirada de dúvidas e informações sobre o andamento da obra, bem como de alterações de projeto. Por sua vez, a escala de trabalho propunha uma estrutura capaz de lidar com o projeto e a assessoria em uma dimensão muito maior de trabalho daquela enfrentada pelo arquiteto como profissional liberal.

Os processos de trabalho foram uma preocupação entre os cooperados. Um dos documentos do Dossiê, intitulado Propostas do Grupo de Avaliação, tinha como propósito uma maior ativação cliente/cooperativa para que a solução dos casos fosse mais acelerada. Assim, esse grupo propunha que cada responsável fizesse o contato semanalmente com seus casos e que tornasse inteligível a todos os cooperados o andamento, de modo que os plantões tivessem continuidade mesmo com diferentes arquitetos. Nos casos em que o responsável não tivesse retorno do contratante, uma carta deveria ser enviada pedindo a reativação do contato e orientando as novas providencias que deveriam ser tomadas.

Os cooperados alertavam que ainda que a linguagem arquitetônica fosse livre, em vista do interesse profissional a cooperativa havia a necessidade de uma linguagem legível a todos e apurada graficamente, que evitasse descrédito à Cooperativa. Assim, para a apresentação dos anteprojetos deveriam ser executados na escala 1:50 plantas, cortes, elevações e perspectivas. Croquis eram permitidos se a linguagem ficasse clara para os clientes. Para evitar desencontros de informações, os trabalhos seriam acompanhados por três cooperados, de modo também a distribuir o trabalho e não onerar o tempo de dedicação de um único membro. O grupo de avaliação considerava que a cooperativa estava ainda em fase de implantação e que os problemas eram muitos e as recompensas inexistentes. Contudo, por ser um mercado promissor e carente, não era momento para deixar de agir. O momento era de divulgar a cooperativa como uma empresa, inclusive quanto ao seu aspecto de cumprimento da função social e executar os trabalhos de forma limpa e rápida, profissionalmente para transmitir credibilidade aos clientes. Assinavam o documento “Calabria”, Anélis, Carlos Neves e Marta.

Estudo apresentado pelo Escritório Piloto da Cooperativa de Arquitetos da Região Metropolitana da Grande São Paulo
Imagem divulgação, 1978 [Arquivo do Sindicato de Arquitetos de São Paulo]

Sob o aspecto da construção civil, a Cooperativa buscava instalar um processo de investigação e treinamento, de modo que o uso dos materiais e técnicas construtivas fossem melhor aproveitados. Por sim, a integração que a cooperativa buscava era o estabelecimento de uma relação estreita entre a cooperativa e as organizações do bairro popular. Com isso, era finalidade da cooperativa estabelecer na própria área de trabalho cooperados para atuar no campo (30).

Segundo os trabalhos desenvolvidos pela Pré-Cooperativa, foram observados problemas quanto a loteamentos, conservações, ampliações e reformas, projetos e construções; e documentação. Quanto aos loteamentos, em São Miguel Paulista os arquitetos puderam constatar junto a prefeitura de São Paulo que ao menos 50% da área é de loteamentos não aprovados, clandestinos. Os outros 50% se encontravam em processo de regularização. Para os arquitetos isso representava um problema, pois sem a situação do lote regularizada, estando o morador sujeito a multas e taxas, não seria eficaz o trabalho da pré-cooperativa. Chegaram a ocorrer situações de um mesmo lote vendido para mais de um morador. Sobre a conservação do imóvel, preserva-la resguardava o morador de pagar uma taxa de até 200% do valor do imóvel – para tal, muitas vezes os moradores precisavam demolir partes que estavam em uso do imóvel (31).

Quanto as ampliações e reformas, as construções na periferia costumeiramente aconteciam em etapas – em vista das condições econômico-financeiras. Nesse sentido, a Cooperativa tinha como propósito prever no projeto inicial das casas as ampliações necessárias com as devidas condições de salubridade e uso funcional dos espaços. Já os projetos e construções se aplicaram àqueles terrenos com situação regularizada, por meio de reuniões com os clientes e o estabelecimento de um programa adequado. O trabalho de documentação ocorreu em quase todos os casos, pois poucos proprietários possuíam escritura legal dos terrenos (32).

Por fim, o documento trazia a relação dos arquitetos cooperados os quais eram: Alberto Victorio da Costa, Alexandre Faragó Jr., Alfred J. J. Cerveny, Anelis Napoleão Campos, Angela Maria Calabria, Carlos Antunes, Carlos Raulino Cancian Neves, Claudia Bromberg Richter, José Fernandes Teixeira Filho, Jorge Oswaldo Caron, Juan Villa Martinez, Liris Padovan Monteiro, Marcia Simão Macul, Marcia Guedes Pantaleão, Marta Junqueira da Silva, Myrian Barrientos de S. Pinto, Nelly Hercman, Nilson Del Vecchio Faim, Patricia Nascimento, Pedro Francisco Tisovec, Regina de Campos Balieiro Devescovi, Ronoel Ferracci, Sergio Baiget, Teresa de Jesus Pires Urbieta, Vivian Hedeager e Walter Gonçalves Jr. (33).

