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entrevista ISSN 2175-6708

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português
O ganhador do Prêmio Pritzker de 1995 fala com exclusividade para Vitruvius sobre processo de trabalho no ateliê, arquitetura contemporânea, Brasil e muito mais (com novas e inéditas imagens de obras)

english
The winner of the Pritzker Prize in 1995 speaks exclusively to Vitruvius about the work process in the studio, contemporary architecture, Brazil, and much more (with new and unseen images of works)

español
El ganador del Premio Pritzker de 1995 habla con exclusividad para Vitruvius sobre el proceso de trabajo en el estudio, arquitectura contemporánea, Brasil y mucho más (con nuevas e inéditas imágenes de obras)

como citar

ESKES, Nanda. Christian Portzamparc. Entrevista, São Paulo, ano 03, n. 011.01, Vitruvius, jul. 2002 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/03.011/3341>.


Cidade da Música, Parque La Villette, Paris, 1995
[fonte: Foto Nicolas Borel]

Um observador da beleza do mundo
Nanda Eskes

Christian de Portzamparc – ganhador do Prêmio Pritzker Prize em 1994 – é hoje, ao lado de Jean Nouvel e de Dominique Perault, um dos arquitetos mais populares na França. Conhecido mundialmente pelo projeto da Cidade da Música, obra construída no Parque de La Villette em Paris, e pela Torre LVMH em Nova York, o arquiteto se dedica hoje, entre outros projetos, à Filarmônica de Luxemburgo, ao Centro Hospitalar de Lyon, a uma torre no bairro de La Defence e à finalização do bairro Massena em Paris.

Portzamparc, como arquiteto, é um bon vivant, obstinado observador da beleza do mundo, à qual busca transformar em matéria construída. Uma de suas maiores ambições não é a de simplesmente construir, mas a de criar edificações que sejam “felizes”, prenhes de uma generosidade e de uma beleza que transcendam a simples funcionalidade. Seu ateliê, mais do que um simples escritório, se transforma em um verdadeiro laboratório, aonde cada projeto é analisado, estudado, representado por dezenas de maquetes e imagens. Um lugar aonde os projetos sempre em evolução, nunca são vistos como acabados, aonde a busca é sempre infinita.

O escritório de Portzamparc é um perfeito reflexo de sua personalidade. Situado num ateliê de artista edificado na década de vinte do século passado, foi construído por um cego que esculpiu a casa na argila. O prédio de seis andares é totalmente pitoresco e labiríntico, cheio de escadas e salas por todos os lados onde se amontoam maquetes diversas, e de onde se divisa uma vista maravilhosa de Paris. Trabalham ali mais ou menos trinta pessoas, de diferentes nacionalidades e diversas personalidades. De certo modo, ali são todos excêntricos. Exemplares quase caricaturais do que se pode encontrar na profissão – o artista plástico, o músico de Rock and Roll, o viajante mundial, o poeta, o clássico burguês, o maquetista escultor, o politécnico formal, e diversos outros tão interessantes quanto estes.

Os inúmeros aperitivos, almoços, festas e jantares contribuem para o bom ambiente do escritório, constituindo-se em momentos especiais, que unem as pessoas. Tirando partido do que são verdadeiramente as pessoas, e proporcionando um universo de trabalho flexível, Portzamparc conseguiu criar em torno de si um clima de trabalho único, constituído por uma verdadeira família, que lhe retribui com devoção e fidelidade no trabalho.

A presente entrevista foi realizada informalmente, durante um almoço, quando eu já trabalhava no escritório há mais de um ano. Não havia um tema específico, mas fundamentalmente a vontade de conversar sobre coisas que me intrigavam na sua maneira de trabalhar. Foi aquela discussão que sempre sonhei em ter e a entrevista foi um ótimo pretexto para viabilizá-la – uma visão de dentro das coisas, sem muita ambição teórica, mas que mostrou rica em detalhes e idéias.

Edifício de escritórios LVMH, Nova York, 1994-1999

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