Your browser is out-of-date.

In order to have a more interesting navigation, we suggest upgrading your browser, clicking in one of the following links.
All browsers are free and easy to install.

 
  • in vitruvius
    • in magazines
    • in journal
  • \/
  •  

research

magazines

projects ISSN 2595-4245


abstracts

how to quote

PORTAL VITRUVIUS. Concurso da Nova Sede do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais. Projetos, São Paulo, ano 04, n. 044.05, Vitruvius, ago. 2004 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/04.044/2421>.


“O bom desempenho do papel social do CRM – Conselho Regional de Medicina – é de grande relevância para toda a sociedade. Assim, o acesso ao Conselho, para além dos profissionais da saúde, interessa a todo cidadão, sendo um modo de democratizar a informação e o debate de questões que lhe concernem”.

Atender a este pressuposto levou à adoção das seguintes estratégias:

  • Propor implantação e organização espacial que contribua significativamente para a transformação do espaço urbano circundante, resgatando desejável área de socialização, e gerando visões inusitadas do entorno a partir do novo espaço público. A edificação se volta para uma grande praça, convidativa, aberta à comunidade, que resgata o caráter público e confirma o compromisso social do Conselho, acolhendo os cidadãos.
  • Criar uma edificação com racionalidade construtiva e funcionalidade que considere as exigências de controle, organização e hierarquia dos espaços físicos de forma a preservar a necessária autonomia dos espaços privados da instituição em relação à praça proposta e estimule, sem conflitos, o compartilhamento entre a vida da cidade e a instituição.
  • Garantir sustentabilidade econômica e ambiental pela racionalização das diversas fontes de recursos hídricos disponíveis e pelo uso extensivo dos meios passivos de iluminação e ventilação, minimizando os efeitos do sol a partir do uso de brises, e maximizando a ventilação cruzada.
  • Criar uma edificação de manutenção fácil e econômica, cuja imagem inusitada e surpreendente a  caracterize como um “episódio urbano”, destacando a presença do Conselho na paisagem em grande escala.

Considerando-se que as inovações tecnológicas acabam por demandar novas configurações espaciais, buscou-se gerar espaços flexíveis para as plataformas de trabalho, que respondessem positivamente a este caráter dinâmico.

As alternativas de implantação permitidas no terreno do CRM possibilitaram trocar os inevitáveis andares que adensariam a ocupação do terreno e inviabilizariam os desejáveis espaços abertos de caráter público, por uma configuração de torre laminar. A implantação maximiza o conforto térmico (cargas térmicas e ventilação natural) e luminoso (iluminação natural) no interior da edificação, sobretudo nas plataformas de trabalho, áreas de permanência prolongada, dentro dos princípios de sustentabilidade. Prioriza-se o aproveitamento da orientação nordeste e o resgate da paisagem definitiva e à distância, a partir do Vale do Arrudas.

A geometria da torre também decorre de estratégia para economia de energia e redução dos custos de manutenção a partir de dois princípios:

  • Aumento do deslocamento horizontal dos usuários, em detrimento do vertical, reduzindo com isto a utilização do elevador;
  • As plataformas mais estreitas no sentido nordeste - sudoeste favorecem a ventilação cruzada, promovendo renovação constante do ar no interior das áreas de permanência prolongada.

 

O desnível da rua Pacífico Mascarenhas sugeriu a implantação semi-enterrada dos espaços de caráter semipúblico, com acesso independente, sobre os quais se desenvolve a praça, liberando a torre para abrigar apenas os espaços de caráter privado e semiprivado. Resultou-se numa torre cuja altura e conformação estabelece relação de vizinhança que preserva visadas, iluminação, insolação e ventilação.

Estas estratégias que setorizam os espaços públicos e privados associam-se ao propósito de gerar micro-clima adequado para as plataformas de trabalho. Um pórtico múltiplo agrupa circulações verticais e horizontais, instalações sanitárias e copas, racionalizando prumadas, cabeamentos e instalações especiais contidas em shaft’s com manutenção externa. Este pórtico múltiplo, conectado às plataformas de trabalho, favorece iluminação e ventilação diretas e produz imagem individualizada na cena urbana, desejável para o caráter da sede do CRM.

Setorização funcional

A setorização decorreu do programa de necessidades, organizando áreas funcionais distintas que configuram a sede em dois blocos, o primeiro alocado no subsolo, abriga com acesso independente o Centro de Convenções, salas de debate (para as atividades de uso semipúblico) e estacionamento, e o segundo que agrupa as áreas do Conselho de uso restrito e áreas com acesso do público externo, caracterizando a torre. Este arranjo permite autonomia para os locais de maior afluência de público não necessariamente vinculado ao Conselho, como auditório, salas de debate e foyer-galeria de arte, que, desta forma, podem funcionar concomitantemente em qualquer horário, sem comprometimento da segurança e das atividades intrínsecas ao Conselho.

