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O “livrão” organizado por Marcelo Ferraz é o primeiro trabalho editorial relevante sobre a obra de Lina Bo Bardi, que hoje, quando se comemora os cem anos da arquiteta, conta com ampla fortuna crítica.

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ROSSETTI, Eduardo Pierrotti. Lina Bo Bardi & eu, um depoimento de outra geração. A arquiteta, os livros, os artigos e os trabalhos acadêmicos. Resenhas Online, São Paulo, ano 14, n. 166.04, Vitruvius, out. 2015 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/resenhasonline/14.166/5780>.


Ninguém sabe que coisa querer.
Ninguém conhece que alma tem,
...................................................
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Fernando Pessoa, Mensagem, 1928

Eu conheci Lina Bo Bardi quando ainda estava no colégio.

Nunca a vi pessoalmente, mas tenho lembranças difusas sobre ela, pois sabia que o Masp era aquele museu que eu já tinha visto na Avenida Paulista. Lembro também de alguma polêmica sobre a pintura de vermelho de sua exótica estrutura; sabia que ela havia projetado o Sesc Pompéia, onde no começo dos anos 1980 houve um festival de punk do qual eu jamais participaria, pois eu ainda brincava de playmobil. Mas de repente, em 1992, depois de seu falecimento, seu nome se tornou constante e familiar.

No jornal havia comentários, fotografias, entrevistas e matérias publicadas na Folha de S.Paulo. Coisas que eu devo ter recortado, mas depois se perderam... Comprei por reembolso postal a revista Caramelo da FAU-USP que tinha um caderno especial sobre ela e que muito ajudou a revelar uma arquitetura e uma arquiteta inimaginável —para usar um termo que lhe é caro.

Como uma massa, Lina Bo Bardi fermentava e crescia, mas ainda era um todo informe. Naquele momento, Lina Bo Bardi não era LBB, nem dona Lina, nem Lina Bo. Ela era uma miragem do profissional que eu achava que queria ser, mas que não conhecia bem. Aqueles desenhos, as aquarelas, as casas, as roupas, os móveis foram definindo um universo heterogêneo e em aberto sobre aquela mulher e sua profissão. Eu não conhecia sua voz, eu não ouvia seu sotaque, nem reconhecia sua grafia. E vale lembrar que em um mundo pré-era digital, estes múltiplos fragmentos precisavam ficar armazenados em algum drive sensível para depois poderem ser recuperados e articulados para formar lembranças, ideias, vontades, entendimentos de mundo e outras conexões.

Eu comecei a juntar as tantas partes de interesse, os desenhos, os espaços e a plasticidade da obra de Lina Bo Bardi aos poucos, especialmente depois de comprar o livro monográfico que havia sido lançado um pouco antes de eu ingressar na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas em 1994. Nisso há um fato curioso, cujo significado somente se revelaria plenamente depois, quando constatei que este livro, o “livrão”, possibilitava — tanto para mim como a qualquer arquiteto ou professor — travar um contato mais direto sobre ela e um domínio mais amplo sobre sua obra, numa circunstância de relativa equivalência. Menos que privilégio, parecia um acaso alvissareiro, pois se tratava de uma onda de publicações voltadas para a área que somente cresceria a partir dos anos 1990.

E de fato, o tal livrão mal entrava na estante. O volume de formato quadrado, com desenho de um jardim vertical contra um fundo meio caqui, levemente acinzentado, grafado Lina Bo Bardi em vermelho permanecia sobre minha mesa, pronto para ser aberto a esmo, ou para ser folheado de trás para frente. Tratava-se de um hábito que estava sendo iniciado: ao comprar qualquer livro eu o deixava exposto, me provocando. E eu pegava aquele livro pouco confortável para ser examinado no sofá, olhava, ía, voltava, fazia anotações em folhas avulsas no afã de compreender mais o sentido daquilo tudo.

Casa de Vidro, São Paulo. Arquiteta Lina Bo Bardi
Foto Nelson Kon

De tanto folhear e olhar eu fui desenvolvendo certos interesses por obras ou soluções. Gostava muito das perspectivas a mão livre e do fato de ela escrever nos desenhos. Mas havia um estranhamento que me fazia ficar indo e vindo entre duas obras: a casa da arquiteta e a casa para Valéria Cirell. Para mim, naqueles anos propedêuticos, havia uma diferença enorme e inexplicável entre as casas. Eu indagava: como é que a mesma pessoa pode projetar coisas tão díspares para a mesma coisa? Não havia lógica entre ambas as casas, mas ao mesmo tempo eu ficava oscilando entre as páginas que traziam essas casas, procurando algum nexo.

