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reviews online ISSN 2175-6694


abstracts

português
A autora resenha o livro A Forma Indelével, originário de tese de doutorado de Flávia Ribeiro Botechia sobre a Avenida Maruípe, em Vitória – ES. Na resenha, destaca a pertinência do estudo e o prazer da sua leitura.

english
The author reviews the book A Forma Indelével, originary from the Flavia Ribeiro Botechia’s PHD thesis about the Maruípe Avenue, in Vitória – ES. On the review, the author stresses the pertinence of the research and the pleasure of its reading.

how to quote

LORDELLO, Eliane. Um veio rubro cortando uma paisagem rosa. A forma indelével. Resenhas Online, São Paulo, ano 18, n. 210.04, Vitruvius, jun. 2019 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/resenhasonline/18.210/7387>.


Num plano rosa claro (muito afetivo) corre um veio rubro. Este veio tem um nome: A forma indelével. Eu diria a Rua Indelével. O projeto gráfico deste livro de Flávia Botechia antecipa o quão afetuoso é o seu trabalho, o seu olhar para este veio rubro – a Avenida Maruípe, imerso na paisagem rosa, que, por licença poética, eu digo que é a cidade de Vitória.

Assim o vi, assim o li, pois, desde a capa, este livro antecipa a conclusão da atilada pesquisa da autora capixaba que já dedicou outros estudos à cidade de Vitória, Espírito Santo. Desta vez, Flávia nos apresenta as conclusões de sua tese de doutorado na forma de livro, o que também poderia ter acontecido com seu trabalho de graduação e sua dissertação de mestrado – queremos mais!

A pesquisa de sua tese (1), aprendemos no livro, é movida por uma questão crucial: de que tempo é esse lugar? O que me levou a questionar: no decurso dos tempos, qual é o componente urbano que mais persiste na memória da gente que ocupa, usa, expressa e vive o lugar? Para responder às perguntas que este seu trabalho acadêmico suscita, Flávia se fundamentou, com muita propriedade, nos campos de estudos da morfologia urbana e da memória.

Avenida Maruípe, na altura do Horto de Maruípe, Vitória ES
Foto Eliane Lordello, fev. 2019

Permito-me, aqui escrevendo como mera leitora, não enveredar por uma abordagem desses campos e da fundamentação teórica como um todo. Fazê-lo, nesta resenha, me pareceu desnecessário. Isso, não apenas pela já reconhecida proficuidade dos estudos morfológicos e de memória, mas também porque a apresentação do livro, pela professora Eneida Maria Souza Mendonça, e o prefácio, pela professora Maria Isabel Villac já o fazem, com grande propriedade.

Avenida Maruípe e a Pedra dos Olhos, Vitória ES
Foto Eliane Lordello, fev. 2019

Assim, prefiro fazer uma abordagem contemplativa, pois foi como leitora, mais do que de qualquer outro modo, que o livro me interessou a ponto de querer resenhá-lo. Devo dizer que sou uma leitora que acima de tudo crê na literatura como lugar de memória. Assim acreditando, sigo aqui uma trilha aberta justamente pelo prefácio, que ressalta um termo muito caro à literatura: interpretação. Eis o termo que a autora do prefácio evidencia, para destacar o estudo de Flávia em sua pesquisa.

Avenida Maruípe, chegando ao bairro de Fradinhos, Vitória ES
Foto Eliane Lordello, fev. 2019

Ora, interpretar é um é um movimento de idas e vindas, assim aprendemos desde que nos ensinam os princípios da comunicação, com os clássicos termos emissor, mensagem, receptor. O fato é que Flávia realiza esse movimento com muita destreza, interpretando formas e permanências.

Avenida Maruípe, no trevo de Fradinhos, Vitória ES
Foto Eliane Lordello, fev. 2019

Com maestria, ela perquire o que fica, seja de entradas, de caminhos, de entornos, e, nesse movimento, sucedem-se desenhos, mapas conjecturais, fotografias várias, configurando, com o seu processo, uma iconografia – o que o projeto gráfico do livro realça e valoriza. Esse movimento interpretativo tece malhas, forma memórias, e nos leva, de mãos dadas, a usufruir a forma indelével.

Por fim, devo terminar declarando aqui que escrever esta resenha foi o meu modo de lhe convidar a conhecer A forma indelével.

Mapa com os trechos do eixo Maruípe
Imagem realizada pela autora a partir de fontes diversas

nota

1
Texto base do livro: BOTECHIA, Flávia Ribeiro. A forma indelével: estudos morfológicos sobre a persistência elementar em Maruípe. Tese de doutorado. Oorientadora Maria Isabel Villac. São Paulo, FAU Mackenzie, 2017.

sobre a autora

Eliane Lordello, arquiteta e urbanista (UFES, 1991), mestre em arquitetura (UFRJ, 2003), doutora em desenvolvimento urbano na área de conservação integrada (UFPE, 2008), é arquiteta e urbanista da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo, atuando na Gerência de Memória e Patrimônio.

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resenha do livro

A forma indelével

A forma indelével

Um estudo sobre a persistência morfológica em Maruípe

Flávia Botechia

2018

210.04 livro
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original: português

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210

210.01 exposição

O que os olhos alcançam

Exposição do fotógrafo Cristiano Mascaro

Rubens Fernandes Junior

210.02 exposição

Alfredo Volpi e Bruno Giorgi

Pequena cronologia

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210.03 teatro

Da roda viva

Quando arte e vida são a mesma coisa

Abilio Guerra

210.05 livro

Os textos da Rosa

E o lápis, papel e tinta de Virgínia Artigas

Paulo Markun

210.06 filme

As próteses afetivas de Almodóvar

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A fala intimista de Petra Costa

Sobre o estranho-familiar que nos ronda e nos aterroriza

José Lira

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