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interview ISSN 2175-6708

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Nesta entrevista o arquiteto e historiador Jean-Louis Cohen fala sobre projetos urbanos,Cité de l'architecture et du patrimoine à Chaillot, do qual é coordenador

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RETTO JR., Adalberto. Jean-Louis Cohen. Entrevista, São Paulo, ano 06, n. 024.01, Vitruvius, out. 2005 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/06.024/3312>.


Scènes de la vie future; les architectes européens et la tentation de l'Amérique 1893-1960 (1995, prix du Livre d'architecture de l'Académie d'architecture, 1996, Architecture Book Award de l'American Institute of Architects, 1997)

Adalberto da Silva Retto Júnior: Em um texto de 1987 “Forme urbaine et discontinuité” o senhor elenca pontos salientes que nos faz pensar que o projeto da cidade contemporânea requer colocar à baila regras parcialmente diferentes daquelas do passado. As técnicas da composição, escreve o senhor, devem ser “remises au jour” e não podem não tomar conta dos avanços, das mudanças de uma cultura mais ampla do que aquela arquitetônica. “La culture présente s’est recomposée à la fois autour de nouveaux thèmes issus dela physique, de la biologie, de la théorie des systèmes, autour de nouvelles théories d’ensemble et autour de nouvelles pratiques comme le cinéma ou la psychanalyse. Dans tous ses champs, cette culture est autant celle du discontinu que celle de la mise à jour d’ordres et de logiques complexes et surprenents“.

Do ponto de vista das fontes de pesquisa, o que significa esta afirmação?

Jean-Louis Cohen: Esta afirmação deve ser recolocada em seu contexto polêmico, o da época, que é o dos anos do triunfo do discurso nostálgico do “pós-modernismo”, totalmente baseado numa expressão histórica muito sectária. Essa, mais relacionada à abordagem dos arquitetos e urbanistas protagonistas da “redescoberta da urbanidade”, evocada acima é a que virava as costas a uma série de disciplinas contemporâneas.

Se pudesse melhorar meu discurso de há mais de vinte anos, eu o faria simultaneamente, na perspectiva da história e na do projeto com risco de formular banalidades. Para o que é da história, creio que é impossível elaborar interpretações sólidas centrando-se em desafios internos à arquitetura ou permanecendo nas determinações produzidas pela economia ou pela política. Como as pesquisas mais estimulantes dirigidas há vinte anos mostram que a arquitetura deve ser pensada na História das idéias. As formas de projeto do século XX, por exemplo, devem muito às ciências e à filosofia de sua época. Além disso, no campo da história do urbanismo está claro que o estudo da morfologia e da tipologia – é exatamente o que tinha em mente – não é suficiente para compreender a formação e a transformação das cidades. A dimensão narrativa, mítica, o jogo de representações que os habitantes têm deles mesmos e de sua cidade face às outras cidades, representam um papel que não podemos omitir no aparecimento ou desaparecimento das formas urbanas ou das formas arquitetônicas.

No que concerne ao projeto, tratava-se de um apelo para sair do mundo fechado de uma arquitetura auto-referencial, o qual era de duas maneiras totalmente opostas. Por um lado, os historiadores pós-modernos apegavam-se ao reemprego da sintaxe e do léxico do classicismo, nas versões científicas ou vernaculares. Por outro lado, os neo-modernos tendiam a limitar o campo das referências arquiteturais legítimas às do “Movimento moderno”, quer se tratasse de Le Corbusier, de Mies ou de Terragni. Penso, nesse aspecto, que a arquitetura contemporânea pode se encontrar quando ela se libertar do narcisismo e reformular suas estratégias enriquecendo-as pelo diálogo com as ciências e as disciplinas artísticas. Para o historiador, torna-se útil dominar, ele também, esses conhecimentos exteriores.

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