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drops ISSN 2175-6716

abstracts

português
Carlos Martins, continuando a série de artigos com alegorias futebolísticas, comenta os desdobramentos recentes do episódio do senador que pediu fórum privilegiado antecipado.

how to quote

MARTINS, Carlos A. Ferreira. Não fui eu! Daltonismo dos árbitros no uso de cartões nos jogos de futebol. Drops, São Paulo, ano 19, n. 136.08, Vitruvius, jan. 2019 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/19.136/7233>.



Mesmo quem não torce para ele tem que reconhecer que o time do Capitão Taokey está mudando “isso que táí”. Ainda faltam seis semanas e aquela história de nada acontecer antes do Carnaval já foi esgoto abaixo.

Em 17 (ops!) dias, cronista nenhum pode reclamar de falta de assunto. O último lance lembra aquele do zagueiro que dá um carrinho na canela do adversário e imediatamente levanta os braços, tentando convencer o juiz, a arquibancada e os telespectadores que não foi nada.

Quando se achou que o judiciário brasileiro tinha esgotado sua criatividade, o filho do Capitão e aquele juiz do supreminho que canetou por vários anos o “auxílio moradia” mesmo para os colegas que têm casa na cidade em que trabalham, acabam de inventar o “foro privilegiado antecipado”.

Ao pedir a garantia de não receber um amarelo antes mesmo de entrar em campo (ele ainda não tomou posse como zagueiro, quer dizer, senador) tem gente achando que ele admitiu que alguma coisa tinha a ver com aquele senhor que “faz dinheiro” negociando carros velhos.

Afinal, se “as movimentações atípicas” do ex-assessor, motorista, policial, amigo da família e pai da assessora do Capitão – aquele que não podia prestar depoimento mas podia sambar com a família num quarto do Einstein – eram problema só dele, por que pedir a suspensão da investigação?

Enquanto isso, na tribuna das autoridades, Moro, salvador da galáxia contra Thanos, o super-vilão da corrupção, não sabe mais para que lado olhar até a torcida entender que ele “não tem nada a ver” com isso.

Por enquanto, o ex-super-herói só mandou avisar o pessoal da Receita que não é mais para vazar “movimentação atípica” nenhuma. A única coisa que interessa é recibo de pedágio.

A galera já está dizendo que para o filho do Capitão correr o risco de ouvir um apito, alguém vai precisar descobrir que, na verdade, ele joga no time do Lula.

Capitão, filho do Capitão ou assessor do filho do Capitão: qual a máscara que vai bombar no Carnaval?

sobre o autor

Carlos A. Ferreira Martins é professor titular do IAU USP, gosta de futebol, mas não do Galvão.

 

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