A tensão só aumentava, pois eu gostava de coisas nas duas casas. Da casa de vidro gostava da imensa sala aberta sobre as árvores, gostava de móveis antigos junto de móveis modernos. Não gostava dos móveis azuis, exceto da mesa da sala de jantar. Gostava da cozinha comprida e suas bancadas de aço inoxidável, embora achasse que a janela deveria ser mais baixa para ver a paisagem. Gostava da escada de acesso e da estrutura finíssima que suspendia parte da casa. Achava os quartos pequenos e com janelas ínfimas cujo maior prejuízo era desperdiçar uma abertura para o pátio. Estranhava o excesso de quartos para empregados. Estranhava o piso de vidrotil azul e o acúmulo de objetos mais parecia falta de organização do que vontade de colecionar. Da casa da Valéria Cirell eu gostava da varanda e da piscina. Gostava ainda mais da proximidade da piscina com a casa. A lareira solta era um elemento que atraia meu olhar, mas o espaço do mezanino na diagonal da planta quadrada era mais forte. Gosta da opacidade das salas, mas às vezes isso me parecia excessiva clausura. O encaixe do pilar da varanda na base em concreto com embrechamentos não me encantava, mas eu gostava muito das plantas incrustadas nas paredes.

Teatro Oficina, São Paulo. Arquitetos Lina Bo Bardi e Edson Elito
Foto Nelson Kon

E assim segui: olhando, gostando, desgostando, estranhando, indo e vindo na cronologia da vida alheia e nos processos de projeto da trajetória alheia, conhecendo aos poucos a tal Lina Bo Bardi. Em 1996 não foi difícil defender a escolha do “objeto de estudos” para desenvolver o trabalho de Iniciação Científica (1). Isso possibilitou estudar as obras, fazer visitas ao Masp, Sesc, Oficina; visitar o Instituto que funcionava na casinha e fotografar arquitetura com outro olhar. A complexidade de uma arquitetura foi se ampliando, desdobrando-se para além do programa, da estrutura, dos materiais, eu também passei a me interessar pelos colaboradores, pelos clientes numa profusão de nomes e sobrenomes, pelas cidades em que ela projetara...

Daí em diante, “mil coisas”: logo após encerrar a graduação fui morar em Salvador para fazer mestrado na UFBA e toda a lacuna sobre a trajetória de Lina na Bahia foi sendo suplantada com um manancial de informações que trabalhado e incrementado com o referencial teórico pode ser mobilizado para resolver as tensões que a dissertação explorou. Para minha sorte, em Salvador eu conheci outros pesquisadores que estudavam a mesma arquiteta e através de um dialogo franco e colaborativo fizemos incontáveis visitas e passeios, discutíamos as obras, trocávamos textos, repassávamos fofocas e compartilhávamos material (2).

Museu de Arte de São Paulo – MASP. Arquiteta Lina Bo Bardi
Foto Nelson Kon

Naquele início de século 21, nos primórdios do Curriculum Lattes, com internet discada e sendo o Google® uma grande novidade, o universo de pesquisas acadêmicas no campo da arquitetura moderna no Brasil não era tão amplo a ponto de impedir que soubéssemos que havia mais meia dúzia de pesquisadores debruçados sobre Lina Bo Bardi dispersos nos Programas de Pós-graduação. E nós íamos para o Instituto Lina Bo e P.M.Bardi, “o Instituto”, munidos de cadernos e CD’s, conseguíamos obter cópias xerográficas do material e imagens scanneadas para continuar estudando remotamente. Em outro ritmo de produção e difusão de informação o nível de trocas e as redes de sociabilidade acadêmica se amalgamavam e/ou se mantinham nos seminários, com destaque para a atuação do Docomomo Brasil.

Assim, quaisquer objetos de pesquisa da arquitetura moderna podiam ser tratados com relativa tranquilidade, a concorrência era pequena, havia amplos territórios a serem explorados, a questão da originalidade não era preponderante e os limites de um trabalho pouco se aproximavam dos demais. Portanto, Lina Bo Bardi podia ser tomada sob N recortes, diversas estratégias e correlações variadas, diante da possibilidade de efetuar enfrentamentos sobre sua obra que seriam inéditos. Com exceção de Oscar Niemeyer que já havia sido objeto de publicações nos anos 1950, organizadas por Stamo Papadaki, Lina Bo Bardi —assim como tantos outros— não era difundida, divulgada e conhecida para além de certos círculos e certos circuitos, ou além de publicações esporádicas em revistas. E vale lembrar que mesmo Lucio Costa somente teria seu “livrão” publicado em 1995.

