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architexts ISSN 1809-6298


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português
A análise Edifício Amortex (1968) e do Edifício Industrial para a Ferramentas Belzer (1976), identificou propostas diferentes para uma mesma tipologia, influenciando tanto o desenvolvimento das concepções como a escolha dos materiais.

english
The analysis of the Amortex Building (1968) and the Industrial Building for Belzer Tools (1976) identified different proposals for the same typology, influencing both the development of concepts and the choice of materials.

español
El análisis de lo Edificio Amortex (1968) y el Edificio Industrial para Belzer Tools (1976) identificó diferentes propuestas para la misma tipología, influyendo tanto en el desarrollo de conceptos como en la elección de materiales.


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OLIVEIRA, Ricardo José Rossin de; VÁZQUEZ RAMOS, Fernando Guillermo. Dois edifícios industriais de Gregório Zolko. Os projetos da Amortex (1968) e Belzer (1976). Arquitextos, São Paulo, ano 20, n. 234.00, Vitruvius, nov. 2019 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/20.234/7558>.

O escritório Constructa Planejamento e Arquitetura Ltda., formado pela dupla de arquitetos Gregório Zolko (1932) e Wolfgang Schoedon (1924-2008), desenvolveu diversos projetos industriais (1) por São Paulo, durante os anos 1960-80. Ainda que o escritório tenha projetado obras de outras tipologias, como residências unifamiliares, edifícios residenciais e alguns trabalhos de arquitetura de interiores, as fábricas se destacaram como uma das principais frentes de trabalho da dupla.

Gregório Zolko e Wolfgang Schoedon tiveram suas formações em arquitetura realizadas no exterior. Zolko estudou em Estados Unidos, mais precisamente em Illinois, na University of Illinois Urbana-Champaign (1955), e Schoedon, que era alemão, havia estudado na Alemanha, na Technische Universität de Darmstadt (1947). Após finalizar sua graduação e regressar ao Brasil, o que aconteceu em 1955, Zolko consegue uma vaga de estagiário, e logo após seis meses, de arquiteto no escritório de Gregori Warchavchik, que para esta data já era um respeitado arquiteto local com uma ampla produção de arquitetura moderna (2), lá conhece Schoedon, que era o coordenador de projetos do escritório.

Antes mesmo de montarem Constructa juntos, o que aconteceu em 1958, a parceria entre os arquitetos já havia começado quando participaram juntos de um concurso fechado, ainda como colaboradores de Warchavchik, para o desenvolvimento de um edifício para o Hospital Albert Einsten em São Paulo, em 1958. A dupla, que desenvolveu o projeto em nome do escritório de Warchavchik, foi uma das cinco equipes a apresentar um projeto para o novo hospital. O concurso foi vencido pela equipe dos arquitetos Rino Levi, Roberto Cerqueira César e Luis Roberto Carvalho Franco (3).

Ainda em 1958, mas já de maneira independente ao escritório de Warchavchik, a dupla vence o concurso do Palácio da Farroupillha, em Porto Alegre, obra que destacaria os dois arquitetos no cenário da arquitetura paulista, pois foi um projeto que ficou marcado como sendo um “divisor de águas” (4) na arquitetura Rio-Grandense, inaugurando um enunciado miesiano como alternativa para a arquitetura local, como afirmará na época Moacyr Moojen Marques (5).

Desde o início da sociedade em 1958, até 2008, somando então cinquenta anos de trabalho, o escritório Constructa, que hoje é comandado somente por Zolko, projetou prédios industriais, de diferentes escalas, e para diversos tipos de cliente, que vão desde fábricas de ferramentas, passando pela indústria têxtil, à fábrica de brinquedos, sendo em sua maioria projetos elaborados entre as décadas de 1970 a 1980.

