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drops ISSN 2175-6716

abstracts

português
Adriano Carnevale Domingues, escreve um manifesto sobre a ocupação de nossas cidades, dando seqüência a uma ação chamada de Abrigo/Manifesto para moradores de rua, que recebeu prêmio especial na Premiação IAB-SP 2004

english
Adriano Carnevale Domingues writes a manifesto about the occupation of our cities, continuing an action called Shelter / Manifesto for the homeless, who received a prize IAB / SP 2004

español
Adriano Carnevale Domínguez escribe un manifiesto sobre la ocupación de nuestras ciudades, dando secuencia a una acción llamada Abrigo/Manifiesto para habitantes de la calle, que recibió un premio especial IAB-SP 2004

how to quote

CARNEVALE DOMINGUES, Adriano. re-HurbManismo. Manifesto sobre a ocupação e utilização de nossas cidades. Drops, São Paulo, ano 06, n. 014.09, Vitruvius, mar. 2006 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/06.014/1682>.


Assisto uma incoerência aprovada (pelo menos é o que parece) entre “boas-noites” sarcásticos do jornal televisivo ao constatar que o espaço urbano que seria comum e livre a todos é seletivo, acolhendo e dando infra-estrutura numa relação inversa à necessidade de tê-lo como refúgio de uma segregação e exclusão.

Algumas ações governamentais tratam a questão dos moradores de rua como caso de higiene pública, assim como séculos atrás, impedindo que pessoas morem em algumas “ruas de diamantes” da nossa capital, não oferecendo vínculos para o entendimento desta questão.

Tais atitudes deixam clara a intenção, mais uma vez, de maquiar a origem do problema e transfigurar a real podridão do sistema como um todo (social/governamental).

Fevereiro de 2006 a incoerência se mostra a mais leve das explicações, quando nos deparamos com o acampamento nas ruas, desta mesma capital, de pessoas desta vez pertencentes a um segmento dito produtivo da sociedade (ou se não produzem, consomem), que aguardam um concerto musical. Acampamento iniciado cinco dias antes da data de apresentação e se multiplicando a cada dia.

Mas porque retirar estas pessoas, nosso futuro como dizem, se eles se mostram submissos ao consumo não importando o preço a pagar? Eles não denigrem a imagem sócio-governamental, ao contrário, daqueles que nos esfregam nas caras urina e fezes decorrente da nossa nula mútua convivência social. É mais seguro e lucrativo assegurarmos a idolatria submissa do que o direito da liberdade e escolha do indivíduo.

Isso sem entrar na questão de centenas de pessoas que dormem nas calçadas a espera de hospital, matrículas, aposentadoria e a propaganda quer nos convencer que esta noite vai ser boa após o jornal.

Isto deixa claro que dormir nas ruas não é o problema em si, mas quem dorme nelas.

O espaço público está como o resto das nossas construções, não respirando sem elas. O triste é que o espaço comum só adquire valor se consumido pelo privado.

Espero que após urbanizarmos as favelas, como querem algumas campanhas, re-urbanizemos as cidades pois apenas asfaltar o que era terra não a qualifica como tal.

Este texto visa à reflexão e à crítica sobre a ocupação e utilização de nossas cidades; como vivemos nela ou como a aceitamos gratuitamente, além de dar seqüência a uma ação chamada de Abrigo/Manifesto – abrigo para mendigos reapresentando o arquiteto como crítico de seu meio.

re-Humanizemos-a ou re-Urbanizemos-nos?

notas

[Maiores informações sobre o Abrigo/Manifesto podem ser obtidas na página Projeto Institucional de Vitruvius]

[publicação: maio 2006]

Adriano Carnevale Domingues, São Paulo SP Brasil

Acampamento para show, Estádio do Morumbi, São Paulo. Permaneceram 05 dias ilesos

Acampamento para show, Estádio do Morumbi, São Paulo

Abrigo/Manifesto com morador de rua. Um dos quatro abrigos retirados pela prefeitura municipal das ruas da capital

 

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