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research

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architexts ISSN 1809-6298

abstracts

português
O artigo analisa as circunstâncias em que um pequeno texto de Frank Lloyd Wright foi publicado em 1958, na prestigiosa revista estadunidense The Architectural Forum. O texto em tela se aventura a responder o que é a Arquitetura.

english
The paper examines the circumstances under which a short text by Frank Lloyd Wright was published in 1958 in the prestigious American magazine The Architectural Forum. The specific text ventures to answer what architecture is.

español
El artículo analiza las circunstancias en las cuales un pequeño texto de Frank Lloyd Wright fue publicado en 1958, en la prestigiosa revista estadunidense The Architectural Forum. El texto en cuestión se aventura a responder lo que es la Arquitectura.


how to quote

VÁZQUEZ RAMOS, Fernando Guillermo. Uma pérola do pensamento de Frank Lloyd Wright. Arquitextos, São Paulo, ano 20, n. 236.03, Vitruvius, jan. 2020 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/20.236/7616>.

V.C. Morris Store, São Francisco, California, USA, 1948. Arquiteto Frank Lloyd Wright
Foto Acroterion [Wikimedia Commons]

Frente à vastidão de sua obra, debruçar-se sobre um texto de Frank Lloyd Wright é sempre uma tarefa difícil, especialmente quando esse texto tem apenas uma página e, além disso, não figura entre os tradicionalmente estudados pelos historiadores. A tarefa é complexa, pois se devem explicar sua validade e importância como opção a interpretar dentro dos estudos wrightianos, que, como se sabe, são extensos. Contudo, nossa justificativa é simples: entre todos os textos publicados de Wright, só esse ostenta um título tão claro e premente: “What is architecture?” (1).

Sem rodeios, sem nuances. Num desenho preciso, exige uma resposta direta: “O que é Arquitetura?”. Publicado em 1958 na prestigiosa revista The Architectural Forum, é uma pérola camuflada (na imensidade da obra wrightiana) que merece nossa atenção. Como veremos, o texto é artificioso não por seu conteúdo, mas pela forma. Foi feito com partes de outros textos, mas, ao mesmo tempo, ainda que assimilado in toto, compõe uma unidade que deve ser analisada parágrafo a parágrafo para ser entendida. Assim, o que se nos depara é a tarefa de desconstrução textual para enfrentar o problema que nos coloca essa pergunta singela, porém intensa e aparentemente metafísica.

A relação de Frank Lloyd Wright com as revistas

As primeiras publicações

A relação de Wright com as revistas é um dado importante para entender a relevância do texto da revista Forum, pois foi por meio delas que se difundiram seus textos e sua obra. Mais que seus livros e mesmo que o alcance das exposições, essa divulgação ajudou a consolidar seu prestígio nacional e internacional.

No fim do século 19, o quase desconhecido Frank Wright publicou, de forma esparsa, tanto obras como textos em revistas estadunidenses de relativa importância nacional, mas sem maiores contatos internacionais: American Architect and Building News, Arts For America, The Brickbuilder, Inland Architect & News Record e House Beautiful.

No início do século 20, publicou suas obras e seus textos principalmente nas revistas Ladie’s Home Journal e The Brickbuilder, mas foi através de The Architectural Record, uma das mais tradicionais e antigas publicações especializadas de arquitetura editadas nos Estados Unidos da América, que Wright teve projeção internacional.

The Architectural Record

Wright apareceu pela primeira vez nessa revista de forma tímida, em abril de 1904, com seu nome citado no artigo “The Architecture of Ideas” (2), que versava sobre arquitetos de Chicago, a quem o autor, Arthur C. David, se referia como protestantes do Oeste.

Duas questões são interessantes nas afirmações de David: a primeira é sobre o termo Oeste, também usado por Wright repetidas vezes, pois esse Oeste ideal não vai além de Illinois e Wisconsin (de fato, o centro do Meio-Oeste). Mas é um Oeste adequado se nos referimos diretamente à costa Leste, a de Boston e Nova York. Reconhece-se aqui o pensamento do destacado historiador e defensor da “tese da fronteira”, Frederick J. Turner, que também influenciou Wright, como afirma Giorgio Ciucci (3), e reconhece uma “América agrícola e protestante que se revela contra a industrialização e contra a cidade [da costa Leste] que acolhe as massas católicas e judaicas da ‘nova migração’” (4).

A segunda questão é a definição de protestante. Mesmo sendo de fato protestantes as pessoas a quem David se refere, o termo não foi usado no sentido religioso, mas num sentido alegórico que o aproxima do termo revolucionário. Parte de um protesto cultural contra o establishment historicista (antieclético mais que anticlássico) feito por um grupo de arquitetos residentes em Chicago que defendiam um new style que vinha da Europa. No artigo, David coloca Wright junto a seu mestre, Louis Sullivan, mas com a ressalva de que “ainda é muito jovem para ter uma história, e provavelmente deverão passar dez anos antes que se possa fazer qualquer avaliação muito inteligente de seu valor” (5). Mas, em seguida, chega a afirmar que o “Sr. Wright é o mais completo e sensivelmente original [arquiteto] entre os mais jovens” (6). O que era evidente porque, em 1904, já havia construído obras importantes como sua casa-estúdio em Oak Park (1889-1911) e as casas Charnley (1891-1892), Winslow (1893), Bradley (1900), Heurtley (1902) e Lawrence Dana (1903-1904), e projetado o edifício da administração da companhia Larkin (1904) e outros, respeitados pela crítica, embora não construídos, como o Yahara Boat Club (1902).