O encerramento do escritório piloto

Após três meses de funcionamento, o Escritório Piloto da Cooperativa encerrou suas atividades em 7 de maio de 1979 e fez um balanço. No primeiro aspecto, identificou-se que dos 2.000 associados convocados pelo Sasp na primeira reunião realizada em novembro de 1978, aproximadamente 120 arquitetos permaneceram. Dos trinta interessados, alguns estiveram presentes na implantação do escritório piloto, enquanto um grupo dispersou e outros colegas chegaram para ocupar esses espaços. Quanto ao trabalho solicitado à Cooperativa, a maioria era de reformas que envolviam prejuízos legais, pois se tratavam de construções e loteamentos clandestinos. Houve seis projetos novos e alguns casos com problemas jurídicos encaminhados à Faculdade de Direito da USP. Quanto à participação no mercado do bairro popular, optou-se por organizar-se através da diocese de São Miguel Paulista, mas os cooperados identificaram que este meio de acesso aos moradores deveria ser revisto. Quanto a receptividades das Associações de Bairro e Comunidades de Base, esta se deu de forma calorosa.

Ao fim da experiência do escritório piloto foram estabelecidas como proposta em uma reunião de 14 de maio de 1979 a implantação legal e definitiva da Cooperativa de Arquitetos. Enquanto esta obtivesse reconhecimento legal junto ao Incra, teria as atividades do Escritório Piloto mantidas na sede do Sasp. Para abertura de novos atendimentos, uma divulgação dos serviços da cooperativa seria feita através de jornais como Noticias Populares, Folha de São Paulo e Diário Popular.

A cooperativa também entrou em contato com a Secretaria de Estados dos Negócios Metropolitanos, visando estabelecer uma parceria. Segundo as informações obtidas, existia um grande interesse por parte dos Prefeitos da Grande São Paulo para o encontro de soluções ao chamado problema das moradias econômicas. A princípio, a secretaria estaria disposta a aproximar a cooperativa desses prefeitos ao passo que o mesmo seria interessante à cooperativa. Pensou-se como um projeto selecionar dois ou três municípios dos quais tinham interesse na cooperativa para uma experiência piloto. A cooperativa esperava que o Prefeito das cidades selecionadas tivesse interesse nos problemas da habitação popular, tivesse a maioria na Câmera de Vereadores, que o município não tivesse orçamento deficitário de modo a fornecer recursos ao programa da cooperativa; a população deveria ter algum tipo de organização comunitária e a Prefeitura deveria ter uma estrutura de atendimento a essa população.

Considerações finais

A atuação da Cooperativa teve poucos registros encontrados no Arquivo do Sindicato dos Arquitetos do Estado de São Paulo, promotor da iniciativa. Foi uma experimentação que tratou de aproximar os arquitetos da periferia da cidades de São Paulo, em um momento de escassez de empregos e oportunidades. O crescente número de jovens arquitetos sem uma ocupação como profissional liberal à época era uma preocupação sempre expressa pelo Sasp. Assim, pode-se apontar que a Cooperativa foi criada como uma alternativa de emprego para os recém-formados, ao mesmo tempo era considerada algo menor pelos arquitetos mais experientes.

Por meio da influência uruguaia, conforme relatos dos arquitetos participantes, o Sasp se estruturou para organizar esse novo campo de trabalho. Tratando-se de uma organização de jovens arquitetos assalariados, não estranhava a participação de tantos recém-formados na iniciativa. Deve-se observar a tentativa de aproximação com o ensino sinalizando para possíveis relações com a experiência no ensino do Laboratório de Habitação – LabHab da Faculdade da Escola de Belas Artes de São Paulo. Tanto o criador do curso da escola, Jorge Carón, quanto um de seus professores, Joán Villa, participaram da iniciativa do Sasp.

Nas pesquisas realizadas não houve registro sobre a atuação da Cooperativa após o final do período estabelecido do escritório modelo. Contudo, as referências por ela levantadas da problemática do trabalho do arquiteto na periferia e a necessidade de adequar a sua formação para que fosse capacitado a atender às demandas dos moradores dessas áreas vieram a refletir na busca por mudanças no ensino de arquitetura e urbanismo.

Até os dias atuais discute-se no âmbito brasileiro a atuação do arquiteto e urbanista em meio às áreas da periferia, repletas de exemplares resultantes da autoconstrução. Da mesma forma que na década de 1970, é abordada a adequação da formação do arquiteto e urbanista para atendimento e participação nessas áreas. Por essa razão, apresentar a Cooperativa de Arquitetos para a nova geração se faz necessário e espera-se trazer essa experiência como um caso que permanece atual e aberto à debates – a atuação do arquiteto e urbanista na periferia, no cumprimento de sua função social.

notas

1
Nesse período, a expansão do ensino de Arquitetura e Urbanismo esteve diretamente relacionada com as políticas de ensino promovidas pelo Regime Militar como o acordo entre o Ministério da Educação brasileiro e a United States Agency for International Development, o MEC Usaid. Um dos grandes feitos desse acordo foi a aprovação de um Currículo Mínimo para o curso de Arquitetura e Urbanismo, em 1969. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep. Trajetória e estado da arte da formação em engenharia, arquitetura e agronomia. Brasília, Inep/Confea, 2010, p. 70.

