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Caio de Souza Ferreira fala sobre a construção do edifício Sant'Anna e seu papel como introdutor da verticalização na cidade de Campinas, em meados da década de 1930


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FERREIRA, Caio de Souza. O Edifício Sant’Anna e a Gênese da Verticalização em Campinas. Arquitextos, São Paulo, ano 07, n. 078.03, Vitruvius, nov. 2006 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/07.078/296>.

“Registrou-se neste exercício a construção pelo eng. Lix da Cunha do primeiro ‘arranha-ceo’ da cidade, edifício em concreto armado com oito pavimentos.” (2)

O primeiro

Edifícios são vivos. Podem ser inanimados, mas têm vida! Esta antítese, entretanto, pode ser melhor compreendida se aceitarmos que o conjunto de objetos e ações são indissociáveis na construção do espaço (3). Campinas tem, entre outros tantos, um edifício bastante especial – o edifício Sant’Anna. Primeiro “arranha-céu” da cidade, este edifício com sete pavimentos mais ático, inaugurou, em 1935, o processo de verticalização campineiro.

É a partir deste peculiar prédio vertical, registro ainda resistente da história, que se propõe uma reflexão acerca do momento sócio-cultural e urbanístico presente à época da sua construção, bem como sobre o processo de transformação na morfologia urbana advinda do processo de verticalização que ele inaugura.

O Arranha-céu e o Art Déco

Campinas inicia sua verticalização Art Déco. O edifício Sant’Anna se enquadra nesse estilo por diversas características arquitetônicas que serão apreciadas à frente. Neste momento, porém, cabe um olhar geral ao fenômeno no mundo e no Brasil. Segundo Almada e Conde (4) o Art Déco, originado na Europa a partir dos anos 20, e, posteriormenteexpandido para as Américas do Norte e do Sul, foi um conjunto de manifestações artísticas dotadas de coesão estilística. Seu lançamento público aconteceu na Exposition a’Art Decoratife no ano de 1925 em Paris, apesar de haver registros de manifestações isoladas anteriores a esta data. Ainda que de maneira simplificada, podemos periodizar o Art Déco da seguinte forma: até 1925, a formação e manifestações embrionárias; entre 1925 e 1930, o lançamento ao público seguido da sua difusão internacional; de 1930 a 1940, o período de consolidação e apogeu; e finalmente após 1940 as manifestações tardias. É preciso ressaltar que Art Déco não pode ser definido como movimento, ao contrário do Movimento Moderno, pois não possui uma doutrina teórica unificadora, delineada em associações, manifestos e publicações, ordenadora da produção baseada em conceitos e paradigmas bem definidos. O Art Déco é, basicamente pragmático. Da mesma forma, sua abrangência foi limitada, apesar de sua difusão internacional, tendo convivido em sincronia com outras correntes artísticas.  Enquanto o Movimento Moderno, em toda sua variação, almejava ser um movimento cultural global que atingia aspectos sociais, econômicos, tecnológicos e “também” artísticos, o Art Déco se definia unicamente como Arte. O Movimento Moderno era contrário e mesmo hostil à idéia de decoração, ao passo que o Art Déco se definia como tal. No entanto, em alguns aspectos, o Movimento Moderno e o Art Déco convergiam. Exemplo disso são as autodefinições de ambos como estilo Internacional, contrários a numerosas correntes artísticas da época, que se autodenominavam “autenticamente nacionais”; outra convergência se dá no caráter de estilo industrial, ao qual estão associados à sociedade industrial nascente e suas conseqüências tecnológicas. O estilo Art Déco postulava-se cosmopolita e, sobretudo, estava ligado à idéia de Moderno, tendo associado à construção da sua imagem, tudo que se definia à época como tal: automóveis, aviões, cinema, rádio, moda e principalmente os arranha-céus. As expressões mais significativas deste estilo localizam-se nos campos da arquitetura, do urbanismo, do design, da cenografia (cinema), das artes gráficas, da publicidade e da moda. Especialmente no campo da arquitetura, decorrente da imensa variedade de influências, resultaram três linhas principais de desenvolvimento do estilo: a mais geometrizada e próxima do racionalismo modernista conhecida como escalonada ou ziguezague; a de influência francesa e ênfase decorativa; e uma terceira, sinuosa e aerodinâmica, inspirada no Expressionismo e denominada streamline. A maior parte da produção brasileira situa-se na primeira e na terceira tendência.