A posição semi-enterrada do(s) auditório(s) e salas de debate favorece acesso independente e em nível pela rua Pacífico Mascarenhas. Estes se conectam pelo foyer-galeria, de onde também se tem acesso ao elevador para o público externo da cafeteria. Nos dois níveis inferiores a este são agrupadas as atividades de apoio ao Centro de Convenções, serviços gerais, carga e descarga de mercadorias e parte do estacionamento num primeiro subsolo e, num segundo subsolo, são disponibilizadas as vagas restantes demandadas. O acesso aos subsolos se dá pela rua Professor Otaviano de Almeida, considerando-se que o menor afluxo de automóveis minimiza eventuais conflitos de trânsito.

No nível da praça pública, o grande hall de entrada do pavimento térreo conecta por meio de rampa interna e com controle de acesso, o foyer-galeria do Centro de Convenções, no pavimento inferior. O acesso aos pavimentos superiores, na torre, se dá por meio de escadas em cada extremidade do pórtico múltiplo, uma das quais à prova de fumaça e três elevadores que garantem, com eficiência e dentro das normas de segurança, a acessibilidade universal.

Na torre, o dimensionamento dos pavimentos, descontados os núcleos de serviços e instalações, bem como circulações verticais e horizontais instalados no pórtico múltiplo, foi definido de modo a atender a demanda programática das áreas do Conselho de uso restrito e as áreas com acesso de público externo. Os primeiros níveis agrupam as áreas com acesso de público externo e os níveis superiores agrupam as áreas de uso restrito. Esta organização em níveis considerou o inter-relacionamento entre os setores e a hierarquia do programa, possibilitando uma verticalização inversamente proporcional à demanda populacional do prédio, desafogando o fluxo das pessoas nos andares superiores e minimizando os custos de manutenção da edificação.

A área de convivência – cafeteria foi destacada estrategicamente entre o nível do grande hall de entrada e as plataformas de trabalho de modo a atender, internamente, aos usuários do Conselho e, com total independência, ao público externo, acessado por meio de elevador exclusivo a partir do Centro de Convenções. Operações de carga e descarga de mercadorias, bem como acesso de funcionários, acontece por meio de elevador exclusivo instalado na bomba da caixa de escada não enclausurada. Cuidou-se para que os usuários da cafeteria pudessem desfrutar do visual da praça pública e da paisagem circundante, sem interferência de público externo.

Instalações especiais

Elétrica convencional e de emergência, cabeamento estruturado para lógica, telefonia, circuito fechado de tv, antena para tv a cabo e convencional, sistema de som, sistema de segurança:

O shaft que abriga as instalações elétricas e de telecomunicações situa-se contíguo à caixa de escada não enclausurada, no pórtico múltiplo, permitindo acesso direto para manutenção. No entreforro do pórtico múltiplo, na área destinada à circulação horizontal, exterior à plataforma de trabalho, eletrocalhas embutidas favorecem a distribuição das instalações. Esta estratégia favorece a aplicação das instalações especiais, bem como a logística da sua execução, facilitando a expansão dos sistemas e a manutenção externa, sem interferência das atividades que ocorrem nas plataformas de trabalho.

Substação e gerador foram instalados no nível do primeiro subsolo. Situada abaixo da escada de acesso à praça, esta galeria técnica tem acesso independente e ventilação natural por meio dos espelhos vazados.

Pavimento técnico

Na cobertura do pórtico múltiplo foi criado um pavimento técnico dimensionado de forma a abrigar a casa de máquinas dos elevadores, os reservatórios superiores e barriletes, e as unidades de resfriamento do ar condicionado. Duas câmaras autônomas para reservatório de água superior atendem à demanda de consumo bem como reserva de incêndio. Todo o sistema de coleta pluvial se desenvolverá em calhas, cujas prumadas, no perímetro externo, convergem para outro reservatório, também no segundo subsolo. Esta água, bem como parte do obtido com o bombeamento do subsolo, recursos usualmente desperdiçados, após filtragem, serão conduzidas a um reservatório superior exclusivo, contíguo aos demais, de onde partirão redes independentes para descarga, faxina e irrigação. Este reaproveitamento é mais uma das características da sustentabilidade desta edificação.