Nesses termos, ainda que indiretamente (o texto de David refere-se à casa projetada pelo arquiteto Richard Schmidt), a crítica do autor marca o tom das observações que muito mais tarde fizeram historiadores como Peter Blake, Vincent Scully Jr., Henry-Russell Hitchcock ou Kenneth Frampton.

Mas não foram precisos dez anos para que Wright se destacasse no panorama nacional. Em 1908, já alcançara o ponto certo para uma “avaliação inteligente”. Nesse ano, The Architectural Record abriu um importante espaço (65 páginas) para publicar “seu primeiro manifesto” (7): o artigo inicial da série “In the Cause of Architecture”, que consolida a posição conquistada na exposição de 1907 no Chicago Architectural Club, cujas obras publicadas na revista foram apresentadas ao grande público.

A partir de 1911, quando, num número dedicado a casas de campo, The Architectural Record, publica “A Departure from Classic Tradition. Two unusual houses by Louis Sullivan & Frank Lloyd Wright, Architects” (8), apresentando e comparando uma casa de Louis Sullivan (Babson, 1907) e outra de Wright (Avery Coonley, 1908), os artigos sobre a obra de Wright se sucedem de forma vertiginosa, consolidando a posição de prestígio que o arquiteto lograra atingir.

A segunda parte da série “In the Cause of Architecture”, com o subtítulo de “Style, therefore, will be the man, it is his. Let his forms alone”, apareceria em 1914, com Wright já consagrado não só como um dos mais importantes arquitetos estadunidenses da época, mas como uma celebridade internacional, graças à publicação de sua obra na Europa e ao respeito que seu trabalho obteve de personalidades como, por exemplo, Hendrik P. Berlage, que o visitou em 1911. Também o editor da prestigiosa revista holandesa Wendingen, Hendrikus Th. Wijdeveld, endossou esse entendimento e em 1925 publicou cinco números especiais dedicados à obra de Wright, que incluíam artigos críticos de vários autores, entre eles, Louis Sullivan, Lewis Mumford e do próprio Berlage (9).

Fica clara a importância da divulgação da obra do arquiteto nas revistas especializadas (e das exposições) na época. Evidentemente, a qualidade da obra divulgada e exposta era fundamental. Wright completaria a série de artigos sobre “In the Cause of Architecture” com uma copiosa publicação de matérias entre 1927 e 1928. Seu prestígio é reiterado pelo contrato que assinou com o editor da revista, M. A. Mikkelsen, que pagou US$ 7,5 mil (10) por quinze artigos, ainda que o arquiteto só entregasse catorze (11). A série se prolongou até 1952, quando foi publicado “Organic Architecture Looks at Modern Architecture”, “uma diatribe contra a caixa ortogonal”. O corpus doutrinal reunido nesses textos é de reconhecida importância, tanto é assim que a editora da própria revista reuniu e publicou todos eles num livro em 1975 (13).

The Architectural Forum

Contudo, a relação de Wright com a Record tem um divisor de águas: 1937, quando o editor (fervoroso admirador do arquiteto) se desligou da empresa e a revista se fundiu com a American Architect and Architecture, criando um novo conglomerado editorial que mudou o foco temático, passando a apresentar mais assiduamente os modernos europeus, o que enfureceu Wright, levando-o a voltar-se para outras publicações.

Ainda que várias revistas (por exemplo, a de Architectural Review) (14) publicassem obras e textos de Wright nessa época, foi na The Architectural Forum, publicação da gigante da comunicação Time Inc., que o arquiteto encontrou um aliado com quem desenvolver um trabalho semelhante ao que tinha realizado com a Record.

Sarah M. Dreller (15) estabelece relações horizontais entre as diferentes publicações da Time Inc. mostrando como participavam da divulgação de personagens importantes para o grupo – no caso, de arquitetos –, e não só no âmbito especializado da Forum. Wright foi capa da revista Time em 17 de janeiro de 1938, mesmo ano em que a revista Life o convidou para fazer parte do projeto Eight Houses for Modern Living, cuja finalidade era projetar uma “Dream House” (Casa Blackburn, Minneapolis) (16). Ainda, o edifício para Johnson Wax foi capa e matéria principal da Life na semana de sua inauguração oficial.

Também em janeiro de 1938, The Architectural Forum publicou um número monográfico, no tradicional formato da época, um exemplar espiralado, sobre a obra de Wright, com capa desenhada pelo próprio arquiteto, o que era raro, dando início à parceria que duraria até 1958, pouco antes do falecimento do arquiteto. Peter Blake (17) afirma que Wright deu carta branca à revista para publicar o que ela quisesse sobre sua obra, o que corrobora a afirmação de Edward Durell Stone (18) de que Wright ficou extremamente grato pela deferência do editor, Howard Myers, declarando que o tinha tirado “da naftalina” e posto “novamente em circulação” (19).

Ainda que, por sua reconhecida “genialidade egocêntrica” (20) e “magnífica arrogância” (21) seja pouco provável que Wright tenha admitido, nesses termos (22), que estava “fora de circulação” (23), também não é impossível, dados seu estado de ânimo pessimista e a “situação de aposentadoria involuntária” (24), com pouco trabalho na qual se encontrava à época. Por outro lado, também é certo que sua produção teve um importante incremento entre 1938 e 1940, se comparada ao número de obras de dez anos antes.