No Brasil, os entendimentos em relação ao Ecletismo, contudo, dividem-se em duas acepções: o período de convivência simultânea ou de sucessão de estilos arquitetônicos concorrentes entre si; e o ecletismo historicista, que numa atitude intencional mescla, em uma mesma obra, influências diferenciadas. Neste sentido, o Art Déco no Brasil, pode ser entendido como uma das derradeiras manifestações do ecletismo tal como uma das primeiras expressões do Modernismo. Este caráter ambíguo do Art Déco fomentou a definição do estilo por muitos, com “tardoecletismo” ou “protomodernismo”.

O contexto urbanístico campineiro para a gênese da verticalização

Nos anos trinta, década da construção do Sant’Anna, conforme descreve Badaró (5), com o despontar da indústria em Campinas, uma nova dinâmica se implantava no solo urbano e, sobre a estrutura fundiária primitiva atuavam novos agentes. As indústrias procuravam terrenos maiores e mais baratos na periferia. O setor terciário ligado a elas, preferia as áreas centrais da cidade, adensando-as e contribuindo para a sua valorização. As novas habitações tendiam a se afastar do centro, ocupando a periferia, seja através da constituição dos bairros operários próximos às indústrias, ou nos “jardins” destinados aos segmentos de maior poder aquisitivo. O parcelamento do solo, que anteriormente ficava a cargo do poder municipal, se tornara um rentável empreendimento, subvertendo a ordenação do solo ao sujeitar-se aos interesses do capital e conduzido ao sabor da lucratividade das empresas de loteamento. A área rural era tomada aceleradamente pelo urbano que se aproveitava da antiga trama de estradas que se irradiavam a partir da cidade. Tal crescimento assumia configuração de “mancha de óleo”, expandindo-se sucessivamente em etapas concêntricas. Uma nova estrutura radio-concêntrica anelar, espontaneamente se instalava, com o antigo centro urbano assumindo características terciárias, com enorme poder polarizador sobre a periferia residencial e industrial, com a qual passou a conectar-se através das mesmas vias radiais, antigas saídas da cidade. A fase da especulação imobiliária inicialmente mostrou a sua face ao imprimir crescimento desmesurado à cidade, espalhando a urbanização e onerando a municipalidade com obras de infra-estrutura. (figura 01)

A verticalização, nesta época, se mostrava como contraponto benéfico a ser estimulado. É nesse panorama que Campinas em 1934, contrata o urbanista Prestes Maia para a realização de um plano de urbanismo, o “Plano de Melhoramentos Urbanos”. É neste contexto urbanístico que a cidade começa a construir seus primeiros edifícios verticais.

Verticalização e Metropolização

Campinas não havia observado tão drástica transformação na sua morfologia urbana até o momento em que seus edifícios romperam a horizontalidade do tecido urbano pré-industrial e ganharam altura num processo denominado Verticalização. O termo verticalização é descrito no dicionário como “ato ou efeito de verticalizar – dar posição vertical a” (6). Usualmente, este termo está relacionado com a expansão em altura da área edificada, ou construção de edifícios com muitos pavimentos. Somekh a define como “o resultado da multiplicação do solo urbano” (7). Souza, por sua vez, completa esta definição, ressaltando o fato, de que ainda como hipótese, pode-se definir a verticalização como “a resultante, no espaço produzido, de uma estratégia entre múltiplas formas do capital – fundiário, produtivo, imobiliário e financeiro, que cria o espaço urbano” (8).

