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drops ISSN 2175-6716

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Carlos A. Ferreira Martins, professor do IAU USP São Carlos, comenta o ataque sofrido pela universidade pública vindo do poder central e questiona quais são os interesses ocultos que estão por detrás da cena.

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MARTINS, Carlos A. Ferreira. Destruição em marcha acelerada. Universidade em risco – parte 1. Drops, São Paulo, ano 19, n. 139.08, Vitruvius, maio 2019 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/19.139/7341>.



Desde a última coluna (1), infelizmente, foi superada qualquer dúvida sobre excesso de rigor ou partidarismo na análise de que está em marcha um processo acelerado de destruição das universidades públicas.

Após a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa de São Paulo, no último dia 24, tanto a irregularidade de sua proposição como suas reais intenções ficaram claras.

Legalmente uma CPI deve ser criada para averiguar fatos determinados, o que não foi respeitado. Os proponentes afirmam querer apurar “eventuais irregularidades” no repasse de verbas públicas, o que, como se sabe, é a função do Tribunal de Contas do Estado.

O presidente da CPI é vice-líder do governo Dória na Assembleia e afirmou à imprensa que entre os focos da Comissão poderiam estar a “doutrinação ideológica”, a possibilidade de “implantação do ensino pago” e a forma de escolha dos reitores.

O governador evidentemente aprovou a manobra, que também serviu para impedir a investigação sobre a corrupção tucana na Dersa, mas tem se mantido longe dos holofotes.

Tudo isso é suave diante da grotesca escalada da presidência da república e seu novo ministro na sua cruzada contra o ensino público.

Ambos começaram a semana defendendo que estudantes filmem e denunciem os professores que fizerem “doutrinação”, usando um caso de uma suposta aluna de Santa Catarina.

A imprensa já descobriu que a aluna é uma militante que se apresenta nas redes sociais como secretária do PSL de sua cidade. Os juristas já vieram a público para lembrar que é ilegal filmar qualquer pessoa sem sua autorização prévia e expressa.

Para completar, o novo ministro da destruição da educação trouxe uma inovação que marcará época na história de nosso obscurantismo ao cortar 30% das verbas de três universidades de que ele não gosta.

Continua a pergunta: quem vai ganhar com tudo isso?

nota

1
MARTINS, Carlos A. Ferreira. Por que destruir as universidades públicas? Drops, São Paulo, ano 19, n. 139.06, Vitruvius, abr. 2019 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/19.139/7335>.

sobre o autor

Carlos A. Ferreira Martins é professor titular do IAU USP São Carlos.

 

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139.08 educação
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139

139.01 política

Sobre o tal vídeo do Planalto

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