Em 1938, após as publicações associadas à Time Inc., conseguiu um grande encargo: o Florida Southern College, também uma obra fundamental, assim como o Projeto para a “Dream House” (Life Magazine), já mencionado, e o Madison Civic Center, em Lake Monona. Em 1939, Zevi (25) contabiliza catorze trabalhos (dos quais apenas três eram projetos), dezesseis em 1940 (sete projetos) e finalmente, em 1943, o arquiteto foi contatado para desenvolver o projeto do Solomon R. Guggenheim Museum, sua obra de consagração, “ponto culminante da última fase da carreira de Wright” (26), que seria inaugurada em 21 de outubro de 1959, poucos meses após seu falecimento.

Apesar de toda a penúria desses anos, Wright nunca deixou de ser unanimidade entre críticos e historiadores: Nikolaus Pevsner afirmou que, em meados dos anos 1930, “ninguém contestava que Wright, Garnier, Loos, Behrens e Gropius eram os iniciadores do estilo do século [20]” (27).

Sobre o texto em The Architectural Froum

O curto texto, de uma só página, que clama pela essência da Arquitetura sob a pergunta “What is Architecture?”, foi publicado na sequência de um artigo bem ilustrado, “Frank Lloyd Wright designs for Baghdad” (28), que discute a última obra do nonagenário arquiteto. Um trabalho de fôlego numa proposta para Bagdá que incluía o edifício da ópera, o campus da Universidade de Bagdá e um auditório cívico, entre outros edifícios menores como o da rádio de Bagdá.

Nesse dossiê, após um curto texto introdutório redigido pelo editor da revista, o próprio Wright se encarrega de apresentar e explicar o projeto para a cidade milenar, ilustrando-o com a reprodução dos desenhos que preparara para a apresentação do projeto. No fim do dossiê sobre Bagdá, vem a pergunta sobre o que é a Arquitetura.

“What is Architecture?” não só encerra a apresentação da última obra de Wright como é seu último texto publicado na Forum antes de seu falecimento, em abril do ano seguinte. É um texto com algumas particularidades: artificioso, como dissemos antes, pois, sendo suas as palavras que o compõem, não é rigorosamente um “artigo”.

A forma da apresentação (uma pergunta e sua resposta) não corresponde à intenção do arquiteto. Ele não pensou essa narrativa assim, como uma pergunta sobre a essência da coisa (“o que é Arquitetura?”) seguida de uma explicação dedicada a respondê-la.

Na verdade, o que a revista publicou foi um apanhado (inicialmente apresentado como um “excerto”) de textos de Wright, retirados, segundo informa a própria revista, de uma das palestras que o arquiteto ministrou em Londres em 1939 (“From the London Lectures, 1939”). Assim, não parece ter sido um texto enviado por Wright à revista, ainda que, no fim da vida, ele tenha “canibalizado” textos anteriores com bastante frequência. Nesse caso, trata-se de frases pinçadas por alguém (um estagiário, um jornalista, o editor?) para lidar com uma pergunta importante que dá título à matéria. Uma pergunta que foi igualmente extraída, de forma parcial, do mesmo mar de palavras de onde foram retiradas as reflexões sobre a Arquitetura que servem como resposta.

Por que tanta preocupação com uma matéria que apresenta um excerto de uma conferência? Por que afirmamos que não se trata de um texto do próprio Wright? Por que, se as palavras são de Wright, a matéria poderia não ser considerada dele?

O problema começa quando, equivocadamente, a revista informa que se trata de um texto retirado das palestras de Londres. Não sabemos se intencionalmente ou por mero descuido dos jornalistas que montaram a seleção, o texto resultante não é um excerto das palestras ministradas em Londres em 1939.

As palestras de Londres

Na primavera de 1939, Wright foi convidado para ministrar quatro palestras no Royal Institute of British Architects, com a finalidade de prestigiar a cátedra de Sir George Watson, dedicada ao estudo da história dos EUA. Essas instituições costumam convidar anualmente uma personalidade representativa para assumir a cátedra por esse período e dar uma palestra inaugural dos trabalhos. 1939 foi o ano de Frank Lloyd Wright.

“Talvez os eventos mais notáveis sobre temas arquitetônicos dos últimos tempos na Inglaterra” (30), as palestras aconteceram em quatro noites de abril sob os auspícios do Sulgrave Manor Board. Seu conteúdo foi publicado, no mesmo ano, pela editora Lund, Humphries, sob o título de An Organic Architecture, com o provocativo subtítulo de The Architecture of Democracy. Mas, como afirmamos antes, o que a Forum apresenta não é, in toto, um excerto do que foi dito – ou pelo menos publicado – nessas conferências.

Na verdade, o texto da matéria colige um primeiro parágrafo, retirado da quarta palestra de Wright em Londres em 1939, seguido de outros três parágrafos retirados de outro texto (31).

Architecture and Modern Life

Os três últimos parágrafos são fragmentos consecutivos do capítulo de um livro publicado pela Harper & Brothers em 1937, produzido pelo filósofo Baker Brownell em colaboração com Wright com o sugestivo título Architecture and Modern Life. Ainda que o livro fosse uma coautoria, sabe-se que dois capítulos foram redigidos especificamente por Wright: “Some aspects of the past and present of Architecture” e “Some aspects of the future of Architecture”.