2
DURAND, José Garcia. A profissão do arquiteto (estudo sociológico). Dissertação de mestrado. São Paulo, FFLCH USP, 1972, p.113.

3
Essa realidade foi retratada no documentário Fim de Semana, produzido em 1976 com a participação de Ermínia Maricato. Fim de Semana. Curta metragem/ documentário, 16mm, cor, 31min, Brasil, 1976. Produção Elsa Lopez Kathuni, Erminia Maricato, Renato Tapajós e Washington Racy. Youtube, 26 jan. 2016 <https://www.youtube.com/watch?v=gDm-vajAtrM>.

4
A base social de constituição da Fucvam foram os trabalhadores organizados nos Sindicatos, o que permitiu que a Federação prontamente participasse dos movimentos políticos do país. ARANTES, Pedro Fiori. Arquitetura Nova: Sérgio Ferro, Flávio Império e Rodrigo Lefévre, de Artigas aos mutirões. São Paulo, Editora 34, 2002.

5
CASTRO, Diego; FRY, Mariana; MENÉNDEZ, Mariana. Desafíos para pensar los movimentos sociales uruguayos: Fucvam y sus estrategias de formación em la era progressista. Revista Contrapunto, n. 1, Montevideo, dez. 2012, p.33-51 <http://www.contrapunto.edu.uy/images/pdf/contrapuntos/contrapu nto1.pdf>.

6
BARAVELLI, José Eduardo. O Cooperativismo Uruguaio na Habitação Social de São Paulo: das cooperativas Fucvam à Associação de Moradia Unidos de Vila Nova Cachoeirinha. Dissertação de mestrado. São Paulo, PPGAU FAU USP, 2006, p. 170.

7
NASCIMENTO, Eduardo do. Cooperativas de Habitação por Ajuda Mútua no Uruguai: um estudo de caso sobre a Fucvam. Trabalho final de graduação. Florianópolis, CSE UFSC, 2011, p. 53.

8
Boletim n. 6. Associação Brasileira de Escolas de Arquitetura, 1977, p. 12.

9
Cooperativa, a abertura de novas fronteiras. Jornal Arquiteto, n. 48/49, jul./ago.1977, p. 14.

10
Idem, ibidem.

11
Está aberto o debate. Jornal Arquiteto, n. 51/1, edição extra, 28 out. 1977, p. 1.

12
PAESANI, Alfredo. Cooperativa de Arquitetos como nova forma de organização de trabalho: bairro popular como ampliação do mercado para o arquiteto, Campinas, 1977. Caixa 003. Consultado em 21 de Janeiro de 2015. p. 2.

13
Idem, ibidem, p. 3.

14
Idem, ibidem, p .3-4.

15
Idem, ibidem, p. 4.

16
Idem, ibidem, p. 5. Grifo do original.

17
Idem, ibidem, p. 2.

18
Idem, ibidem, p. 9-10.

19
Idem, ibidem, p. 10.

20
Idem, ibidem, p. 10.

21
Idem, ibidem, p. 13.

22
Sindicato dos Arquitetos de São Paulo. Dossiê da Cooperativa de Arquitetos, novembro de 1978/ fevereiro de 1980. Arquivo Sasp [consultado em jun. 2016].

23
Cedoc Jorge Caron, caixa n. 25 [consultado em 21 jun. 2017].

24
Construção na periferia: a contribuição da Cooperativa de Arquitetos. Jornal Arquiteto, n. 59, nov. 1978, p. 12.

25
Sindicato dos Arquitetos de São Paulo. Op. cit.

26
Idem, ibidem.

27
Idem, ibidem.

28
Idem, ibidem.

29
O manuscrito dessa ata foi encontrado no Cedoc Jorge Caron, caixa n. 25 [consultado em 21 jun. 2017].

30
Sindicato dos Arquitetos de São Paulo. Op. cit.

31
Idem, ibidem.

32
Idem, Ibidem.

33
Idem, Ibidem.

sobre as autoras

Taiana Car Vidotto é arquiteta e urbanista (Universidade Paulista), mestre pelo Programa de Pós-Graduação Arquitetura, Tecnologia e Cidade da Faculdade de Engenharia Civil Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas. Doutoranda do mesmo programa com bolsa da Capes.

Ana Maria Reis de Goes Monteiro é arquiteta e urbanista, mestre em Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC Campinas. Doutora pela Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp. Docente no curso de Arquitetura e Urbanismo e do Programa de Pós-graduação Arquitetura, Tecnologia e Cidade da Unicamp.

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