Your browser is out-of-date.

In order to have a more interesting navigation, we suggest upgrading your browser, clicking in one of the following links.
All browsers are free and easy to install.

 
  • in vitruvius
    • in magazines
    • in journal
  • \/
  •  

research

magazines

projects ISSN 2595-4245

abstracts

português
Veja o resultado do Concurso Nacional promovido pela Prefeitura Municipal de Londrina e organizado pelo IAB - Instituto dos Arquitetos do Brasil, que premiou os 5 melhores anteprojetos arquitetônicos para o Teatro Municipal de Londrina-PR

how to quote

PORTAL VITRUVIUS. Concurso Público Nacional de Arquitetura para o Teatro Municipal de Londrina - PR. Projetos, São Paulo, ano 07, n. 080.01, Vitruvius, jul. 2007 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/07.080/2824>.


Antecedentes

A realização pela Prefeitura Municipal de Londrina, na qualidade de entidade Promotora, e pelo IAB - Instituto dos Arquitetos do Brasil- na qualidade de entidade Organizadora do Concurso Nacional para a escolha de anteprojeto arquitetônico do Teatro Municipal de Londrina-PR vai ao encontro a um anseio de mais 60 anos de uma cidade que completou 72 anos no dia 10 de dezembro de 2006. As primeiras notícias sobre uma campanha pelo teatro remontam a 1946, conforme Decreto Municipal de 1946, assinado pelo então prefeito Odilon Borges de Carvalho, que dispunha “sobre a isenção de impostos e taxas federais que incidiam sobre o teatro e outras providências”.

Grandes esforços foram desenvolvidos desde então, não só quanto a viabilização do Teatro Municipal de Londrina, como também em consolidar um elenco de atividades culturais complementares e relacionadas ao mesmo.

O programa de necessidades que norteou a elaboração dos anteprojetos apresentados no presente concurso, conforme estabelece o Termo de Referência do Edital foi construído, desde o seu início, em sintonia com o desejo da comunidade artística local e a comunidade em geral. Este desejo foi sempre balizado pela demanda real por um teatro planejado adequadamente e pela importância estratégica que um equipamento urbano desta natureza pode assumir em uma cidade pólo, cuja influência econômica, política e cultural se estende por toda uma região e transpõe as fronteiras do Paraná.

Portanto, a seleção do Projeto Arquitetônico do Teatro Municipal de Londrina através de Concurso Público, além de sua realização exemplar na esteira da legislação pertinente ao exercício profissional dos arquitetos, é uma demanda consolidada da população londrinense.

Registro das atividades

Aos 19 dias do mês de março de 2007 reuniu-se às 9:00 horas da manhã, com vistas a proceder ao julgamento dos trabalhos, a Comissão julgadora do Concurso Público Nacional de Arquitetura para o Teatro Municipal de Londrina, composta pelos seguintes membros:

Arquiteto Fabio Penteado (SP);
Arquiteto Luiz Eduardo Índio da Costa (RJ)
Arquiteto Justo Solsona (Argentina)
Arquiteto Miguel Pereira (SP)
Arquiteta Mirna Cortopassi Lobo (PR)

O objeto deste Concurso Público Nacional de Arquitetura - a se realizar em uma única etapa - foi selecionar o melhor anteprojeto de arquitetura para o Teatro Municipal de Londrina, de acordo com as condições estabelecidas no Regulamento, no Edital, no Termo de Referência e nos respectivos Anexos.

A seleção dos 5 (cinco) anteprojetos classificados, coube á Comissão Julgadora, sendo que caberá ao primeiro colocado, o direito de assinar em comum acordo com a Prefeitura do Município de Londrina - Promotor, o Contrato para o desenvolvimento do Projeto Executivo de Arquitetura, bem como executar a Compatibilização dos Projetos Executivos Complementares, dentro das Normas Técnicas Brasileiras vigentes e demais Legislações incidentes.

A Promotora do Concurso é a Prefeitura do Município de Londrina e a entidade organizadora é o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Paraná, cujas obrigações e responsabilidades constam de contrato assinado entre as duas entidades.

O Coordenador Geral do Concurso foi indicado pela entidade organizadora e referendado pela entidade promotora é o arquiteto Jeferson Dantas Navolar, inscrito no CREA – PR sob número 12.351/D.

O Consultor Geral do Concurso contou com assessoria técnica especifica para as áreas: Jurídica; Racionalização Energética; Conforto; Cenotecnia e Luminotecnia. Estas consultorias técnicas foram disponibilizadas à Comissão julgadora, em caso de necessidade.