Historicamente, o processo de verticalização teve sua gênese nos Estados Unidos e sua origem tem relação com as condições particulares de formação das cidades americanas, e do próprio estágio de desenvolvimento capitalista, cujos fatores, estão ligados à grande concentração urbana, ao incremento da divisão do trabalho, ao preço da terra elevado, às áreas funcionalmente especializadas e ao liberalismo da legislação (9). Os edifícios construídos neste processo foram denominados “arranha-céus”, numa clara alusão à metáfora. No Brasil, mais precisamente na cidade de São Paulo, o primeiro edifício de “cimento armado”, foi construído, de acordo com Souza (10), em 1907/1908 e situava-se na Rua Direita, esquina com a rua São Bento. Já o primeiro edifício da cidade, de estrutura de concreto armado, foi construído pelo engenheiro Samuel das Neves, conforme relato de seu filho, o arquiteto Christiano Stockler das Neves, situa-se na rua Líbero Badaró e data de 1916 (11).

A origem da verticalização esteve ligada aos centros terciários americanos, enquanto na Europa, mas especificamente no exemplo de Paris, foi observado que o crescimento vertical efetivo só se realizou nas décadas de 50 e 60, do século XX e ainda assim, bastante delimitado a áreas restritas da cidade. Ao mesmo tempo em que um novo centro de negócios é implantado na “Defénse”, a verticalização residencial fica limitada a algumas áreas como “Front de Seine” e o “13_eme arrondissement”. Até esta época a volumetria da cidade era definida por uma legislação extremamente rígida (12).

As questões relativas aos fatores que induziram o aparecimento e difusão do processo de multiplicação do solo urbano, numa estratégia de interesse comum de diferentes formas de capitais, com a construção em altura, ficam latentes. A verticalização foi uma genuína inovação na cidade. Visando atender às novas necessidades de divisão do trabalho e concentração das atividades, os primeiros arranha-céus eram edifícios comerciais, no entanto, é no campo da produção da habitação que se concentram as hipóteses a respeito do surgimento, assim como da própria existência da verticalização no Brasil. O campo da construção civil, inserido no modo de produção capitalista, segue as mesmas condições inerentes à produção de qualquer mercadoria (13). É importante, portanto, reconhecer as características específicas da cidade capitalista, que a torna tão diferente das cidades antigas, como das medievais, ou das cidades pré-revolução industrial (14). Na abordagem do espaço produzido em cidades capitalistas, é imperativo considerar que a categoria de formação econômica e social seja adotada, pois “o espaço é social, produto da sociedade no tempo. O espaço é história” (15). Neste sentido, a reflexão simplista acerca do uso da energia elétrica, do elevador, e das grandes estruturas de aço (e concreto no Brasil), como fatores determinantes do crescimento vertical, não tem fundamento. Apesar destes fatores, sem dúvida, terem viabilizado a verticalização, deve-se levar em conta que “o desenvolvimento da tecnologia está subordinado ao desenvolvimento do capital” (16), sendo, portanto, importante destacar na definição da verticalização do espaço urbano brasileiro os seguintes aspectos:

1. “é um processo inusitado por seu ritmo e amplitude;

2. é um processo que se passa num país novo e dominado;

3. é um fenômeno sui-generis, pois a verticalização no mundo sempre esteve vinculada mais aos serviços do que à habitação”. (17)

Um dos aspectos a serem considerados na compreensão da apropriação do espaço urbano é a relação entre a verticalização e a metropolização. O processo de urbanização brasileiro, no que diz respeito à sua natureza, ritmo e amplitude, se desenvolve através de um nítido processo de concentração da população que se urbaniza aceleradamente, em poucos centros e a metropolização é a identidade deste processo, que se reveste de significado especial na divisão internacional do trabalho (18). “No Brasil, a metropolização expressa a rapidez com que se urbaniza o espaço nacional. É paradoxal verificar como uma economia subdesenvolvida suporta esse papel que, inegavelmente, lhe é atribuído pela divisão internacional do trabalho, quanto à própria realização do capital internacional, sendo a metrópole, no entanto, essencialmente o lugar da pobreza” (19). A verticalização, neste contexto, é apontada como identidade do processo de metropolização brasileiro, cuja dinâmica da produção de espaços verticalizados explica-se pela hipótese da “existência de uma relação entre o capital imobiliário, o capital financeiro, o capital fundiário e o capital produtivo, que no processo de verticalização realizam, num espaço/tempo limitado, uma estratégia de interesse mútuo”(20). É necessário considerar, no entanto, que a configuração de uma cidade não é somente produto de sua economia. Fatores políticos e culturais, como a disseminação internacional de modelos ideológicos, que impõe o progresso e a modernidade aos detentores do poder, devem ser também considerados. (21) De acordo com Badaró (22), a ânsia de modernidade na cidade de Campinas tornou-a uma presa fácil aos interesses do capital que interferiram tanto na sua legislação, quanto na ação da administração pública municipal. Estes interesses “mascarados” pela idéia de progresso e bem estar coletivo eram aceitos pela população em geral, que estava fascinada e orgulhosa de seus majestosos arranha-céus que demonstravam “o crescimento da cidade”.