Esses capítulos foram publicados posteriormente numa coletânea de textos de Wright, em 1953, com o título ainda mais sugestivo de The future of Architecture. Editado pela Horizon Press, o livro incluía também a transcrição de uma entrevista concedida pelo arquiteto ao apresentador de televisão Hugh Downs, assim como as palestras de Princeton, 1930 (Modern Architecture), do Chicago Art Institute, 1931 (Two lectures on Architecture) e de Londres, 1939 (An organic architecture), e um adendo, escrito em Taliesin (em maio de 1953) especialmente para essa edição, que encerra o livro (The language of an organic architecture) (32).

The future of Architecture

Como ambas as fontes (“London Lectures” e o capítulo de Architecture and Modern Life) comparecem no livro de 1953, uma publicação praticamente contemporânea do número da Forum, poderíamos pensar que seja essa a real fonte dos excertos. Então, por que não dar a fonte correta?

É importante mencionar que as versões do livro de 1953 são exatamente iguais às das publicações originais (Architecture and Modern Life, 1937; An Organic Architecture, 1939). Essas versões nunca foram modificadas por Wright e comparecem ainda na compilação oficial dos textos do arquiteto editados por Bruce Brooks Pfeiffer em 1993.

Podemos cogitar algumas possibilidades. Uma é o espaço reduzido de impressão, somado ao impacto da citação compacta (“From the London Lectures, 1939”). Uma citação como essa é bem mais concisa e direta que a dos trechos selecionados (com o longo título “Some aspects of the future of Architecture”), escritos ainda em outra data, 1937. Outra poderia ser que ninguém tenha de fato verificado as fontes, por não se tratar de uma produção acadêmica. Finalmente, porque provavelmente o próprio Wright aprovaria o que lá estava escrito.

Museu Solomon R. Guggenheim, Nova York, NY, EUA, 1959. Arquiteto Frank Lloyd Wright
Foto Stevenuccia, jul. 2012 [Wikimedia Commons]

Um novo texto

O certo é que o texto publicado em 1958 é um híbrido, provavelmente montado pelo pessoal da revista, que mistura, sequencial mas não cronologicamente, uma pergunta que Wright fez em 1939 (What is architecture anyway?), com uma “explicação” anterior, de 1937, que não respondia a uma pergunta específica, mas tratava da história da arquitetura. Ainda assim, salvo engano, o arquiteto nunca questionou a publicação e certamente a leu, pois era o número que apresentava, de forma muito acurada, seu último projeto, o de Bagdá. Uma revista que ele prestigiava na época e com a qual mantinha uma relação estreita. No caso, esse silêncio deve ser considerado, pelo menos, eloquente.

Entretanto, os textos de 1953 (respectivamente, 1939 e 1937) e o publicado pela revista em 1958 não são exatamente iguais (33). Algumas diferenças podem ser simples problemas de digitação. Outras são mais marcantes, como as que indicam mudança de ênfase. Outras trazem textos invertidos. Existem também adendos ou supressões, explicações do texto de 1953 e que não estão no de 1958. Também é interessante notar que a maioria das alterações (e as mais profundas) está no primeiro parágrafo (extraído das “London Lectures, 1939”); nos três seguintes, há apenas alterações de digitação e cortes devidamente indicados.

Então, como nos devemos posicionar frente a esse texto, que parece ter passado pelo revisor da revista e não pelas mãos de Wright, uma vez que não há, na bibliografia oficial (ao menos na publicada), dados sobre essa versão modificada dos referidos textos. Por outro lado, é uma versão que não foi questionada pelo arquiteto e que, embora com algumas imprecisões, usa largamente suas próprias palavras (de Wright) para responder de forma precisa a uma pergunta crucial.

Dentro da ampla bibliografia do arquiteto, podemos considerá-lo sua resposta a essa pergunta?

Os escritos de Wright

A bibliografia sobre Wright é imensa, e essa não é uma percepção recente. Em 1960, apenas um ano após o falecimento do arquiteto, Vincent Scully Jr. (34) já notara essa peculiaridade. Contudo, o autor destaca três fontes importantes à época: os livros de Frederick Gutheim, Frank Lloyd Wright On Architecture, de Henry-Russell Hitchcock, In the Nature of Materials: The Buildings of Frank Lloyd Wright, 1887-1941, e de Grant Carpenter Manson, Frank Lloyd Wright to 1910. A essa lista, deveríamos acrescentar, ainda que um pouco posterior, de 1969, o importante trabalho de Leonard K. Eaton, Two Chicago Architects and their clients: Frank Lloyd Wright and Howard Van Doren Shaw.

Para uma percepção imediata do gigantismo do material hoje, basta consultar The Wright Library, que possui mais de dez mil livros, artigos, fotos e objetos sobre o arquiteto. A Ryerson & Burnham Libraries, coleção sobre arte e arquitetura do Art Institute of Chicago, guarda importante material fotográfico, e o Getty Research Center tem uma coleção especial sobre Wright, com cópias de desenhos e de parte de sua correspondência. Há ainda o Frank Lloyd Wright Trust e, recentemente, a coleção da Avery Architectural and Fine Arts Library, que, junto com o MoMA, adquiriu o acervo da Frank Lloyd Wright Foundation Archive. Em geral, todo sobre o arquiteto é superlativo.