Na abertura dos trabalhos, o Coordenador Geral do Concurso, representante do Instituto de Arquitetos do Brasil, Arquiteto Jeferson Dantas Navolar, apresentou as acomodações sigilosas para o desenvolvimento dos trabalhos, situado nas dependências da SERCOMTEL SA- Telecomunicações, na sede do Bairro Cervejaria em Londrina, onde os ante-projetos apresentados de acordo com o Edital do Concurso, devidamente ordenados e identificados por número seqüencial, que garantiram o sigilo quanto à identidade dos concorrentes. Foram disponibilizados os jogos de cópias grampeados dos anteprojetos, destinados ao manuseio da Comissão Julgadora. Foi também disponibilizada pelo Coordenador, a base legal do Concurso, anteriormente enviada aos membros da Comissão Julgadora, em sua forma digital e analógica.

No início da primeira sessão dos trabalhos, no horário e local nomeados anteriormente, a Comissão Julgadora elegeu a Arquiteta Mirna Cortopassi Lobo como Presidente e o Arquiteto Miguel Alves Pereira como Relator dos trabalhos da Comissão.

Foram 105 ( cento e cinco) Trabalhos selecionados pela Coordenação do Concurso, submetidos à análise da Comissão Julgadora.

Decidiu-se sobre a seguinte forma de encaminhamento dos trabalhos e respectivo cronograma de comum acordo entre todos os componentes.

Cronograma de Atividades

Dia 19

  • Análise individual, seqüencial de 50% dos trabalhos
  • Análise individual, seqüencial dos 50% restantes dos trabalhos com votação dos trabalhos
  • Elaboração do Relatório 1 parcial consolidando primeira seleção

Dia 20

  • Análise individual, seqüencial dos trabalhos restantes consolidando a primeira seleção
  • Elaboração do Relatório 2 parcial consolidando a segunda seleção
  • Análise individual dos trabalhos restantes consolidando a terceira seleção
  • Elaboração do Relatório 3 parcial consolidando a terceira seleção

Dia 21

  • Análise individual dos trabalhos restantes consolidando a terceira seleção
  • Elaboração do Relatório 4 parcial consolidando a quarta seleção
  • Análise individual dos trabalhos restantes consolidando a quarta seleção
  • Elaboração do Relatório 5 parcial consolidando a quinta seleção
  • Análise individual dos 13 trabalhos restantes consolidando a quinta seleção
  • Elaboração do Relatório 6 final consolidando a sexta e última seleção
  • Elaboração da ATA dos trabalhos realizados

Todos os Relatórios parciais, assim como o Relatório Final integram a presente Ata na forma de Anexos.

As sessões da Comissão Julgadora foram de Estudo, Análise de Deliberação, tendo sido lavrados relatórios parciais após cada sessão. O Coordenador do Concurso poderá participou eventualmente de parte das sessões, com direito a voz. Todos os relatórios parciais, súmulas ea presente ata final, foram assinadas por todos os 05 (cinco) membros da Comissão Julgadora, presente em sua titalidade em todas as sessões.

Os integrantes da Comissão Julgadora observaram todas as disposições estabelecidas nas Bases do Concurso e no Regulamento, assumindo responsabilidade pelas ações – individuais e coletivas - por eles deliberados, observando os critérios básicos de julgamento, aqui explicitados:

  • criatividade estética;
  • objetividade, clareza;
  • atendimento ao programa;
  • exeqüibilidade;
  • contribuição tecnológica;
  • economicidade.

Acrescentou enfaticamente a estes critérios básicos a questão da inserção do Teatro no contexto urbano, sua integração à cidade de Londrina, na visão de um espaço democrático e integrador das atividades culturais. Considerou também o amadurecimento histórico da cidade com relação ao seu teatro e, conseqüentemente, uma avaliação atual sobre o papel do mesmo, pautado pela 3ª Conferência Municipal de Cultura, debatido pelo Conselho Municipal de Cultura e referendadas em Audiência Pública. Os critérios de julgamento abaixo relacionados foram acrescidos aos critérios básicos propostos no Regulamento do Concurso.

  • inserção no contexto urbano;
  • nível de democratização do espaço;
  • caráter integrador das atividades culturais.

No último dia dos trabalhos esteve presente no ambiente de julgamento, na qualidade de consultor específico em cenotecnia, o Arquiteto José Carlos Serroni.

O resultado do julgamento final dos trabalhos legalmente apresentados contemplou 8 concorrentes classificados. A Comissão Julgadora nesta seleção instituiu 3 menções honrosas além da premiação regulamentar aos trabalhos classificados, que estão representadas em vermelho na Tabela a seguir.