Proteção contra incêndio

Para melhor eficiência no escoamento adotamos duas caixas de escada em cada extremidade do pórtico múltiplo, atendendo às normas de segurança. A caixa de escada situada na esquina da Rua Pacífico Mascarenhas com Prof. Otaviano Almeida é a prova de fumaça, com vazão no centro de convenções e acesso direto e em nível com a rua Prof. Otaviano de Almeida.

Instalação hidráulica, sanitária, coleta e uso de água pluvial

Buscou-se fundamentalmente separar a área seca da área molhada como forma de evitar, com eficiência e sem a demanda de tecnologia, os problemas usuais. Desta forma toda a área molhada – instalações sanitárias, copas – situa-se na borda externa do pórtico múltiplo, na elevação voltada para a rua Professor Otaviano Almeida, concentrando e otimizando o uso dos shaft’s na execução e garantindo a qualidade da obra na medida em que possibilita a revisão criteriosa do sistema. Quanto à manutenção, esta solução permite que seja feita externamente, evitando prejuízos das atividades da instituição e preservando também a segurança dos usuários do prédio. Na medida em que as instalações das copas e sanitários são abrigadas por shaft`s vedados interiormente por painéis hidráulicos de gesso acartonado e externamente por placas de alumínio composto, e que as peças sanitárias estão de costas para os shatf’s, permite-se a utilização de tubos hidráulicos flexíveis. Esta opção racionaliza significativamente os custos, elimina caixas sifonadas e embute registros que não demandam acessórios de acabamento. Por fim, o piso flutuante contribui para flexibilizar a locação das peças sanitárias, permitindo rearranjos ou novas inserções sem demanda de re-serviço e sem gerar entulho.

Sistema estrutural

Para o caso da torre laminar, o núcleo estrutural caracterizado pelo pórtico múltiplo é estabilizado pelas caixas de escada alocadas na sua extremidade e pelas caixas de concreto que contêm as cabines dos elevadores, determinando o seu contraventamento. As circulações horizontais deste conjunto são geradas por lajes planas de 10 cm de espessura.

Para o caso das plataformas de trabalho, lajes lisas protendidas (espessura 25cm), com cordoalhas engraxadas, propiciam pavimentos sem vigas que, com a mesma eficiência e volume de concreto de lajes nervuradas, economizam fôrma e garantem flexibilidade interna, isolamento acústico, bem como melhor compatibilização da moldagem in loco com o uso de sistemas de vedação a seco. Considerada “protensão leve”, desenvolvida para uso em edifícios, é tecnologia já totalmente dominada, com total nacionalização na produção de componentes. A vantagem decorre da execução rápida e econômica, além de permitir grandes vãos com pouca altura, onde o funcionamento da estrutura é favorecido pela utilização de um concreto que trabalha com nível mais baixo de tensão em relação ao concreto armado. São apoiadas no pórtico múltiplo da fachada sudoeste e na linha de pilares de Ø 50 cm da fachada nordeste, com espaçamento axial de 4,75 m e prosseguimento em balanço de 4,0 m.

Para o caso do subsolo, cuidou-se para que as contenções do primeiro e segundo subsolo, na divisa com as ruas Professor Otaviano de Almeida e Pacífico Mascarenhas fossem executadas com recuos significativos em relação à divisa do terreno, como forma de distanciar as operações de remoção de terra dos limites com a via pública. Esta estratégia facilita o processo construtivo, evitando comprometer o rendimento da obra e gera área para percolação de água pluvial, atendendo com folga os limites da taxa de permeabilidade impostos pela Legislação Urbanística. Lajes planas protendidas nas garagens, com capitel em alguns pilares e vigas chatas (conceito de band-slab, americano) em outros, possibilita espaçamento maior entre estes, gerando acessos fluidos e reduz, entre pisos, a altura dos pavimentos. A busca desta redução foi determinante para evitar o rebaixamento excessivo do subsolo, nivelando a cota inferior do segundo subsolo - 93,2 – com o nível d’água na situação crítica, definido nos relatórios de sondagem.

Para o caso da cobertura dos auditórios, o piso da praça, laje nervurada protendida - com 60 cm de altura e espaçamento entre eixos de vigas de 55 cm - impermeabilizadas na face superior e, na face inferior, tratada pelo forro acústico, liberam totalmente os vãos dos auditórios acoplados, favorecendo as condições ideais de visualização.