“Em comparação com artigos de e sobre seus pares – seus primeiros contemporâneos, como McKim, Mead & White, seu colega modernista Le Corbusier e prestigiados arquitetos de hoje em dia, como Frank Gehry –, mais artigos de periódicos são escritos e indexados sobre Wright do que sobre qualquer outro arquiteto” (35).

O livro de Donald Langmead (2003), Frank Lloyd Wright: A Bio-Bibliography, tem mais de 3.500 entradas para textos de ou sobre Wright até 2002, e o próprio autor declara que seu livro não é exaustivo, o que permite supor que há mais obras disponíveis.

A maior obra bibliografia sobre Wright publicada antes dessa, em 1978, foi a de Robert L. Sweeney, Frank Lloyd Wright: an annotated bibliography, com 300 páginas e cerca de 2.030 entradas. Assim, no quarto de século que separa as duas bibliografias especializadas, foram publicadas mais de 1.500 obras (livros, artigos, resenhas, catálogos etc.) sobre Wright, entre elas, cerca de 300 com fontes primárias.

Editados por Bruce Brooks Pfeiffer entre 1992 e 1995, os cinco volumes da coleção de escritos do próprio Wright, Frank Lloyd Wright Collected Writings, seguem sendo a fonte mais completa de textos originais e trazem 220 textos, entre os quais, os mais conhecidos e que foram vetores de influência de seu pensamento em seus contemporâneos de diferentes épocas, assim como muitas páginas que nunca haviam ido a público. Também são uma fonte importante as entrevistas de Wright editadas por Patrick Joseph Meehan (36), pois agrupam o material disperso de seus comentários (não escritos) contido em fitas e filmes transcritos pelo editor a partir de dezoito entrevistas entre 1930 (debate com Hugh Ferriss) e 1959 (a última, concedida a Louise Elliott Rago em 3 de abril de 1959, três dias antes da morte de Wright).

Wright continua sendo um tema importante hoje em dia, como testemunham as recentes publicações de Ada Louise Huxtable, 2004, William Allin Storrer, 2006, a compilação de artigos de Richard Cleary, 2009, o livro de Jeffrey M. Chusid, 2014, o de Neil Levine, 2015, o de Paul Turner, 2016, e finalmente o Frank Lloyd Wright at 150: Unpacking the Archive, de 2017, produzido pela Avery Architectural and Fine Arts Library e pelo MoMA.

As definições de arquitetura

Nessa prodigiosa massa de palavras, poderemos encontrar muitas definições de arquitetura, mas num entendimento descritivo, informando sobre como Wright pensava que estava constituída a arquitetura. Seus muitos textos sobre materiais representam parte importante dessa tendência.

Também podemos encontrar algumas declarações mais poéticas, mas sempre de caráter genérico, ou frases que relacionam a arquitetura com a ação do arquiteto. A origem de muitas das definições remete à série In the Cause of Architecture, especialmente ao texto de abertura, 1908, já mencionado, que é considerado por praticamente todos os críticos como seminal no pensamento wrightiano, no qual “estabeleceu seus preceitos básicos” (37), o que é muito importante, pois Wright afirmava que a “arquitetura é baseada em princípios” (38). Mas ideias correlatas se espalham pelo corpo geral de seus escritos.

Discípulo de Wright e diretor dos Frank Lloyd Wright Archives, Pfeiffer (39) recolheu treze páginas com 46 definições sobre o tópico “arquitetura” dadas pelo arquiteto durante uma série de conversas informais em Taliesin (The Sunday Talks) e que posteriormente apareceram, ainda que não sempre da mesma forma, nos textos publicados. Das 46 citações, apenas onze se agrupam sob o subtítulo Definições; as restantes, figuram em outras categorias. Dessas onze, só oito podem realmente ser consideradas definições sobre arquitetura stricto sensu, pois duas são sobre o que Wright pensava que um arquiteto deveria ser e outra trata mais de construções.

À página 17, Pfeiffer recolhe um trecho da definição que aparece na Forum de 1958 corrigindo corretamente sua data para 1939, em referência à transcrição das palestras de Londres. Assim, reconhece que o texto é de fato importante como referência do que Wright pensava sobre arquitetura.

Contudo, essas citações dos anos 1930, de conteúdo poético e que pretendem estabelecer a essência da arquitetura, têm um tom tão genérico e abrangente que dificilmente conseguimos entender o que realmente poderia ser a arquitetura. Admitindo que “Arquitetura é realmente a humanização dos edifícios” (40), perguntamos o que devemos entender nessa generalização.

Em geral, todas as definições de Wright fogem da concisão. Nenhuma chega perto da lacônica, e ainda que poética também esclarecedora, máxima de Le Corbusier: “A arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes reunidos sob a luz” (41).

Outras definições de Wright para a arquitetura entram na linha metafísica das definições de Mies van der Rohe; por exemplo: “Arquitetura é a arte científica de fazer estruturas expressar ideias” (42), que inclusive coincidem com ideias semelhantes do próprio Mies van der Rohe e de outros arquitetos da época, como seria o caso de Auguste Perret, por exemplo.