O projeto industrial durante o milagre econômico brasileiro

Durante o período de 1967-73, o desenvolvimento econômico brasileiro, puxado pelo valor das commodities, conhecido de maneira eufêmica como o “milagre econômico brasileiro”, baseado no aumento da capacidade aquisitiva da classe média, através de financiamento de consumo, que influenciou diretamente no número de projetos e construções de prédios industriais no Brasil, não só os investimentos estrangeiros, atraído por incentivos governamentais (cambio, tarifas, benefícios fiscais), bem como os da indústria automotriz, mas também o desenvolvimentismo nacional que foi dirigido maciçamente para a de bens de produção e consumo duráveis e não duráveis. Para finais dos anos 1970 as exportações de produtos industrializados e sem industrializados superaram as exportações de bens primários (produtos da agricultura, minérios, matérias-primas).

São Paulo, foi o estado que mais se beneficiou deste processo, concentrava 58,1% da produção industrial do país em 1970 e ainda que essa porcentagem vai decrescendo durante a década, chegando a 54,4% em 1980, continuará sendo o estado com maior concentração industrial durante todo o século 20. A localização das indústrias também favorece à área metropolitana que aglomera, em 1970, 43,4% das indústrias do país, 14,7% ficam no interior paulista (6). Cercando ainda mais o estudo e analisando o processo industrial de São Paulo, as palavras de Jorge Wilheim expressam de maneira clara o que se passava nesse período de vertiginoso crescimento econômico e demográfico:

“Esse ritmo nervoso poderia ter deixado os arquitetos a margem, pois num primeiro tempo, realmente a facilidade de lucros permitia o luxo de todo desperdício: má organização, reformas prematuras, empirismo primário. Mas houve fatores paralelos que modificaram o panorama. de O prestígio que gozam os arquitetos nessa época; a construção estradas oferecendo para os novos estabelecimentos industriais terrenos visíveis para o público; a demanda e a concorrência crescentes e a atração pelo formal, pelo aspecto e prestigio que dele decorre, comum na personalidade brasileira, foram esses os fatores que influíram no comparecimento do arquiteto no campo da construção industrial brasileira” (7).

Apesar de termos como registro, a primeira obra feita com pré-fabricados no Brasil, o Hipódromo da Gávea (1926), só a partir de 1950 é que temos uma preocupação com a racionalização e industrialização dos sistemas construtivos (8). Em 1970, algumas indústrias de pré-fabricados de São Paulo, por exemplo, previam aumentar sua produção, de olho na possível chegada de investidores estrangeiros, interessados em trazer suas empresas ao Brasil.

Continuando na questão dos pré-fabricados, ponto chave na concepção das obras industriais de Zolko e Schoedon que iremos analisar a seguir, uma das empresas conhecidas na produção desse item na década de 1970, a Construção Industrializada Nacional S.A., também conhecida como Cinasa, trabalhava na busca de novas tecnologias e novas combinações de materiais. Um exemplo disso foi o pioneirismo da Cinasa em desenvolver uma solução em agregado leve no Brasil, a partir da expansão da argila. Isso permitia reduzir o peso das peças pré-fabricas de concreto entre 25% e 35% (9).

Amortex como exemplo de criação durante o “milagre econômico brasileiro”

O edifício industrial da Amortex, projeto de 1968, construída entre 1970-72, é um projeto do Constructa para uma empresa de autopeças, em uma área de mais de cinquenta mil metros quadrados localizada no Centro Industrial de Jurubatuba, na zona sul de São Paulo.

Edifício Amortex, torre de água, São Paulo SP Brasil, 1972. Arquitetos Gregório Zolko e Wolfgang Schoedon
Acervo Gregório Zolko

De acordo com depoimento de Zolko (10), o primeiro passo, para o desenvolvimento do projeto, foi entender o fluxo logístico da empresa e suas demandas, e assim elaborar um plano piloto de ações por etapas para a construção do edifício, racionalizando tempo e dinheiro. A ideia era que na medida em que a empresa fosse crescendo, e que houvesse a necessidade de novos espaços, o edifício poderia aumentar sem perder suas características originais, tanto desde um ponto de vista formal com construtivo e estrutural.