O edifício Sant’Anna

No ano de 1935, mais precisamente no dia 19 de agosto, foi dada entrada à solicitação para a aprovação do edifício Sant’Anna (figura 02). O alvará de construção do prédio data de 12 de setembro e, seu Habite-se, foi lavrado com data de 7 de julho de 1936, após a conclusão das obras. Situado na esquina da rua Barão de Jaguara com a rua Cezar Bierrembach, o projeto e a obra são de autoria do escritório Gouveia & Cunha, sociedade entre o engenheiro-arquiteto Lix da Cunha e o engenheiro Antônio Dias de Gouveia. Não é de conhecimento público, no entanto, que já na construção deste edifício, houve disputa entre profissionais da cidade para a realização deste empreendimento. O escritório H. N. Segurado Engenheiro Civil, do engenheiro Hoche Neger Segurado, desenhou um anteprojeto para o edifício Sant’Anna, já com essa denominação e situado na mesma esquina. Antes disso ainda, no ano de 1929, este escritório desenvolveu um projeto que remodelava toda a face da quadra da rua César Bierrembach, entre as ruas Barão de Jaguara e Dr. Quirino. O Palacete Souza Queiroz (figuras 03 / 04 / 05), denominação dada ao projeto, tinha uso misto, com térreo comercial mais dois andares de salas comerciais e já utilizava o elevador para a circulação vertical.

Conforme relato do engenheiro Rubens Segurado, filho do engenheiro Hoche Neger Segurado e herdeiro do escritório até hoje, o projeto era fruto de entendimentos do pai com os proprietários dos lotes, todos pertencentes à mesma família. O empreendimento, no entanto, considerado demasiado grande para a realidade econômica da época, foi reduzido a partir da discordância entre os proprietários. O novo projeto que foi efetivamente construído correspondia a uma fase inicial formada por parte do pavimento térreo, com a previsão de ampliação futura que completaria a proposta (figura 06).

A H. N. Segurado, posteriormente ao projeto do palacete, realizou um anteprojeto para a construção do edifício Sant’Anna, que destinava todo o primeiro pavimento à Sede da Associação dos Engenheiros de Campinas (figuras 07 / 08 / 09). Este projeto, porém, propunha a verticalização com cinco pavimentos de toda a face da quadra voltada para a rua Cezar Bierrembach até a rua Dr. Quirino, em contraponto ao edifício Sant’Anna, que foi efetivamente construído por Gouveia & Cunha, que verticaliza somente a esquina, porém com sete andares.

O repertório arquitetônico de estilo Art Déco empregado neste estudo já antecipava as linhas do edifício da A.C.I.C. (Associação Comercial de Campinas), alçado em 1940, atrás do Palácio da Justiça, pelo engenheiro H. N. Segurado, sendo um dos primeiros e mais belos edifícios verticais de Campinas (figura 10). Suas formas guardam semelhança com o icônico edifício A Noite, primeiro “verdadeiro” Arranha-céu do Rio de Janeiro, construído com 22 pavimentos, em 1928.

O prédio Sant’Anna, na época de propriedade do Sr. Severiano Amaral Campos, em sua versão final projetada pelo engenheiro-arquiteto Lix da Cunha, em parceria com Antônio Gouveia, incorporou a primeira fase do projeto do Palacete Souza de Queiroz ampliando ainda um segundo pavimento. Nota-se que, apesar da circulação vertical ter sido compartilhada com a torre, a linguagem usada na resolução da elevação para a rua César Bierrenbach, procurou tratar a ampliação do segundo pavimento sobre o existente, como um projeto independente. A solução empregada na fachada deste pavimento, sobre a primeira fase do Palacete Souza de Queiroz, é a mesma empregada no anteprojeto da H. N. Segurado, comprovando que a versão final do empreendimento foi uma conjugação dos projetos dos dois escritórios, apesar da aprovação ter sido realizada pelo escritório Gouveia & Cunha (figura 11).

