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drops ISSN 2175-6716

abstracts

português
Segundo Carlos Martins, o desastre ambiental causado pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, cidade mineira da grande Belo Horizonte, pode funcionar como uma segunda “facada” para o presidente atual, permitindo um novo fôlego para o capitão.

how to quote

MARTINS, Carlos A. Ferreira. A segunda facada? Das declarações desastrosas ao desastre ambiental. Drops, São Paulo, ano 19, n. 136.09, Vitruvius, jan. 2019 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/19.136/7237>.



A semana não permite humor ou metáforas esportivas.

Começou com um vexame global no principal fórum econômico internacional. Em Davos, na Suíça, Bolsonaro, conseguiu falar apensa seis minutos, dos trinta que tinha. Depois, ele e seus ministros fugiram da protocolar coletiva à imprensa.

Supõe-se que a razão tenha sido a ampliação dos escândalos do filho. Novos vazamentos indicam que a “movimentação atípica” do famoso Queiróz foi, por enquanto, seis vezes maior do que o divulgado inicialmente.

Pior, descobriu-se que Flávio Bolsonaro, futuro senador, empregava em seu gabinete familiares do chefe de uma das milícias mais ativas no Rio de Janeiro. Milícias, para quem não tem amigos cariocas, são grupos de extorsão e extermínio. O que em São Paulo se chamava, antigamente, esquadrões da morte.

A de Rio das Pedras, onde Queiroz se escondeu depois da denuncia e antes de se refugiar no hospital mais caro do país, é suspeita do assassinato da vereadora Marielle. Negra, gay e feminista, ela se transformou numa referência para movimentos identitários e de direitos humanos em todo o mundo.

A isso se somou a decisão do deputado reeleito Jean Wyllys, aquele a quem Bolsonaro mandou “queimar a rosca”, que renunciou ao mandato e não pretende voltar ao Brasil, em função de repetidas ameaças de morte a ele e a sua família.

A juíza carioca que ameaçou Jean Wyllys pelo Twitter, agora explicou que “era brincadeira”. Algum leitor acharia graça se essa “brincadeira” fosse feita com sua família?

Três dias depois de Bolsonaro afirmar que ninguém protege o meio ambiente como o Brasil, um novo rompimento de uma barragem da Vale, em Brumadinho, veio mudar o tema das manchetes.

Será o desastre um novo fôlego para o capitão, assim como foi a facada que lhe deu argumentos para fugir dos debates? Ou a prova de que não há excesso de fiscalização como ele e seus ministros vem dizendo?

E ainda faltam cinco semanas para o Carnaval.

sobre o autor

Carlos A. Ferreira Martins é professor titular da USP São Carlos, que tem um excelente curso de engenharia ambiental.

 

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