No mesmo depoimento, Zolko apontou a importância da topografia, indicando que o desnível que havia no terreno foi aproveitado para criar níveis diferentes para o mesmo volume arquitetônico. No primeiro nível o galpão industrial, e nas laterais os escritórios, acompanhando esse mesmo desnível, criando mais um andar, para escritórios. Esse desnível também ajudou nas etapas de crescimento da empresa, pois limitou as áreas funcionais do projeto, e direcionou as frentes de ampliação dos espaços produtivos.

Foram construídos dez mil metros quadrados em uma primeira etapa, estruturados para receber até seiscentos funcionários. Mais duas etapas foram programadas para receber a ampliação na demanda da produção, sendo dois mil metros quadrados em uma segunda etapa, elevando a capacidade da empresa para novecentos funcionários, e mais três mil metros quadrados em uma terceira, suficientes para receber mil e duzentos funcionários. Estas etapas foram desenvolvidas em um intervalo de dois anos após o início da construção. O programa de ampliação constava no projeto original, e trabalhava de forma inteligente ao se aproveitar da solução arquitetônica adotada, já que a medida em que o bloco industrial aumentava, paralelamente, aumentava também as dependências sociais e escritórios técnicos e administrativos (11). A projeção era chegar a uma área total construída de cinquenta e seis mil setecentos e oitenta metros quadrados de área construída.

Os arquitetos optaram pela estrutura pré-fabricada de concreto, que dispensa manutenção, tem rapidez na fabricação e montagem das peças, reduz o movimento de materiais e de funcionários no canteiro de obras e pode ter resultado significante de redução de custos no preço global da obra (12). No caso da Amortex, o projeto é uma combinação entre concreto, vidro, chapas de amianto e tijolos laminados (13). A modulação de 12.00m x 7.40m ditou o ritmo estrutural e a disposição dos espaços, junto com a cobertura, onde foi empregada uma viga “Y” (14), em substituição das então comuns chapas onduladas de amianto, gerando a cada dupla de peças uma iluminação zenital.

Tanto a cobertura, quanto os fechamentos com brises horizontais de concreto nas laterais do edifício, ajudam na concepção de criar uma unidade para todo o edifício. Segundo o próprio Zolko “as coberturas com peças pré-fabricadas trabalham melhor como isolante térmico e acústico, e ainda deixam a iluminação adentrar no espaço entre uma estrutura e outra” (15).

Outros seis volumes compõe o complexo industrial como um todo. A portaria, é um edifício a parte, distinto do restante do volume do galpão principal, com curvas nos acabamentos das paredes externas e coberturas. A torre de água também possui quase as mesmas características da portaria, se tornando um volume independente do restante do projeto, com a marcação das formas em sua construção e curvatura em suas laterais. O refeitório e centro de energia formam um único volume, com brises, tijolos laminados e grandes panos de vidro. Seu desenho se assemelha muito ao galpão principal. Para completar, mais dois edifícios fazem parte de todo o complexo, sendo a garagem e o depósito, sendo ambos bem distantes dos outros volumes, pois não parece que tiveram o mesmo cuidado arquitetônico que os outros tiveram, sendo de um desenho simples e fora de todo o valor do complexo.

Em 1973, o Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB organizou a primeira Bienal de Arquitetura de São Paulo independentemente da presença das artes plásticas. O evento ocupou o mesmo espaço do Pavilhão do Ibirapuera destinado às artes, e teve como tema “O ambiente que o homem organiza: suas conquistas e dificuldades” (16). Nessa bienal, o edifício da fábrica da Amortex foi um dos oito projetos premiados pelo júri da Bienal.