Na divisão resultante deste trabalho, o engenheiro-arquiteto Lix da Cunha edificou a torre de sete andares, enquanto o engenheiro Hoche Neger Segurado ampliou o andar de salas comerciais sobre a parte do seu projeto, que havia sido anteriormente realizada (figura 12).

A torre edificada na esquina se caracteriza pela linguagem Art Déco, da mesma forma que a do estudo da H. N. Segurado que o precedeu, porém, com características estilísticas diferentes. O partido do projeto da Gouveia & Cunha é mais volumétrico, com sacadas geometrizadas e semi-embutidas em relação aos volumes destacados do corpo principal do edifício. Nota-se o predomínio de cheios em detrimento de vazios, em uma forma mais despojada de detalhes e frisos verticais, em comparação ao estudo do seu concorrente. No projeto construído o desenho das sacadas possui superfícies curvas, referenciando características de “aerodinamismo” recorrentes no vocabulário Art Déco.

Seu térreo valoriza o acesso, com portas dotadas de bandeiras e barrados em mármore. A composição arquitetônica tem matriz clássica, no sentido da estrutura simétrica de organização da sua forma. O eixo de simetria do edifício foi disposto de modo a valorizar a esquina, e sua fachada não apresenta uma divisão tripartida em base, corpo e coroamento. Sua estrutura é de concreto armado e suas janelas são do tipo ”Copacabana” (persianas de enrolar / basculantes), caixilhos comumente usadas na linguagem Art Déco (figuras 13 / 14).

Projetado primeiramente como um edifício de escritórios, com lojas no térreo e salas comerciais nos demais andares, o edifício Sant’Anna sobrevive hoje, sendo utilizado como hotel. Ainda que, se comparado a outros “arranha-céus”, o Sant’Anna (figuras 14 / 15) tenha uma escala acanhada com seus singelos sete andares mais o ático, seu valor está no registro histórico do exato momento de ruptura na morfologia urbana pré-industrial; ”numa época em que, São Paulo não podia parar e Campinas, orgulhosa, comemorava seus primeiros congestionamentos de tráfego. Os antigos casarões do período colonial eram pois festivamente substituídos por modernos arranha-céus” (23).

notas

1
Artigo preparado para a Oficina “Verticalização das cidades brasileiras”, evento realizado na Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, durante os dias 08 e 09 de dezembro de 2006, e promovido pelo Grupo de Pesquisa “O desenho da cidade e a verticalização: São Paulo de 1940 a 1957” e formado pelos professores doutores Nadia Somekh (coordenadora), Abílio Guerra, Antonio Cláudio Pinto da Fonseca e Mario Arturo Figueroa Rosales, e pelos pesquisadores Juliana Di Cesare Margini Marques (mestre), Tais Okano (mestranda), Eliana Barbosa (arquiteta), Elida Zuffo (arquiteta), Aline Simões (graduanda), Daniel Horigoshi Maeda (graduando) e Maria Beatriz Sartor (graduanda). O Grupo de Pesquisa conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP e o evento contou com apoio do Portal Vitruvius. A série de artigos publicados em Arquitextos é a seguinte:

