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Confira o resultado do Concurso "Passagens sob o Eixão" em Brasília DF

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PORTAL VITRUVIUS. Concurso Passagens Sob o Eixão. Projetos, São Paulo, ano 12, n. 138-139.01, Vitruvius, jun. 2012 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/12.138-139/4410>.


No traço inicial do plano piloto de Brasília, Lúcio Costa previu uma cidade que corresponderia à imagem de um novo Brasil, que se industrializava e começava a se sobressair no cenário internacional. Essa nova capital, planejada seguindo aos preceitos de uma cidade Moderna, assumia o carro e a máquina como marcos de um novo tempo, de uma nova lógica urbana e social.

Cinquenta anos após a fundação da nova capital, Brasília aparece como a quarta maior cidade do país, e como todas as outras grandes capitais começa a enfrentar muitos problemas decorrentes de falhas nesse discurso rodoviarista. Com mais de 1,2 milhões de carros circulando em suas ruas e uma média de um carro para cada dois habitantes, surgiram conflitos no convívio entre carros e habitantes, com atropelamentos, morte de pedestres e segurança.

Nosso projeto nesse cenário acredita que as passagens devem ser pensadas como equipamento de infraestrutura urbana, inserindo uma nova lógica onde os diversos meios de locomoção possam coexistir e interagir numa mesma cidade.

Trabalharemos com duas escalas de intervenção, uma urbana e outra local.

Na escala urbana propomos a implantação de uma ciclovia no canteiro central dos eixos ERSW e ERNW, que se conectarão as ciclovias do plano de ciclovias “Pedala Brasília”, bolsões de estacionamento nas extremidades dos eixos, não nas tesourinhas como requer o regulamento, e conexão com a linha metroviária futura. Essa ciclovia terá acessos a todas as passagens existentes. Propomos também que o conjunto das áreas cobertas de todas as dezesseis passagens sob o eixo sejam transformadas em um conjunto de galerias de arte e cultura, as “passagens da Arte”.

Na escala local redesenharemos as áreas descobertas das passagens criando os “pontos de encontro” de Brasília. Implantaremos nessas áreas uma cobertura leve no nível das vias expressas, em conjunto com o desenho de novas paredes de arrimo. Ali implantaremos boxes comerciais com programas como, bicicletários, cafés, bancas de jornal, correios, chaveiros, oficinas de costura, comércio, floricultura e outros. No redesenho das extremidades também haverá boxes comercias e ajustes das paredes de arrimo.

A cobertura será metálica com vãos de 6.00m e balanços de 3.00m, construída com perfis “C”. Seus pilares estarão espaçados a cada 6.00 metros e terá altura de 3,5 metros.  Em alguns trechos a cobertura terá fechamento em vidro cristal 8mm temperado com película UV, em outros aberta permitindo o crescimento de árvores entre as vigas metálicas e uma boa circulação de ar. Sob ela serão implantados os boxes comerciais, que acompanhará sua modulação em tubos metálicos de 100 x 100 que constituirão um conjunto estrutural único. Uma proteção para os dias de verão e uma cobertura para os dias de chuva.

Nas áreas cobertas, passagens da arte, terão a mesma largura na qual abriremos as laterais com taludes para facilitar a circulação de ar e a entrada de luz, tirando a idéia de claustro. Acima dos taludes, junto às autopistas, implantaremos grelhas metálicas que possibilitarão a entrada de luz e de ar.

As etapas do projeto é pensada em etapas para que o funcionamento das passagens e vias expressas não sejam prejudicadas. A primeira etapa, tipo 01, será o novo desenho dos arrimos entre os vazios, abertura das extremidades para a conquista do eixo visual, considerando a drenagem das águas pluviais, a retirada das escadas e implantação das rampas com adequação dos pontos de ônibus.

Logo em seguida ou tipo 02, será a montagem da cobertura metálica, possibilitando a criação da infraestrutura para os programas propostos conforme demanda e necessidade do entorno. O projeto proposto é de fácil montagem, material e modulação, atende a emergência das questões existentes nestas passagens. São privilegiadas pela vida e pontos de encontros criados.

A última etapa ou tipo 03, será a demolição gradual das vias expressas com a instalação da grelha metálica possibilitando a abertura dos taludes laterais e montagem da estrutura de transposição para os carros. Constituirá também a implantação da ciclovia nos canteiros centrais dos eixos rodoviários.

A esperança é que um projeto nesta escala seja implantado como idealizado, não somente nas passagens, nenhuma interrupção, adaptações ou adiamentos, melhorando a qualidade urbana da cidade.

ficha técnica

Local
Brasília DF

Data
2012

Autores do projeto
Carolina Mishima Uehara
Lauro Rocha de Sousa
Silvio Manuel do Nascimento

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138.01 Concurso
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138-139

138.02 Crítica

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