O projeto industrial pós-crise do petróleo

Já no final da década de 1970, praticamente vinte anos após o começo do uso do pré-fabricado, na construção de edifícios, passados o boom econômico brasileiro e a crise do petróleo em 1973, algumas empresas de pré-fabricados, que haviam surgido nessa época de grande avanço econômico, e que almejava em um futuro próximo, um grande crescimento, como Rodrigues Lima, Cinasa, Sobraf e a For Beton, viram a sua produção encarecer, já que vários fatores dependiam do uso da matéria prima do petróleo, como a produção de cimento, que precisava da queima do óleo, a cura, que também demandava a mesma energia, assim como o processo de desinformar as peças também dependiam do óleo, por isso o custo acabou subindo muito nesse período, o oposto do que as indústrias de pré-fabricado visavam no começo da década de 1970 (17). São Paulo sofre também com o início do “processo de intenso de reestruturação produtiva, ocorrendo transformações industriais, na estrutura de produção e espacial, bem como alterações profundas nos processos de trabalho e no mercado de trabalho” (18), que se consolidará nos anos 1990. Mas, o processo foi lento (vinte anos) e os arquitetos, ainda em pequeno número, continuaram com possiblidades de projetos na área industrial praticamente até finais dos anos 1980, como testemunha o desempenho do escritório Constructa. como afirmaram Ruth Verde Zein e José Luiz Telles dos Santos apontando a situação nacional da profissão de arquiteto nesses anos:

“Em oposição à importação de layouts estrangeiros, ou à concepção dos edifícios industriais como simples galpões para abrigos de máquinas e equipamentos, vem se afirmando a necessidade de uma atuação em conjunta dos profissionais de arquitetura, engenharia e técnicos das diversas áreas afins para uma concepção mais abrangente e humanizada dos ambientes de trabalho” (19).

Tudo isso mostra que em pouco mais de dez anos, as empresas entenderam melhor o quanto o arquiteto poderia ser importante para o desenvolvimento dos seus projetos, e as empresas fornecedoras de pré-fabricados também viram sua produção voltar a um estado mais natural, mais próximo ao desenvolvimento da época.

A Fábrica da Belzer pós “milagre econômico brasileiro”

Em 1975, o escritório Constructa projeta o edifício industrial para a Ferramentas Belzer do Brasil S.A, localizado em Guarulhos, na Grande São Paulo, uma das regiões que concentrou grande quantidade de fábricas de pequeno e meio porte no âmbito próximo à capital, beneficiada pelos acessos rápidos às rodovias que começavam a ocupar o território paulista, especialmente a rodovia Presidente Dutra.

Edifício Industrial para a Ferramentas Belzer, maquete do edifício administrativo, Guarulhos SP Brasil, 1976 [Acervo Gregório Zolko]

O edifício, assim como a maioria dos projetos de edifícios industriais da época, foi divido em três etapas para a sua execução. Em um terreno com aproximadamente 52.000m², foi dividido praticamente 14.000m² para o bloco industrial, 3.400m² para o bloco social, 3.000m2 para o bloco administrativo e o restante para acessos e circulações necessárias.

O projeto para a fábrica da Belzer é um projeto fragmentado, não só por conta das etapas de obras, mas também com diversos edifícios isolados, não criando o efeito de unidade em uma só edificação, diferente da característica de edifício único que observamos no projeto da Amortex.

Essa segmentação também está relacionada com o tipo de solo encontrado no local do projeto, e também com as dimensões do terreno, já que por ter uma largura diferente do sitio onde está localizado o projeto da Amortex, tendo um comprimento mais significativo que a largura, a divisão se fez necessária.

O bloco administrativo, voltado para a Rodovia Presidente Dutra, é concebido com um pórtico de estrutura metálica apoiado em base de concreto, em cima de um aterro de mais de dez metros de altura, cobrindo uma área de 25m x 50m, deixando todo um espaço livre para a configuração de áreas de escritório e serviços administrativos. A solução da estrutura espacial de alumínio anodizado, com nós de aço galvanizado adotada, não foi um simples capricho do arquiteto. Zolko deixa claro que “a utilização da estrutura metálica foi necessária, pois o terreno era coberto por uma turfa, que impossibilitava a utilização do pré-fabricado no desenho pretendido” (20), por isso uma estrutura espacial metálica leve.

Ainda na tentativa de deixar o bloco administrativo mais leve, a base de concreto armado da estrutura metálica apoia em pequenas vigas de concreto que atravessam um espelho d’água. Por conta da proximidade desse bloco da rodovia, as janelas são de vidro duplo, acústicas, e todo o sistema de ar condicionado, assim como outros dutos, são colocados no vão entre a estrutura metálica e a cobertura, facilitando a manutenção e a passagem desses dutos pelo edifício.