Mesmo Wright tendo escrito muito, Giedion afirma que, em 1940, finalmente ficou claro para o próprio Wright e para seu público “que nenhuma explicação com palavras era possível, que o que ele queria dizer com arquitetura orgânica só poderia ser revelado em seu trabalho [nas obras construídas]”. Entretanto, essa clareza já se havia manifestada dez anos antes, na primeira das palestras que Wright deu em Princeton, em 1930:

“Estou mais acostumado a dizer coisas com um balde de argamassa e alguns tijolos, ou com um misturador de concreto e um bando de operários, do que falando ou escrevendo. Gosto de escrever, mas nunca fico satisfeito. Também me vejo olhando para o resultado com uma espécie de náusea... ou será nostalgia?” (44).

Quando se trata de definir o que é arquitetura, o pensamento de Wright parece metafísico, relacionado a forças normalmente exteriores à arquitetura, como o espírito ou a natureza, ou ainda adjetivado para enfatizar que se trata de outra coisa que não a arquitetura comum, seja ela clássica, moderna ou vernácula.

Os princípios

Giedion afirmou que toda a “carreira de Wright constitui um esforço para se expressar no que ele denominava ‘arquitetura orgânica’, seja lá o que isso possa ser” (45). O empenho para entender e comunicar o significado dessa expressão (“Arquitetura” ou “arquitetura orgânica”) foi superlativo não só para Wright (que, em 1908, estabeleceu seis “princípios” fundamentais para defini-la), mas para todos os outros teóricos da arquitetura que se debruçaram sobre o tema, principalmente Bruno Zevi.

Zevi identifica uma diferença importante na definição da arquitetura entre o posicionamento de Wright e o dos europeus, pois “dizem respeito à alma, não ao ‘que’, nem ao ‘como’ da arquitetura” (46). Mas, na realidade, os princípios wrightianos – simplicidade, individualidade, relação harmoniosa com o sítio [orgânico], uso da cor [harmonizando com o entorno], mostrar [e usar] os materiais tal como são, construir obras com “caráter” – parecem ser um receituário antigo de como fazer boa arquitetura.

Em sua volumosa História da Teoria da Arquitetura, Hanno-Walter Kruft sugere que “talvez [Wright] tenha conhecido [a doutrina francesa do caractère] na versão de Viollet-le-Duc” (47). Mas esse conceito, apresentado inicialmente por Germain Boffrand em 1734, tinha um significado relativo ao uso (usage), no sentido francês do termo, isto é, como algo prático e cômodo (simplicidade e individualidade, talvez). Em Wright, o significado está relacionado a algo mais ambíguo. Pode referir-se à natureza específica de alguma coisa (ou seja, um conceito mais amplo e metafísico), talvez no sentido que lhe atribui Quatremère de Quincy, isto é, como a “arte de imprimir em cada edifício uma maneira de ser tão apropriada a sua natureza ou a sua destinação, que podemos lê-lo por seus traços destacados e o que ele é e o que ele não pode ser” (48).

Pode significar, ainda, simplesmente honestidade (integridade, sinceridade etc.), no sentido rousseauniano da proposta de Boffrand, ou beleza (no sentido expressivo –gracioso e louvável –, como apontado na proposição de Jacques-François Blondel). Todas elas, contudo, são características que vêm desde Leon Batista Alberti relacionando-se com a boa arquitetura e se consubstanciam num halo moral após a difusão do pensamento de John Ruskin (de que Wright compartilha), ou seja, componentes do pensamento ocidental desenvolvido pelos europeus desde o Renascimento, especialmente na trilha de sua vertente ilustrada.

No âmbito usoniano, seguindo os passos de Leonard K. Eaton e H. Allen Brooks, Mary Corbin Sies afirma que o desenvolvimento das casas dos subúrbios de classe média nos EUA “por arquitetos, empreendedores residentes de classe média alta e outros interessados na questão da construção de casas” (49), especialmente no Centro-Oeste, “criaram um programa de design doméstico com ao menos sete princípios – eficiência, tecnologia, natureza, família, individualidade, comunidade e beleza” (50). Sies afirma ainda que esses princípios foram “disseminados como uma fórmula geral para ordenar o ambiente residencial da cidade” (51), outra possível influência do pensamento ilustrado sobre a concepção de uma teoria da arquitetura que sustente a prática.

Concluindo: What is architecture anyway?

Um grande espírito, afirma Frank Lloyd Wright. Vida, como um sentido evasivo que simboliza sua verdade imanente, mas não são os edifícios. Contudo, admite que só consegue explicar o que é arquitetura por meio deles (construindo-os, por certo). O que nos obriga, para estabelecer alguma conclusão, a voltar ao conceito do caractère, porque, de acordo com a terceira definição de Quatremère de Quincy, é ele que imprime nos edifícios uma maneira de ser totalmente adequada a sua natureza. Não é o edifício, mas essa qualidade do carácter (uma adequação à natureza) que deve importar a quem projeta, constrói, admira ou analisa e critica arquitetura. Assim, a arquitetura se deixa ver, se transparenta (como um espírito) através dos edifícios, que lhe servem de meio para ser (ou estar, usage). Por isso a arquitetura é cambiante e persistente: porque segue a humanidade em suas circunstâncias adaptando-se a sua natureza, historicamente determinada e, assim, variável. Imaginávamos, inicialmente, que o pensamento de Wright era metafísico, por isso o cerne da arquitetura era etéreo (fugia-nos constantemente das mãos – e das mãos de Wright, como afirmara Giedion), mas não é assim. A montagem do texto da Forum esclarece essa questão.