A malha estrutural proposta atendeu plenamente às demandas do programa de necessidades, com viabilidade técnica e econômica, gerando vagas facilmente acessíveis, conforme descrito anteriormente e, principalmente, evitando qualquer tipo de transição tanto para os pavimentos mais adensados, enterrados e semi-enterrados, quanto para a torre laminar.

As condições destes sistemas estruturais levam em conta as seguintes normas:

  • Aço para concreto armado - CA 50S e CA60
  • Aço para concreto protendido – CP 190 RB, com bainha de PEAD, extrudada e plastificada.
  • NBR 6118:2003 – Projeto de estruturas de concreto – Procedimento.
  • NBR 6120:1980 – Cargas para cálculo de estruturas de edificações – Procedimento.
  • NBR 6122:1996 – Projeto e execução de fundações – Procedimento.
  • NBR 6123:1988 – Forças devidas ao vento em edificações – Procedimento.
  • NBR 8681:2003 – Ações e segurança nas estruturas – Procedimento.
  • ACI 318-1995 – Building Code requirements for structural concrete.

 

Flexibilidade

As plataformas de trabalho na torre laminar ganham flexibilidade a partir da opção estrutural por lajes protendidas apoiadas na linha de pilares cilíndricos, recuada na fachada nordeste, e no pórtico múltiplo, na fachada sudoeste. Livres de intervenções estruturais, as áreas internas das plataformas de trabalho, divididas por painéis termo acústicos removíveis, podem ser remanejadas sem nenhuma demanda de intervenção arquitetônica. A paginação de pontos elétricos, telefonia e lógica também ganham flexibilidade com o uso de piso flutuante que abriga, no entrepiso, todas as instalações, dutos e cabeamentos.

As áreas de apoio (copas, depósitos de material de limpeza e instalações sanitárias), situadas ao longo do eixo longitudinal do pórtico múltiplo, são separadas das áreas de trabalho pela circulação horizontal. Estas áreas variam em cada pavimento em função de demandas específicas, com exceção das instalações sanitárias e copas, situadas sempre na mesma prumada a fim de evitar transições que comprometeriam a eficiência técnica, dificultariam a manutenção e onerariam os custos.

Imagem arquitetônica

A face voltada para a Rua Professor Otaviano de Almeida –sudoeste- configurada pelo porticado múltiplo, alterna dois materiais diferenciados na vedação dos módulos. Alguns são vedados com vidro temperado rayban, resgatando iluminação direta para o interior dos ambientes e descortinando, com reservas, alguns momentos do interior do prédio. Outros módulos, em maioria, são vedados por painéis de Alumínio Natural Escovado composto (acm), alguns dos quais são removíveis, possibilitando acesso externo aos shaft’s, facilitando a manutenção das instalações sem comprometimento do funcionamento das atividades.

Por fim, alguns módulos são mantidos totalmente abertos, particularmente na cobertura, onde se desenvolve o pavimento técnico e no intervalo entre o nível da cafeteria o primeiro nível das plataformas de trabalho. Uma rampa de entrada, no nível térreo, marca um portal de sete metros de altura que confirma a permeabilidade da estrutura e dá ênfase ao caráter convidativo dos espaços abertos. Este tratamento de cheios e vazios, de grande simplicidade construtiva, com painéis de modulação aparentemente aleatórios e solidários com efeitos de iluminação noturna e diurna, produz surpreendente e inusitado efeito gráfico na elevação sudoeste do edifício.

A face voltada para a Avenida dos Andradas – nordeste –, de maior visibilidade à distância na cena urbana, configura uma caixa de vidro que abriga as plataformas de trabalho, cafeteria e hall de entrada, acoplada ao pórtico múltiplo e apoiada em longos pilares de seção circular, revestidos em placas brilhantes de cobre. A opção pela caixa de vidro decorre da idéia de conferir visibilidade e transparência. Internamente, resgata a paisagem definitiva a partir da av. dos Andradas nas áreas de trabalho e espaços de convivência. Para o caso do hall de entrada, descortina a vista da praça. Externamente, a transparência revela cenas  do interior sem prejuízo da privacidade, considerando-se as grandes distâncias entre a caixa e a paisagem circundante. Por fim, a torre de vidro maximiza a utilização da iluminação natural e do resgate da insolação nordeste, cujos brises horizontais de vidro laminado jateado e cuidadosamente calculados, controlam a incidência solar.