Para o galpão industrial, um espaço gigante de 65m x 200m, Zolko e Schoedon utilizaram dois conjuntos de arcos de concreto pré-fabricados, fornecidos pela For Beton (21) de 10m x 30m, com um corpo central de dois pavimentos e cinco metros de largura. Esse galpão em forma de arco tem uma eficiente solução de ventilação e iluminação (22). Esse sistema ajudou na concepção de espaços mais flexíveis para uma futura expansão.

Edifício Industrial para a Ferramentas Belzer, arcos pré-fabricados fornecidos pela For Beton, Guarulhos SP Brasil, 1976 [Acervo Gregório Zolko]

Considerações finais

Dois edifícios industriais, com tantas diferenças projetuais em um intervalo de pouco mais de dez anos. No mesmo intervalo vemos uma grande esperança no crescimento econômico brasileiro, e após a crise do petróleo em 1973, um pouco mais de cautela nas projeções de crescimento e produção de pré-fabricados.

Mesmo entendendo que temos uma abordagem diferente de projeto por conta de cada situação encontrada, seja no terreno ou mesmo na demanda operacional da empresa, a dupla deixa de lado na Belzer, a unidade conceitual utilizada na Amortex, caracterizada por um único grande volume. A viga “Y”, que cria a unidade de cobertura do edifício da Amortex, é citada por Zolko como uma alternativa interessante em relação à volume, forma e absorção de calor e ruídos, já na Belzer, a cobertura é substituída por painéis de fibrocimento. Isso mostra que em cada situação os arquitetos criam um tratamento diferente no projeto.

Podemos situar ambos projetos como tendo em seus meandros, traços brutalistas, utilizando nesse caso as características citadas por Ruth Verde Zein (23), como a solução em monobloco, teto homogêneo e sistema construtivo de pré-fabricação, como está claro no edifício da Amortex, ou com questões relativas a iluminação zenital, concreto aparente, espaços flexíveis, no caso do bloco industrial da Belzer.

Zolko é enfático em dizer que em cada projeto trabalhado por eles tinha uma abordagem diferente (24), fosse ela estrutural, espacial ou econômica. Em fábricas, por exemplo, a utilização do material acabava sendo uma questão não só de apreço, mas também por razões de segurança, já que o seguro que as empresas necessitavam fazer de acordo com o material que fosse usado em sua concepção poderia influenciar na decisão entre aço, concreto ou até mesmo madeira.

Tentar definir essas fábricas dentro da designação de um estilo, só seria possível com uma pesquisa mais aprofundada, apesar de encontrarmos traços brutalistas como os já citados acima. O ideal seria buscar dentro de um leque maior de projetos, não só das obras citadas, de diferentes tipologias, que foram desenvolvidas por Zolko e Schoedon durante o período em que tiveram em sociedade. Lembrando que Zolko ainda possuí uma produção individual significativa fora daquela sociedade.

A intenção desse texto é mostrar uma das vertentes do escritório Constructa, com duas obras que foram muito bem recebidas pela critica especializada da época, fosse ela ganhadora de prêmio na bienal de arquitetura, fosse ela pela tecnologia empregada na construção de seus edifícios.

notas

1
Fazem parte deste grupo fábricas, oficinas, galpões, usinas, montadoras, entre outros, que estão sendo hoje estudados pelos autores.

2
LIRA, José Tavares Correia de. Warchavchik. Fraturas da Vanguarda. São Paulo, Cosac Naify, 2011.

3
Hospital Israelita Albert Einstein (concurso). Instituto de Pesquisas Hospitalares Arquiteto Jarbas Karman, 2014 <www.iph.org.br/acervo/projetos-arquitetonicos/hospital-israelita-albert-einstein-concurso--165>.

4
LUCCAS, Luís Henrique Haas. O Sul por testemunha: declínio da hegemonia corbusiano-carioca e ascensão da dissidência paulista na arquitetura brasileira anos 50. Pós. Revista da pós-graduação da FAU USP, n. 27, v. 17, São Paulo, jun. 2010, p. 46-65.