  • COMAS, Carlos Eduardo Dias. Questões de base e situação: arquitetura moderna e edifícios de escritórios, Rio de Janeiro, 1936-45. Arquitextos, nº 078. São Paulo, Portal Vitruvius, nov. 2006 <www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq078/arq078_00.asp>.
  • CASTROVIEJO RIBEIRO, Alessandro José; DEL NEGRO, Paulo Sergio Bárbaro. Oswaldo Bratke e a “cidade nova”: o texto e o contexto. Arquitextos, nº 078.1. São Paulo, Portal Vitruvius, nov. 2006 <www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq078/arq078_01.asp>.
  • CARDEMAN, David; CARDEMAN, Rogerio Goldfeld. O Rio de Janeiro nas alturas: a verticalização da cidade. Arquitextos, nº 078.2. São Paulo, Portal Vitruvius, nov. 2006 <www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq078/arq078_02.asp>.
  • FERREIRA, Caio de Souza. O Edifício Sant’Anna e a Gênese da Verticalização em Campinas. Arquitextos, nº 078.3. São Paulo, Portal Vitruvius, nov. 2006 <www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq078/arq078_03.asp>.
  • NOBRE, Cássia C. Conjunto residencial "Predinhos da Hípica”. Arquitextos, nº 080, Texto Especial 398. São Paulo, Portal Vitruvius, jan. 2007
    <www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp398.asp>.
  • SILVA, Luís Octávio da. A constituição das bases para a verticalização na cidade de São Paulo. Arquitextos, nº 080, Texto Especial 399. São Paulo, Portal Vitruvius, jan. 2007
    <www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp399.asp>.
  • TÖWS, Ricardo Luiz; MENDES, Cesar Miranda. Verticalização x legislação na Avenida Brasil em Maringá-Pr no período de 1960-2004: algumas considerações. Arquitextos, nº 083, Texto Especial 410. São Paulo, Portal Vitruvius, abr. 2007 <www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp410.asp>.


2

“Relatório dos trabalhos realizados pela Prefeitura Municipal de Campinas durante o exercício de 1936”. Anexo nº 2 – Diretoria de Obras e Viação, p.53. Campinas: Linotypia da Casa Genoud, 1939.

3
SANTOS, Milton “Por Uma Outra Globalização” Rio de Janeiro: Record, 2002.

4
ALMADA, Mauro e CONDE, Luiz Paulo Fernandez in CZAJKOWSKI, Jorge.”Guia da arquitetura Art Déco no Rio de Janeiro”. Rio de Janeiro: Casa da Palavra: Prefeitura do Rio de Janeiro, 2000.

5
BADARÓ, Ricardo de Souza Campos. ”Campinas, O Despontar da Modernidade”. Campinas: Área de Publicações do Centro de Memória – Unicamp, 1996.

6
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, 1910-1989. Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da língua portuguesa/ Aurélio Buarque de Holanda Ferreira – 3. Ed. totalmente revisada e ampliada.- Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

7
SOMEKH, Nadia, “A (Des)verticalização de São Paulo”. Dissertação de mestrado apresentada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Universidade de São Paulo, 1987, p.8.

8
SOUZA, Maria Adélia Aparecida de Souza, “A Identidade da Metrópole: a verticalização de São Paulo” São Paulo: Hucitec, Edusp, 1994.

9
SOMEKH, Nadia, Op cit, 1987.

10
SOUZA, Maria Adélia Aparecida, Op cit, 1994.

11
LEMOS, Carlos Alberto Ciqueira. “Cozinhas, ETC”. São Paulo: Editora Perspectiva, 1976.

12
SOMEKH, Nadia, idem, 1987.

13
SOMEKH, Nadia, idem ibidem, 1987.

14
SOUZA in SOUZA, Maria Adélia Aparecida e SANTOS, Milton. “A construção do espaço”. São Paulo: Nobel, Coleção Espaços, 1986.

15
SANTOS, Milton apud SOUZA, Maria Adélia Aparecida e SANTOS, Milton, Op cit, 1986.

16
SOMEKH, Nadia, ibidem, 1987, p.39.

17
SOUZA, Maria Adélia Aparecida, idem, 1994, pp.134,135.

18
SOUZA, Maria Adélia Aparecida, idem ibidem, 1994.

19
SOUZA, Maria Adélia Aparecida, ibidem, 1994.

20
SOUZA, Maria Adélia Aparecida, ibidem, 1994. p.27.

21
SANTOS, Milton “Urbanização Brasileira”.São Paulo: Hucitec, 1993.

22
BADARÓ, Ricardo de Souza Campos. Op cit, 1996.

23
BADARÓ, Ricardo de Souza Campos. idem, 1996, p.123.

sobre o autor

Caio de Souza Ferreira, arquiteto e Especialista em Projetos Urbanos (FAU PUC Campinas), é sócio do escritório Badaró & Ferreira Arquitetura e mestrando em urbanismo (FAU PUC Campinas)

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