A dificuldade de definir essa coisa que chamamos Arquitetura está justamente na natureza da circunstância que se desenvolve como um novilho puxado pela história, sempre a mesma mas nunca igual (só guiada por princípios). Esse “mestre do saber-como” (master of the know-how) (52), que é o arquiteto para Wright, o que sabe é como revelar essa singularidade de adequação ao ser em um estar que vai mudando com o tempo. Por isso, afirma Wright, os edifícios se “constituem um registro a ser interpretado” (53), pois subsiste neles o aroma do tempo que os viu nascer, quando são feitos de arquitetura verdadeira (orgânica).

Wright está definitivamente mais perto de Mies van der Rohe que de Le Corbusier, como era de esperar. Está mais perto da tradição clássica e do pensamento da razão vital e do perspectivismo de Leibniz, Nietzsche e Ortega y Gasset, o que não era esperado, mas é. Wright se perpetua nadando despreocupadamente na tradição ilustrada francesa, de Boffrand a Quatremère de Quincy (uma pista sugerida por Kruft pela referência a Viollet-le-Duc), mas resulta num tópico que não é mencionado por outros autores que estudam o arquiteto. Wright esconde uma erudição europeia que se evidencia quando tenta uma definição da arquitetura longe do empirismo protestante que lhe vem do berço.

O texto da Forum é realmente uma pérola engendrada pelo pensamento wrightiano, na qual brilham outros ares e outras nuances que colocam o grande arquiteto usoniano no fluir mais amplo do rio da cultura ocidental, dando-lhe seu lugar entre os grandes do pensamento e da teoria da arquitetura moderna desde a Ilustração. Se o texto não foi montado intencionalmente por Wright – e é provável que não tenha sido –, devemos agradecer a Tykhe por sua ajuda nessa conjuntura proverbial que nos brindou com uma compilação precisa para uma definição difícil. O excerto de 1939 só fazia a pergunta; o de 1937 lhe dava corpo, mas o texto in totum de 1958 fortalece a intenção por meio da definição. Se não foi um texto montado por Wright, mereceria tê-lo sido.

Casa e estúdio, Chicago, Illinois, EUA, 1989. Arquiteto Frank Lloyd Wright
Foto Philip Turner, mai. 1967 [Acervo Library of Congress, Prints and Photograph Division, Historic American Building Sur]

notas

1
WRIGHT, Frank Lloyd. What is architecture? The Architectural Forum, n. 5, v. 108, Nova York, mai. 1958a, p. 102.

2
DAVID, Arthur C. The Architecture of Ideas. The Architectural Record, n . 4, v. 15, Nova York, abr. 1904, p. 361-384.

3
CIUCCI, Giorgio. La ciudad en la ideología agraria y Frank Lloyd Wright: orígenes y desarrollo del Broadacre. In CIUCCI, G.; DAL CO, F.; MANIERI-ELIA, M.; TAFURI, M. La ciudad americana: de la guerra civil al New Deal. Barcelona, Gustavo Gili, 1975, p. 295-385.

4
Idem, ibidem, p. 303. Em sua Autobiografia, de 1932, Wright também revela um perfil antissemita. Ver BLAKE, Peter. Master Builders: Le Corbuiser, Mies van der Rohe, Frank Lloyd Wright. 2ª edição. Nova York, Norton, 1996, p. 297.

5
David, Arthur C. Op. cit., p. 364.

6
Idem, ibidem.

7
FRAMPTON, Kenneth. Wright’s Writings: Reflections on Culture and Politics. Nova York, Columbia University Press, 2017, p. 18.

8
SAINT-GAUDENS, Homer (Org.). A Departure from Classic Tradition. The Architectural Record, n. 4, v. XXX, Nova York, out. 1911, p. 327-338.

9
Em 1965, a Horizon Press republicou o material com o título The Work of Frank LLoyd Wright – The Great Wendingen Edition.

10
Aproximadamente US$ 100 mil em valores atuais.

11
GUTHEIM, Frederick (Org.). In the cause of architecture: essays by Frank Lloyd Wright for Architectural Record, 1908-1952. Nova York, Architectural Record, 1975, p. VIII.

12
FRAMPTON, Kenneth. Wright’s Writings: Reflections on Culture and Politics (op. cit.), p. 115.

13
GUTHEIM, Frederick (Org.). Op. cit.

14
Em 1908, a revista publicou um importante texto sobre a Escola de Chicago, onde o autor situa Wright entre “os mais proeminentes arquitetos” da época. Tallmadge, Thomas E. The “Chicago School”. The Architectural Review, , n. 15, Boston, abr. 1908, p. 69-76.

15
DRELLER, Sarah M. Architectural Forum, 1932-64: A Time Inc. Experiment in American Architecture and Journalism. Tese de doutorado. Graduate College, University of Illinois, Chicago, 2015, p. 168.

16
Uma casa popular para uma família com renda anual de US$ 5 mil.

17
BLAKE, Peter. Op. cit., p. 389.

18
STONE, Edward D. The Evolution of an Architect. Nova York, Horizon Press, 1962.

19
DRELLER, Sarah M. Op. cit., p. 196.

20
DE FUSCO, Renato. Historia de la arquitectura contemporanea. Madrid, H. Blume, 1981, p. 372.

21
BLAKE, Peter. Os Grandes Arquitetos: Frank Lloyd Wright. Rio de Janeiro, Record, 1966, p. 108.

22
Lewis Mumford confirma que Wright tinha “plena consciência de sua arrogância”. Ver; MUMFORD, Lewis. Frank Lloyd Wright y otros escritos. Buenos Aires, Infinito, 1959, p. 20.

