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projects ISSN 2595-4245


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português
Parte do programa de modernização da escolas, o antigo edifício da Escola Básica Marquesa Alorna além de ter sua estrutura física recuperada contou também com a adição de três edifícios novos.

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PORTAL VITRUVIUS. Escola Marquesa de Alorna. Projetos, São Paulo, ano 12, n. 140.03, Vitruvius, ago. 2012 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/12.140/4260>.


A Escola Básica Marquesa de Alorna, projetada pelo arquiteto José Sobral Blanco, é uma das cerca de 50 escolas construídas segundo a tipologia promovida pela Junta das Construções para o Ensino Técnico e Secundário nos anos 50 do Séc. XX. Como muitas outras, esta escola é constituída por dois corpos principais, contendo um deles as áreas letivas e administrativas, o outro o ginásio e o refeitório, articulados entre si pelo átrio principal da escola e pelo recreio coberto. Neste caso, este conjunto constrói um pátio envolvido por uma mata sobre um talude em anfiteatro, resultante da operação de desaterro sobre a encosta para a construção da escola original. A beleza do pátio foi entretanto destruída: o recreio coberto foi fechado, cortando a relação visual entre o pátio e a cidade, e o talude foi em grande parte demolido pela construção de um edifício para estacionamento automóvel pertencente a um Banco.

Fazendo parte do “Programa de Modernização das Escolas” do Parque Escolar, este projeto prevê dois tipos de intervenção:

a) o edifício existente é recuperado: os átrios, os corredores e as escadas, de dimensões generosas e com pavimentos e lambris revestidos a mosaico hidráulico, os paramentos exteriores em reboco pintado, os vãos em madeira pintada e as coberturas em telha plana, são restaurados. As salas recebem elementos novos – um teto suspenso, uma cortina, uma parede – que trazem mais conforto;

b) por outro lado, juntam-se três corpos novos: o corpo existente das aulas culmina, a Poente,  numa Torre que contém os novos laboratórios e salas de desenho, e liga-se, a Sul, ao corpo do ginásio e do refeitório, através de uma Ponte que contém a biblioteca. Debaixo da Ponte, o recreio coberto, pensado como uma sala hipóstila exterior, reconstitui a continuidade visual original entre a entrada e o pátio central da escola e relaciona-se diretamente com a sala de convívio e com o novo corpo dos balneários semi enterrados, como umas termas, sob o campo desportivo. Este campo é protegido por uma estrutura vegetal que reconstituirá em parte o ecrã verde materializado antes pela mata.

Perante uma escola em que a diversidade de espaços e situações foi sendo cada vez mais reduzida ao longo da sua história, uma frase de João dos Santos serviu de estímulo maior para o projeto: “Se não tens uma aldeia, meu filho, tens de ir em busca dela! Um menino não pode viver sem ter a sua aldeia.”

ficha técnica

localização
Lisboa

data do projecto
2007-2008

data da construção
2008-2010

arquitectura
José Neves

colaboradores
Rui Sousa Pinto, André Matos, Bernardo Enes Dias, Filipe Cameira, Hugo Ferreira, Nuno Florêncio, Vitor Quaresma; João Pernão, Maria Capelo (consultores de cor)

arquitectura paisagista
Proap

fundações, estruturas, águas e esgotos
Betar, Joule, Natural Works

fotografia
Laura Castro Caldas e Paulo Cintra; João Dias

cliente
Parque Escolar EPE

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140.03 edifício educacional
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original: português

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