5
Moacyr Moojen Marques. Apud LUCCAS, Luís Henrique Haas (op. cit.), p. 60.

6
GOMES, Maria Terezinha Serafim. A desconcentração industrial e o crescimento da indústria no interior do estado de São Paulo-Brasil. Anais do 12° Encuentro de Geógrafos de América Latina. Caminhando em uma América Latina em transformação, v. 1, Montevidéu, 2009, p. 1-8 <www.observatoriogeograficoamericalatina.org.mx/egal12/Geografiasocioeconomica/Geografiaindustrial/35.pdf>.

7
DINIZ, Antonio Ricardo. Roteiro e análise de projetos industriais. Revista Projeto e Construção, n. 23, São Paulo, abr. 1979, p. 26.

8
SERRA, Sheyla Mara Baptista; FERREIRA, Marcelo de Araú; PIGOZZO, Bruno Nogueira. Evolução dos pré-fabricados de Concreto. Núcleo de Estudos e Tecnologia em Pré-moldados (NET-PRÉ). São Carlos, Deciv Ufscar, 2005.

9
C.J. ARQUITETURA - A industrialização das construções. Revista de arquitetura, planejamento e construção, n. 10, ano 3. Rio de Janeiro, FC Editora, 1977.

10
ZOLKO, Gregório. Op. cit.

11
Pré-moldados nas três etapas da fábrica. Projeto e Construção, n. 29, São Paulo, abr. 1973.

12
Idem, ibidem.

13
Tijolos laminados ou os prensados, produzidos industrialmente, são mais caros e quase sempre são transfurados ou ocos, com largo emprego em lajes nervuradas e no preenchimento de vãos estruturais.

14
Era um tipo de peça pré-fabricada para uso em coberturas. Elas podiam vencer um vão de até 25m, e poderia dar uma iluminação mais uniformes frentes as sheds metálicos utilizados na época.

15
ZOLKO, Gregório. Op. cit.

16
FRANÇA, Elizabeth. A origem e a trajetória das Bienais de Arquitetura de São Paulo. Arte e Cultura. Esquina, São Paulo, 04 nov. 2017 <www.esquina.net.br/2017/11/04/a-origem-e-a-trajetoria-das-bienais-de-arquitetura-de-sao-paulo>.

17
PINTO. Claudio. A expansão dos pré-moldados nos projetos industriais. Revista Projeto, n. 22, São Paulo, ago. 1980.

18
Idem, ibidem.

19
ZEIN, Ruth Verde; SANTOS, José Luiz Telles dos. Arquitetura Brasileira Atual. Projeto, n. 42, São Paulo, 1982, p. 142-143.

20
ZOLKO, Gregório. Op. cit.

21
A cobertura de arcos-sheds utilizadas, patenteados pela Horst Radius, foi fornecida pela For Beton. Essa tecnologia, além do grande vão, proporcionava ventilação e iluminação zenital.

22
Fábricas de ferramentas Belzer do Brasil. Projeto, n. 22, São Paulo, 1980.

23
ZEIN, Ruth Verde; BASTOS, Maria Alice Junqueira. Brasil: Arquiteturas após 1950. São Paulo, Perspectiva, 2010.

24
ZOLKO, Gregório. Op. cit.

sobre os autores

Ricardo José Rossin de Oliveira é graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Paulista (2003). Mestre em Teoria y Practica del Proyecto de Arquitectura pela Universitat Politecnica de Catalunya - Etsab (Bolsista Programa Alban 2007-08). Mestrando em Arquitetura e Urbanismo na Universidade São Judas Tadeu em Arquitetura e Urbanismo (Bolsista Capes, 2018).

Fernando Guillermo Vázquez Ramos é professor Adjunto do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade São Judas Tadeu. Coordenador do Núcleo Docomomo São Paulo e coeditor da revista eletrônica Arq.urb. Doutor (Universidad Politécnica de Madrid, 1992); mestre pelo Instituto de Estética y Teoria de las Artes (Madri, 1990); técnico em Urbanismo pelo Instituto Nacional de Administración Pública (Madri, 1988) e arquiteto (UNBA, 1979).

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