23
FRAMPTON, Kenneth. Wright’s Writings: Reflections on Culture and Politics (op. cit.), p. 37.

24
Idem, ibidem, p. 67.

25
ZEVI, Bruno. Frank Lloyd Wright. 5ª edição. Barcelona, Gustavo Gili, 1993, p. 294.

26
FRAMPTON, Kenneth. História crítica da arquitetura moderna. São Paulo, Martins Fontes, 2003, p. 229.

27
PEVSNER, Nikolaus. Os pioneiros do desenho moderno, de William Morris a Walter Gropius. São Paulo, Martins Fontes, 1980, p. 19.

28
WRIGHT, Frank Lloyd. Frank Lloyd Wright designs for Baghdad. The Architectural Forum – The Magazine of Building, n. 5, v. 108, Nova York, mai. 1958b, p. 88-101.

29
FRAMPTON, Kenneth. Wright’s Writings: Reflections on Culture and Politics (op. cit.), p. 116.

30
PFEIFFER, Bruce. B. (Org.). Frank Lloyd Wright Collected Writings. Vol. 3: 1931-1939. Nova York, Rizzoli / The Frank Lloyd Wright Foundation, 1993, p. 299.

31
Ver original e tradução dos textos citados em: VÁZQUEZ RAMOS, Fernando G. O que é arquitetura? (para Frank Lloyd Wright). Arq.urb, n. 24, São Paulo, jan./abr. 2019, p. 186.

32
WRIGHT, Frank Lloyd. The Future of Architecture. Nova York, Horizon, 1953.

33
Não nos aprofundaremos aqui no exame das diferenças, de que já tratamos em outro artigo. Ver: VÁZQUEZ RAMOS, Fernando G. Op. cit.

34
SCULLY Jr., Vincent. Frank Lloyd Wright. Nova York, George Braziler, 1960.

35
FABIAN, Carole A. Wright at Avery. In FRAMPTON, Kenneth. Wright’s Writings: Reflections on Culture and Politics (op. cit.), p. 9-10.

36
MEEHAN, Patrick J. (Org.). The master architect: conversations with Frank Lloyd Wright. Nova York, John Wiley & Sons, 1984.

37
FRAMPTON, Kenneth. Wright’s Writings: Reflections on Culture and Politics (op. cit.), p. 18.

38
WRIGHT, Frank Lloyd. Frank Lloyd Wright to the Student Architects of the University of Oklahoma-Norman. In MEEHAN, Patrick J. (Org.). Op. cit., p. 173.

39
PFEIFFER, Bruce B. (Org.). Frank Lloyd Wright on Architecture, Nature, and the Human Spirit: A Collection of Quotations. Petaluma, CA, Pomegranate, 2016. O livro recolhe 239 citações sobre tópicos variados.

40
WRIGHT, Frank Lloyd. Modern Architecture. The New architecture. In MEEHAN, Patrick J. (Org.). Op. cit., p. 59.

41
LE CORBUSIER. Por uma arquitetura. 3ª edição. São Paulo, Perspectiva, 1981, p. 13.

42
Wright, Frank Lloyd. [Sem título] 1930. In PFEIFFER, Bruce B. (Org.). Op. cit., p. 16.

43
GIEDION, Sigfried. Space, time and architecture: the growth of a new tradition. 8ª edição. Cambridge, The Harvard University Press, 1949, p. 349.

44
WRIGHT, Frank Lloyd. The Future of Architecture (op. cit.), p. 58-59.

45
GIEDION, Sigfried. Op. cit., p. 349.

46
ZEVI, Bruno. Storia dell’architettura moderna. 5ª edição. Torino, Giulio Einaudi, 1975, p. 321.

47
KRUFT, Hanno-Walter. História da teoria da Arquitetura. São Paulo, Edusp, 2016, p. 875.

48
QUATREMÈRE DE QUINCY, Antoine-Chrysostome. Dictionnaire historique d’architecture. Vol. 1. Paris, Librairie d’Adrien Le Clere et Cie., 1832, p. 304. Grifo do autor.

49
SIES, Mary C. “God’s very kingdom on the earth”: The Design Program for the American Suburban Home, 1877-1917. In: Wilson, R. G.; Robinson, S. K. Modern Architecture in America: visions and revisions. Ames, IA, Iowa State University Press, 1991, p. 4.

50
Idem, ibidem, p. 5. Wright compartilha deles também.

51
Idem, ibidem.

52
WRIGHT, Frank Lloyd. [Sem título] 1930. In PFEIFFER, Bruce B. (Org.). Op. cit., p. 15.

53
WRIGHT, Frank Lloyd. What is architecture? (op. cit.), p. 102.

sobre o autor

Fernando Guillermo Vázquez Ramos é doutor (Universidade Politécnica de Madrid, 1992); magister (Instituto de Estética y Teoría de las Artes, Madri, 1990); técnico em Urbanismo (Instituto Nacional de Administración Pública, Madri, 1988) e arquiteto (UNBA, Argentina, 1979). Professor Adjunto, coordenador da Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade São Judas Tadeu e coordenador do Núcleo Docomomo São Paulo.

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