A face voltada para a rua Pacífico Mascarenhas – noroeste –, revela parte do pórtico múltiplo com seus painéis de vedação e a lateral da caixa de vidro que preserva a transparência, resgata vistas e cujos brises horizontais de vidro laminado jateado controlam a incidência do sol da tarde. Destaca-se grande escadaria, com espelhos vazados que deixam passar água pluvial em direção à terra natural e resgatam ventilação natural nas salas de debate. Ainda na escadaria, grandes elipses de onde emergem árvores da espécie Pau Ferro, cuidadosamente iluminadas, anunciam a existência do espaço público de acolhimento dos cidadãos.

A praça pública desenvolve-se em plano inclinado que favorece as condições de visibilidade dos auditórios e conforma arquibancada de teatro, gerando espaço público dinâmico, complementado por bancos de concreto revestidos com réguas de  madeira ipê. O piso da praça é paginado por filetes de grama e placas de concreto e contém, ao centro, duas grandes elipses envoltas em vidro que resgatam iluminação e ventilação natural no Centro de Conferência.

Princípios de sustentabilidade

Reduzir ao máximo o dispêndio de energia e custos de manutenção significou a adoção de estratégias de implantação, definição da geometria da edificação, arranjos internos e especificação de materiais de revestimento externo e interno que garantissem a máxima eficiência de recursos passivos de iluminação e ventilação, bem como re-utilização de recursos hídricos. A implantação maximiza o aproveitamento da orientação nordeste. Esta elevação, revestida em vidro rayban e protegida por brises de vidro laminado jataeado horizontais de 12 mm, recebe ventilação a partir do Vale do Arrudas e iluminação natural nas plataformas de trabalho. Nas elevações sudeste e noroeste, adota-se a mesma estratégia de resgate de iluminação e ventilação natural. Na elevação sudoeste, aberturas no pórtico múltiplo resgatam luz natural em todo o eixo longitudinal que caracteriza a circulação horizontal dos pavimentos.

Nestas aberturas, esquadrias de abrir tipo máximo ar possibilitam a saída de toda a ventilação incidente nas esquadrias de correr da elevação nordeste, promovendo desejável renovação do ar a partir do controle da ventilação cruzada nas plataformas de trabalho. Para não comprometer a eficiência desta estratégia, as divisórias removíveis das plataformas, quando não são panorâmicas, serão encimadas por vidro venezianado que não obstruem a iluminação e a aeração. Esta renovação constante do ar evitará, na maior parte do tempo, a necessidade de utilização de recursos ativos (aparelhos de ar condicionado). Ainda na elevação sudoeste, instalações sanitárias e copas, instaladas na borda do pórtico múltiplo, também são iluminadas e ventiladas naturalmente. Os brises aplicados externamente nas elevações são recuados 20 cm das esquadrias a fim de criar uma corrente de ventilação que dissipa parte do calor incidente.

Na praça, cuidadoso paisagismo confere microclima agradável ao espaço de socialização proposto, controlando os efeitos da radiação solar e proporcionando desejável sombreamento e ambiência agradável. Algumas aberturas em forma de elipse são propostas com o objetivo de resgatar luz natural para o pavimento inferior, na área de convivência do centro de convenções, gerando agradável ambiência ao espaço internos e também promovendo renovação do ar.

ficha técnica

Autores
Arquitetos Maria Josefina Vasconcelos (Jô Vasconcelos) e Sérgio Ricardo Palhares

Colaboradores
Acadêmicos Antônio do Prado Valladares de Andrade – FUMEC (modelo eletrônico), Lucas Leite – FUMEC (desenhos técnicos), Tiago Castelo Branco Lourenço – FUMEC (maquete) e Lucas barbi – FUMEC (mídia digital); Arquitetos Ana Carolina Duarte Queiroz (desenhos técnicos) e Felipe dos Santos Coutinho (rendering e animação)

Consultores
Engenheiros Hélio Pereira Chumbinho – Misa Engenharia (estruturas), Cristina Bráulio (instalações), Pérides Silva e Sandra Botrel Silva (conforto termo-acústico) e João Gerônimo (orçamentos)

source
Equipe premiada
Belo Horizonte MG Brasil

comments

044.05 Concurso
abstracts
how to quote

languages

original: português

source
Equipes premiadas
Belo Horizonte MG Brasil

share

044

044.01 Profissional

Brascan Century Plaza, projeto de Jorge Königsberger e Gianfranco Vannucchi

044.02 Concurso

Concurso Bairro Novo

Portal Vitruvius

044.03 Concurso

Concurso Público Nacional de Valorização da Paisagem Urbana de Santa Tereza RS

044.04 Profissional

Plano Erechim 100 – Cesar Dorfman Arquitetos Associados

newspaper


© 2000–2019 Vitruvius
All rights reserved

The sources are always responsible for the accuracy of the information provided