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interview ISSN 2175-6708

abstracts

português
Patrik Schumacher, sócio da arquiteta iraquiana Zaha Hadid, atua numa zona fronteiriça, propondo soluções formais, materiais e ao mesmo tempo moldando o utópico, preocupado com o futuro e o cotidiano humano no século XXI

english
Patrik Schumacher, partner at Iraqi architect Zaha Hadid, operates in the edge, proposing formal and real solutions and at the same time is concerned about the future and life in the XXI century

español
Patrik Schumacher, socio de la arquitecta iraquí Zaha Hadid, trabaja en una zona fronteriza, proponiendo soluciones formales, materiales y al mismo tiempo moldeando lo utópico, preocupado con el futuro y lo cotidiano de lo humano en el siglo XXI

how to quote

LIMA, Beatriz de Abreu e; SCHRAMM, Mônica. Patrik Schumacher. Entrevista, São Paulo, ano 04, n. 013.01, Vitruvius, jan. 2003 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/04.013/3339>.


Estação para Trens Rápidos. Florença, Itália, 2002
[fonte: Cortesia Zaha Hadid e Patrik Schumacher, Londres]

Inquietações de  um arquiteto
Beatriz de Abreu e Lima & Mônica Schramm

Dali relembra seu encontro com Le Corbusier: Le Corbusier perguntou ao Dali se ele tinha idéias sobre o futuro de sua arte. Dali respondeu que a arquitetura seria “mole e peluda“. [Racine, Michel. in Nos Jardins de Burle Marx, org. por Jacques Leenhardt, editora Perspectiva, São Paulo, 1994. Do original em francês Dans les jardins de Roberto Burle Marx]

O discurso sobre a forma (material) e da própria composição ainda parece permear todo o discurso do arquiteto. No entanto, os artistas, escritores, arquitetos e engenheiros têm se ocupado cada vez mais em encontrar formas de representação do invisível, do imaterial; outros têm trabalhado para operar as interfaces entre espaços virtuais e reais. A questão da forma e da composição de formas e volumes deixam de ser determinantes no processo de criação do arquiteto. As novas maneiras de viver, trabalhar, se relacionar e se divertir, produzir, consumir, requerem espaços de transição e indeterminação.

Arquitetos como o entrevistado Patrik Schumacher, atuam em um limbo, uma zona fronteiriça interessante, propondo soluções formais, materiais e ao mesmo tempo moldando o utópico; preocupados com a configuração de novas concepções de espaço, com o futuro e o cotidiano humano no século XXI.

O fato de Patrik Schumacher ser sócio da arquiteta iraquiana radicada em Londres,  Zaha Hadid, não é o aspecto mais relevante de seu posicionamento plural. Às vezes seus polêmicos pensamentos político-filosóficos dão a impressão de eclipsar sua arquitetura. No entanto, são pensamentos intrincados e interdependentes…não é à toa que Patrik defende, com sua prática e ensino de arquitetura, os direitos de  “brincar” e experimentar (1), adotando a corajosa posição de defender o não-visto, o ainda não experimentado, o aparentemente irracional.

Seu pensamento não é uma colagem ou composição de temas. Ele é mais mutante, insurgente, fronteiriço, inquieto e indeterminado, como sua arquitetura. É um pensamento escorregadio e não-simplista, cheio de territórios, margens e áreas, que se fundem sem barreiras disciplinares. É fruto do estado de transição em que se encontra a profissão de arquiteto e da desmitificação da “aura” do arquiteto ou indivíduo criativo.

Sua visão sobre a questão dos centros difusores e centros consumidores de cultura representa uma das abordagens de um assunto que há muito vem sendo encampado por aqueles que discutem uma identidade nacional para a arquitetura e, conseqüentemente, nos faz refletir sobre o papel a ser desempenhado para a arquitetura produzida no Brasil.

Contexto

Esta entrevista com o arquiteto Patrik Schumacher, juntamente com as entrevistas com o filósofo Andrew Benjamin e o engenheiro Charles Walker, disponíveis neste mesmo site, compõem (ou recompõem) um importante cenário. Estas pessoas têm em comum o fato de possuírem alguma ligação com a Architectural Association School of Architecture, a AA School de Londres (2) e mais especificamente com o seu Design Research Laboratory – DRL (Laboratório de Pesquisa em Projeto), cujas investigações digitais abordam temas relativos a arranjos e organizações espaciais e sociais emergentes.

As entrevistas foram feitas em Londres, em janeiro de 2000, pela ocasião do término de meus estudos de mestrado no DRL/AA. A idéia de realizá-las surgiu de forma intuitiva tentando reunir óticas diversas de uma realidade multifacetada. No entanto, as entrevistas apontam para a complementaridade dos pensamentos dos entrevistados e para a adequabilidade de seus discursos ao contexto europeu comunitário e globalizado.

Nota-se, também, o marcante caráter interdisciplinar e difuso da atuação profissional dos entrevistados.

O cenário delineado assume relevância por sua própria lógica e coerência, abrindo todo um campo de possibilidades para pensarmos simultaneamente sobre o contexto brasileiro.

notas

1
Em inglês “play” and experiment.

2
A Architectural Association School of Architecture, a AA School, ou simplesmente AA, é uma escola de arquitetura dirigida pela Architectural Association, entidade independente, fundada em 1847 em Londres, para promover o livre debate sobre arquitetura. É uma escola reconhecidamente engajada em discursos contemporâneos de arquitetura, constituindo um efervescente centro de debates.

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013.01
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013

013.02

Alfredo Sirkis

Antônio Agenor Barbosa

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