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interview ISSN 2175-6708

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Nesta entrevista o arquiteto e historiador Jean-Louis Cohen fala sobre projetos urbanos,Cité de l'architecture et du patrimoine à Chaillot, do qual é coordenador

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RETTO JR., Adalberto. Jean-Louis Cohen. Entrevista, São Paulo, ano 06, n. 024.01, Vitruvius, out. 2005 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/06.024/3312>.


Ernest Hébrard, Palais de Dioclétien, Split, em L’architettura della città de Aldo Rossi, 1966

Adalberto da Silva Retto Júnior: Como pensar “a redescoberta da urbanidade” na França?

Jean-Louis Cohen: A redescoberta do urbanismo entre os arquitetos e urbanistas franceses dos anos 1970 é um fenômeno bastante complexo. Este tem como pano de fundo a crise do urbanismo do pós-guerra que eu caracterizaria esquematicamente como o reencontro da composição acadêmica e de uma leitura simplista da “Carta de Atenas” da qual, entretanto, não deveríamos exagerar a importância. O primeiro lugar de elaboração crítica é o atelier e o seminário Tony Garnier, criado conjuntamente para a École des Beaux-Arts e o Institut d'Urbanisme de Paris, onde há uma aproximação entre ciências sociais, história e composição urbana.

A hipótese que eu elaborei em 1984 era que na ocasião principal desta redescoberta, que passa também aos arquitetos pela leitura dos sociólogos e dos críticos franceses, corresponde à importação no oeste dos Alpes dos conceitos elaborados por Aldo Rossi e Carlo Aymonino, e à observação atenta das políticas dirigidas pelas coletividades territoriais como a cidade de Bolonha. Não deixa de ser interessante, aliás, realçar tudo o que as propostas de Rossi em Architettura della città, deveu aos autores franceses, de Maurice Halbwachs a Pierre Georges e Georges Chabot, autores que eram desconhecidos dos arquitetos em seus países de origem.

O interesse renovado pela dimensão urbana da arquitetura terá efeitos na prática e conduzirá precisamente à reedição do livro de Raymond Unwin e à do livro de Sitte, traduzido esta vez fielmente do original. Estas duas obras são publicadas pela éditions de l'Équerre cujos conselheiros eram Bernard Huet, Antoine Grumbach e eu mesmo...

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