O livro Lina Bo Bardi teve coordenação editorial dos arquitetos André Vainer, Marcelo Carvalho Ferraz e Marcelo Suzuki, que colaboraram com a arquiteta desde o projeto do Sesc Pompéia. Além de demarcar a atuação do Instituto Lina Bo e P.M.Bardi, o lançamento do livro foi acompanhado de uma exposição itinerante que, de fato, circulou o mundo. A ampla divulgação do nome de Lina Bo Bardi e de sua obra complexa, difícil de ser classificada semeou interrogações e interjeições. Se antes havia reclusão e afastamento da arquiteta, ou se o campo se configurava mais ou menos refratário a sua personalidade, daquele momento em diante Lina Bo Bardi estaria na berlinda. A partir de 1993, o “livrão” de Lina abria, oficialmente, miríades de caminhos, com diferentes alternativas de assuntos, recortes e estratégias de pesquisas que poderiam se beneficiar de complementações e especulações através do acesso ao material que o Instituto estava organizando.

Desde então, há um processo crescente e sistemático de análises e Lina Bo Bardi vem sendo estudada sob inúmeras perspectivas epistemológicas através de pesquisas de iniciação científica, mestrados, doutorados e de seminários, tanto no Brasil como alhures. Em 2009, durante a organização do seminário 50 anos de Lina Bo Bardi na Encruzilhada da Bahia e do Nordeste tal complexidade ficou patente diante de surpreendente pluralidade de temas, nuances e enfoques (3). Há um expressivo volume de abordagens, recortes e enfoques sobre seus edifícios projetados, sobre suas poucas obras construídas, sobre seus figurinos e cenários para teatro, sobre suas casas, sobre seu interesse por cultura popular, restauração; sobre seus desenhos e sobre seus escritos. Não há dúvidas de que em 2014, ano de seu centenário, num ambiente de movimentação acadêmica tão intensa, Lina Bo Bardi e sua obra estejam plenamente valorizados no campo da arquitetura e da cultura brasileira.

Solar do Unhão, Salvador. Arquiteta Lina Bo Bardi
Foto Nelson Kon

Se por um lado, a enorme produção de pesquisas (4) sobre a obra de Lina Bo Bardi favorece a consolidação de perspectivas mais críticas, levanta indagações novas e traz problematizações sobre os espaços projetados e construídos, por outro lado, há um fenômeno de massificação de sua obra e de sua persona. Neste sentido, vale lembrar o destaque de Lina na Bienal de Veneza em 2010, a publicação do livro Stones Against Diamonds pela Architectural Association de Londres em 2013. Estranhamente, Lina Bo Bardi, tomada como um objeto e/ou assunto recorrente aproxima-se da unanimidade, ou o que é pior: da celebridade. Contudo, Lina Bo Bardi tem lastro e não poderá ser reduzida a mero modismo acadêmico, como um fetiche. Reconheço que não há como definir limites, nem pretendo. Entendo que o personagem encanta; concordo que algumas obras são paradigmáticas — Masp e Sesc e o Solar do Unhão — e sei que não falta material para pesquisar. A dinâmica das pesquisas se constrói diante de questionamentos e se configura mediante certas circunstâncias. Tudo isto deve servir para alertar e pensar sobre os impactos e consequências da supervalorização de sua obra.

Mas até quando Lina estará em voga? E depois que perder o encanto, será afastada da ribalta, será sucateada? Preterida? No processo de pesquisa há meandros e momentos cruciais em que, parafraseando Fernando Pessoa, “ninguém sabe que coisa querer”. Mas não será a idolatria de Lina Bo Bardi que sinalizará os caminhos profícuos diante de tudo que é “incerto e derradeiro” para revelar mais. Se “tudo é disperso, nada é inteiro”, vale indagar qual é o tamanho do risco atual que corremos no afã de cultuar Lina Bo Bardi?

Teatro Oficina, São Paulo. Arquitetos Lina Bo Bardi e Edson Elito
Foto Nelson Kon

notas

1
Este trabalho se desenvolveu na FAU PUC-Campinas ao longo de 18 meses sob a orientação da Professora Vera Luz e tive como colega de pesquisa arquiteta Laura Cyriaco. Além da orientação da Verinha, foram muito importantes as conversas e trocas com a Professora Silvana Rubino.

2
Ana Carolina de Souza Bierrenbach e Luiz Carlos de Laurentiz foram os interlocutores constantes que junto com Mauricio Chagas e outros colegas se tornaram parceiros para explorar os arquivos, os espaços, as obras e alguns segredos de Salvador.

3
Seminário 50 anos de Lina Bo Bardi na Encruzilhada da Bahia e do Nordeste. Salvador, UFBA, 2009 <www.docomomobahia.org/LINA%20BO%20BARDI%2050.htm>. Outro evento importante sobre a arquiteta ocorreu recentemente na mesma escola: Seminário Centenário Lina Bo Bardi – tempos vivos de uma arquitetura. Salvador, UFBA, 2014 <www.ppgau.ufba.br/node/1618>.