Julgamento - Menções Honrosas

Nº inscrição 13 – Menção Honrosa

Nº inscrição 52 – Menção Honrosa

Nº inscrição 71 – Menção Honrosa

A seguir hierarquizou os 5 trabalhos premiados conforme constante na Tabela a seguir.

Julgamento - Colocações

Inscrição Nº 40 – 1º Colocado

Inscrição Nº 47 – 2º Colocado

Inscrição Nº 81 – 3º Colocado

Inscrição Nº 75 – 4º Colocado

Inscrição Nº 37 – 5º Colocado

Aos trabalhos classificados, deverão ser pagos os prêmios abaixo relacionados, previstos no Regulamento de conformidade com o estabelecido na Ata Final do Concurso, elaborado pela Comissão Julgadora:

1º colocado, R$ 70.000,00 (setenta mil reais);2º colocado, R$ 40.000,00 (quarenta mil reais);3º colocado, R$ 20.000,00 (vinte mil reais);4º colocado, R$ 10.000,00 (dez mil reais) e5º colocado, R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

Premiação

1º Lugar
Trabalho nº 40

Correta ocupação do terreno, ao aproximar o edifício do seu limite norte. Franco acesso de público a uma praça central que distribui os fluxos de circulação aos teatros, bem como ao Black Box e aos setores de serviço. Esse lugar de encontro social foi valorizado pelo júri como uma solução extremamente atraente e propícia ao convivio social. Os méritos da sua correta implantação se refletem na resolução funcional do projeto, a zona central de eventos e apoio cultural (Boulevard Cultural). O Edifício Didático de baixa altura serve como fronteira ao futuro condomínio. Bem resolvida a proposta das águas, que enfatizam os edifícios com seus reflexos e transparências. As salas dos teatros cumprem com as exigências de quantidade de público e volume espacial necessário.

As torres de palco situadas como dois volumes ligados nos extremos do projeto expressam a arquitetura do teatro, gerando duas peças arquitetônicas atraentes e simbólicas, fixam urbanisticamente o lugar e o fazem participar da paisagem com suas formas geométricas claras e contundentes. O tratamento do corpo central, com caixilharia metálica e vidro, é uma proposta arquitetônica sensível, que permite uma escala nãomonumental, deixando para as torres o protagonismo arquitetônico.

O projeto é de construção simples e não exige custos elevados para sua realização. Cumpre com as exigências do programa, sem recorrer a esforços formais desnecessários.

Pelo seu forte apelo formal e pela solução funcional irretocável, o projeto tem todas as condições de se transformar num ícone arquitetônico de Londrina.

2º Lugar
Trabalho Nº 47

O edifício se situa sobre o limite norte do terreno, deixando a área sul para estacionamento e acesso. Sua forte expressão formal gera uma fronteira demasiado fechada com o futuro condomínio vizinho, mas resolve, de maneira interessante e com destreza arquitetônica, a composição formal das duas salas principais, colocadas nos extremos opostos do projeto. Por outro lado, isto complica a circulação de acesso às salas dos teatros, gerando corredores longos, desde o espaço principal de acesso às mesmas.

Compreende-se a intenção do projetista de definir o volume pelo corte, gerando transparências urbanas nos extremos. É interessante a postura sintética à complexidade do tema, como também seu tratamento em concreto. Isto torna mais atraente as fachadas.

A importante rampa de acesso merece maior atenção em suas dimensões, como o volume do Black Box, que pela sua localização, não se integra e não participa do conjunto.

3º Lugar
Trabalho Nº 81

Implantação linear, situado sobre a área norte do terreno, deixando grande parte do mesmo para estacionamento descoberto e tratamento com águas.

O partido, arquitetonicamente correto, complica-se ao analisar os acessos laterais às salas que, recebendo muito público, merecem uma entrada mais nobre aos Foyers e às salas. O grande Foyer lateral, ainda que seja uma peça arquitetônica atraente, não resolve o problema de circulações numerosas.

Às boas ideías arquitetônicas que o projeto apresenta, não corresponde um equivalente conjunto funcional, no que se refere às movimentações do público. A imagem arquitetônica, sintética e forte, expressa o interesse do arquiteto por consolidar uma idéia que perdure, não recorrendo a simples efeitos formais.

4º Lugar
Trabalho Nº 75

Este projeto se situa próximo ao limite leste do terreno e abrindose para oeste. Oferece numa primeira impressão, uma postura criativa, em relação às vistas do lugar. Por outro lado, o volume do edifício deixa confundir sua leitura, ao explicitar seus acessos principais.

O jogo de planos e volumes é interessante, lamentavelmente, não se compreende o acesso ao mezanino do teatro principal. O corte rampado é expressivo, porém, os planos não esclarecem seus verdadeiros usos.

