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entrevista ISSN 2175-6708

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português
Gabriela Celani e Maycon Sedrez entrevistam a arquiteta Anne Save de Beaurecueil que atuou como Professora Especialista Visitante em Graduação no curso de Arquitetura e Urbanismo da Unicamp no segundo semestre de 2012.

english
Gabriela Celani and Maycon Sedrez interview architect Anne Save de Beaurecueil, who was a visiting professor at Unicamp’s undergraduate program in Architecture and Urban Design in the Spring Semester of 2012.

español
Gabriela Celani y Maycon Sedrez entrevistan a la arquitecta Anne Save de Beaurecueil, que actuó como profesora visitante en pregrado en el curso de Arquitectura y Urbanismo de la Unicamp em el segundo semestre del 2012.

como citar

CELANI, Gabriela; SEDREZ, Maycon. Entrevista com Anne Save de Beaurecueil. Entrevista, São Paulo, ano 14, n. 055.01, Vitruvius, jul. 2013 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/14.055/4776>.


Zaha Hadid Architects, 2012 [divulgação]


Gabriela Celani e Maycon Sedrez: Gostaríamos que você começasse falando sobre a sua formação e sobre os trabalhos nos escritórios em que você atuou.

Anne Save de Beaurecueil: Cursei a graduação em Arquitetura na Cal Poly em San Luis Obispo, que é uma cidade no meio da Califórnia, entre São Francisco e Los Angeles. É uma escola bem técnica e o curso tem cinco anos. Para muitos dos meus professores a sustentabilidade e o meio ambiente eram muito importantes. São Luís Obispo foi a primeira cidade a ter um programa de reciclagem. Havia uma professora em cuja casa estavam instalados tubos de água na fachada Sul, usados como estratégia de climatização passiva. Nossos professores viviam o que ensinavam. Faziam brise-soleils em suas próprias casas, e nos convidavam para vermos do que eles estavam falando. Ensinavam-nos com a prática, e isso fez uma grande diferença em minha formação. A arquitetura sustentável faz parte de minha formação; não é simplesmente uma tendência atual a ser seguida.

Depois de me formar na Cal Poly senti que me faltava uma formação na questão urbana, e resolvi ir a Paris para fazer um mestrado em Architecture Urbaine (Arquitetura Urbana). Não se tratava de planejamento de cidades inteiras; o curso era direcionado para a organização dos edifícios e dos espaços públicos na escala do quarteirão, de uma Z.A.C. (zone d'aménagement concerté). Com origens no plano de Haussmann, os Z.A.C.’s possuem regras bem definidas em termos de controle da geometria, materiais dos edifícios, e mesmo a modulação de janelas. Achei que esse tipo de urbanismo era muito rígido e não muito criativo.

Em seguida, trabalhei por dois anos com Zaha Hadid, em Londres, e esse foi meu primeiro trabalho de verdade; não foi um trabalho de verão apenas. Foi uma boa experiência; o escritório era bem menor do que é hoje - agora ele tem cerca de quatrocentas pessoas. Eu entrei para trabalhar em um projeto para um concurso, e nesse período éramos dezesseis pessoas, mas depois do concurso, por muito tempo, havia apenas seis pessoas trabalhando no escritório. A dinâmica de trabalho lembrava o ambiente acadêmico. Não havia muita hierarquia; era como uma professora com seus alunos, onde todos estavam envolvidos em fazer muitas opções de projeto. O trabalho era muito criativo. Obviamente a estética era muito importante. Zaha queria sempre estudar muitas opções para achar a melhor solução. Ao mesmo tempo ela sempre teve uma filosofia de criar uma organização fluida para o programa e a circulação. 

Entre outros projetos, trabalhei para ela no projeto para a Cardiff Bay Opera House, onde ela transformou totalmente a relação entre espaço público urbano e o programa tipicamente elitista do auditório. Era o inverso da Ópera de Paris do Garnier; em vez de muitas camadas ou filtros protegendo e escondendo o auditório da cidade, no Cardiff Opera House ela usou uma praça inclinada subindo da rua em frente como o lobby do auditório, expondo as funções do edifício para o público externo.

Posteriormente, trabalhei para Ken Yeang na Malásia. Foi uma boa experiência em termos de arquitetura bio-climática, e pude trabalhar em todas as fases do projeto, desde o início até os desenhos executivos e a fase de construção.

Depois de ter trabalhado para Ken Yeang fui fazer um mestrado na Columbia University, em Nova Iorque. Tive como professores Hani Rashid, Greg Lynn, Sulan Kolatan, Alejandro Zaera-Polo e Farshid Moussavi que nessa época eram sócios no FOA - Foreign Office Architects. Era um período de grandes inovações na Columbia, pois eram os primeiros anos dos paperless studios, onde tive contato com a arquitetura digital e a fabricação digital. Greg Lynn foi um dos pioneiros deste movimento, e tinha uma pesquisa muito produtiva na Columbia durante esta época, juntamente com os outros professores, como Jesse Reiser e Nanako Umemoto, Evan Douglis e William MacDonald. Nesse período, Alejandro e Farshid estavam construindo o terminal portuário de Yokohama, uma das primeiras manifestações físicas desse novo tipo de arquitetura.

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