4
Hoje já contamos com uma boa fortuna crítica sobre a obra de Lina Bo Bardi, na forma de livros e artigos:

ALMEIDA, Lutero Proscholdt. Dobras Deleuzianas, Desdobramentos de Lina Bo Bardi. Considerações sobre “desejo” e o “papel do arquiteto” no espaço projetado. Arquitextos, São Paulo, ano 13, n. 146.01, Vitruvius, jul. 2012 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/13.146/4422>.

ANELLI, Renato. Lina Bo Bardi em Veneza. Drops, São Paulo, ano 11, n. 036.01, Vitruvius, set. 2010 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/11.036/3555>.

BIERRENBACH, Ana Carolina de Souza. Como um lagarto sobre as pedras ao sol:. As arquiteturas de Lina Bo Bardi e Antoni Gaudí. Arquitextos, São Paulo, ano 04, n. 044.00, Vitruvius, jan. 2003 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/04.044/620>.

BIERRENBACH, Ana Carolina de Souza. El caracol y el lagarto. Abstracción y mímesis en la arquitectura de Lina Bo Bardi. Tese de doutorado. Orientador Antoni Ramon i Graells. Barcelona, ETSAB/UPC, 2006.

BIERRENBACH, Ana Carolina de Souza. Entre textos y contextos, la arquitectura de Lina Bo Bardi. Arquitextos, São Paulo, año 10, n. 119.06, Vitruvius, abr. 2010 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/10.119/3354>.

BIERRENBACH, Ana Carolina de Souza. Os restauros de Lina Bo Bardi e as interpretações da história. Dissertação de mestrado. Orientador Pasqualino Romano Magnavita. Salvador, PPG-AU FAUFBA, 2001.

CABRAL, Maria Cristina Nascentes. O racionalismo arquitetônico de Lina Bo Bardi. 1996. Dissertação de mestrado. Orientador Antonio Edmilson Martins Rodrigues. Rio de Janeiro, Departamento de História / PUC-Rio, 1996.

CAMPELLO, Maria de Fátima de Mello Barreto. Lina Bo Bardi: as moradas da alma. Dissertação de mestrado. Orientador Carlos Alberto Ferreira Martins. São Carlos, EESC USP, 1997.

CANAS, Adriano Tomitão. Masp – museu laboratório. Museu e cidade em Pietro Maria Bardi. Arquitextos, São Paulo, ano 13, n. 150.04, Vitruvius, nov. 2012 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/13.150/4450>.

CANAS, Adriano Tomitão. Masp: museu laboratório. Projeto de museu para a cidade: 1947-1957. Tese de doutorado. Orientadora Fernanda Fernandes da Silva. São Paulo, FAU USP, 2010.

CHAGAS, Maurício de Almeida. Modernismo e tradição: Lina Bo Bardi na Bahia. Dissertação de mestrado. Orientador Antonio Heliodório Lima Sampaio. Salvador, FAUFBA, 2002.

CHAGAS, Maurício de Almeida. Salvador, 1958-1967. O Edifício Urpia, o Teatro Castro Alves e Lina Bo Bardi. Arquitextos, São Paulo, ano 09, n. 100.01, Vitruvius, set. 2008 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/09.100/108>.

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VAINER, André; FERRAZ, Marcelo Carvalho; SUZUKI, Marcelo (org). Lina Bo Bardi. São Paulo, Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi, 1993.

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FERRAZ, Marcelo Carvalho; LATORRACA, Giancarlo (Orgs.). Casa de vidro . São Paulo; Lisboa, Blau, Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, 1999.

FERRAZ, Marcelo Carvalho; LATORRACA, Giancarlo (Orgs.). Igreja Espírito Santo do Cerrado . São Paulo; Lisboa, Blau, Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, 1999.

FERRAZ, Marcelo Carvalho; LATORRACA, Giancarlo (Orgs.). Teatro oficina. São Paulo; Lisboa, Blau, Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, 1999.

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sobre o autor

Eduardo Pierrotti Rossetti é arquiteto, professor e pesquisador da FAU-UnB.

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resenha dos livros

Lina Bo Bardi

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Lina Bo Bardi

Marcelo Carvalho Ferraz (Org.)

2018

Lina Bo Bardi

Lina Bo Bardi

André Vainer, Marcelo Carvalho Ferraz and Marcelo Suzuki (Orgs.)

1996

166.04
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166

166.01

Correspondência e poesia

As cartas de Cabral para Bandeira e Drummond

Eliane Lordello

166.02

Um estranho no condomínio

Apontamentos acerca de O som ao redor, de Kléber Mendonça Filho

Caio Sens

166.03 exposição

Jardim de Memórias – Parque do Flamengo 50 anos

Exposição comemorativa dos 50 anos do Parque do Flamengo

Margareth da Silva Pereira

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