Em geral é um projeto de idéias, fortemente minimalista e interessante, num momento em que a arquitetura tenta escapar a uma formalidade banal.

5º Lugar
Trabalho Nº 37

O projeto se situa linearmente sobre a área sul do terreno.

É um projeto chamativo , interessante em sua forma forte e sintética. Apresenta problemas na circulação de pessoas para as salas; não está bem resolvida a relação entre os Foyers e os acessos às mesmas; carece de dimensão adequada e, além disso, é criticavél o acesso lateral à sala principal.

A arquitetura é impactante e de uma forte expressão formal, elogiável no plano das idéias e das imagens.

Menções Honrosas

Trabalho Nº 52

O projeto se define por uma grande plataforma construída, que cobre grande parte do terreno que dá acesso aos diferentes Foyers dos teatros.

Esta decisão, ainda que tenha a força de tomar todo o terreno, aumenta a área construída, deixando grande parte da superfície para o público como uma zona indefinida.

A arquitetura resultante é interessante. O jogo de volumes está bem definido.

Trabalho Nº 13

Ocupa, com o edifício, o centro do terreno, com um projeto onde as formas quebradas tentam refletir as distintas funções do programa. A formalidade chamativa compõe um conjunto onde volumes e planos resultam em uma situação arquitetônica bem conquistada. Para o júri essa solução estética, aumentou a complexidade das plantas, concentrando excessivamente as funções e dificultando a clara compreensão da proposta arquitetônica.

Trabalho Nº 71

Ocupa área central do terreno, criando um conjunto de edifícios unificados pela peça curva que contém os acessos e os serviços de apoio. Apresenta, em primeiro plano, volume que identifica o teatro, sem assumir a expressão arquitetônica necessária para esse projeto Muito boa a apresentação do projeto e bem resolvida a escala das fachadas.

Recomendações para o Primeiro Lugar

Recomendações da comissão Julgadora

• Estacionamento descobertoO seu posicionamento poderia ser reexaminado, para evitar uma interferência com a leitura do prédio.

• Acesso ao Teatro 2Examinar mais cuidadosamente e eventualmente redimensionar o acesso do Boulevard ao Teatro 2, considerando o fluxo concomitante de 400 a 500 pessoas.

• Circulações no balcão do Teatro 1Repensar as entradas do Balcão, considerando que as mesmas, preferencialmente, não deveriam coincidir com as entradas dos sanitários.

• Desnível nos acessos laterais ao balcão do Teatro 1Existe um desnível obrigatório entre o acesso superior do balcão ( nível 561) e os acessos laterais à parte inferior dos mesmos que necessariamente, deve ser vencido com rampa ou escada.

• BilheteriaExaminar com cuidado, a eventual necessidade de aumentar o número de bilheterias, considerando o grande número de público a ser atendido.

Recomendações do consultor de cenografia e acústica

• Doca de carga e descarga do Teatro 1Reexaminar a sua ligação com o palco, no sentido de fazê-la mais direta e objetiva.

• Mecânica CênicaEm ambos os teatros, será necessário que , tanto o sistema de varas, quanto o de fosso ( quarteladas ) passe a atender a totalidade do palco.

• Cabine de controle do Teatro 1Rever a sua distância e localização no nível da plateia

• Distância da 1ª fila à área de cenaRever esta distância, aproximando os dois.

• Acessos tecnicos às varandas e urdimentosEstuda-los e defini-los mais aprofundadamente

• Luz sôbre a plateiaSe faz necessário acrescentar uma terceira passarela de luz sobre a plateia, para melhor efeito luminitécnico.

• AcústicaRepensar o inconveniente de paralelismo entre as paredes das salas dos teatros.

No momento da entrega da presente Ata, considera-se dissolvida a presente Comissão Julgadora, que aproveitando o ensejo parabeniza a iniciativa da Prefeitura municipal de Londrina pela iniciativa e, particularmente pelo contrato firmado com o IAB- Instituto de arquitetos do Paraná, como lícito organizador do certame.

Londrina, 21 de março de 2007

Arquiteto Fabio Penteado
Arquiteto Luiz Eduardo Índio da Costa
Arquiteto Miguel Pereira
Arquiteta Mirna Cortopossi Lobo
Arquiteto Justo Solsona

source
Organização do concurso
Londrina PR Brasil

comments

080.01 Concurso
abstracts
how to quote

languages

original: português

source
Organização do concurso
Londrina PR Brasil

share

080

newspaper


© 2000–2020 Vitruvius
All rights reserved

The sources are always responsible for the accuracy of the information provided