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Operações
Urbanas em São Paulo: crítica, plano e projeto. Parte 8
– Operação urbana Água Branca, revisão e proposição (1) |
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| José Magalhães Jr é arquiteto formado pela FAU Mackenzie e doutorado pela FAUUSP. Professor de Projetos Urbanos da FAU Mackenzie e diretor de Projetos Urbanos da SEMPLA / SP. |
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Operação urbana Água Branca A estrutura fundiária existente na área da Operação Urbana é resultante do processo de ocupação que caracterizou a formação da região da Água Branca: ao sul das linhas ferroviárias, abrangendo parte dos bairros de Pompéia e Perdizes, predominou o uso residencial, sobre quadras de traçado e dimensões regulares; já ao norte das ferrovias e até a calha do rio Tietê predominou o uso industrial, com lotes e quadras de grandes dimensões, ao lado de extensas glebas de propriedade pública e particular ainda hoje com baixo aproveitamento. A região da Água Branca teve como indutor do desenvolvimento urbano a própria ferrovia, sendo que, como conseqüência desse fato à ocupação ligada aos usos industriais definiu a atual paisagem construída: depósitos, armazéns e galpões industriais. Com a dinâmica da evolução industrial conduzindo à desativação das unidades existentes ao longo das ferrovias em favor de áreas maiores localizadas em regiões não urbanizadas, próximas às rodovias notadamente a partir da década de 60, o bairro e suas proximidades perderam importância como pólo produtivo da cidade, a exemplo do processo ocorrido ao longo dos outros segmentos da ferrovia, na Mooca e Ipiranga. Dois elementos de grande significação marcam a região: o rio Tietê e as ferrovias. Tidos há décadas como obstáculos físicos que dificultam a integração espacial e fatores de degradação da região, estes elementos passaram a se afirmar como os principais indutores da renovação urbana, na medida em que se encontram em andamento as obras de rebaixamento da calha e despoluição do rio e prevê-se a modernização das linhas férreas, adequando-as ao padrão de funcionamento das linhas de metrô. Em ambos os casos abrem-se a possibilidade de uma nova concepção urbanística que recupere a função paisagística do Tietê e de parte de sua várzea, além da reorganização espacial da orla das ferrovias através da readequação de seus traçados, e que induza novos padrões de uso e ocupação do solo. Os viadutos da Avenida Antártica e Avenida Pompéia, eixos principais de transposição da ferrovia, foram implantados entre o final da década de 60 e início da década de 70. Até então, os únicos pontos de travessia eram os viadutos da Avenida Pacaembu e o viaduto da Lapa, a passagem em desnível na Estrada Velha de Campinas (atual Avenida Raimundo Pereira de Magalhães) e as passagens em nível na Avenida Santa Marina e Rua do Curtume. A ligação longitudinal com os bairros da Barra Funda e Bom Retiro, atual Avenida Ermano Marchetti/ Marquês de São Vicente, não estava totalmente implantada no início dos anos 70. O resultado disto é a ocupação recente da região, principalmente a partir da Avenida Pacaembu e Avenida Santa Marina. A região encontra-se próxima da área central e do centro histórico da cidade e apresenta boas condições de macro-acessibilidade em função do sistema viário de porte e da presença do terminal Intermodal da Barra Funda. No entanto, devido ao processo de ocupação industrial da porção entre as ferrovias e o rio e a forma de inserção das linhas férreas, a micro-acessibilidade é deficiente e truncada. A ocupação desordenada das encostas e da várzea do Tietê é fator preponderante e agravante dos problemas de drenagem que a região enfrenta. Na medida em que tenham sucesso às iniciativas para a despoluição do rio Tietê, reforça-se a tendência de recuperação e transformação de sua várzea para o uso público com atividades de lazer. A estrutura de suporte a este cenário, o conjunto de instalações residenciais de padrão médio é também fator importante no processo de atração de moradias para a região central da cidade. O plano de obras da Operação Urbana Água Branca aponta para a necessidade de complementação e integração do sistema viário além da elaboração de diagnósticos que forneçam as diretrizes de revisão de projetos e implantação de obras de drenagem. A existência de glebas vazias ou com baixo aproveitamento - da ordem de 1.100.000 m² - reforça as potencialidades de renovação urbanística da região. A este fato soma-se o de serem poucos os proprietários destas glebas e de que boa parte delas pertence ao poder público (federal e municipal, principalmente), facilitando a interlocução e o entendimento para a implementação do processo de renovação urbana. Definição e caracterização da área A Operação Urbana Água Branca compreende um conjunto de ações coordenadas pela Prefeitura com a participação da iniciativa privada que visa melhorar as condições urbanísticas da região. Seu perímetro de intervenção encerra 504 ha de área bruta e foi definido em função dos planos de urbanização já existentes para a região desde a década de 70 e do potencial urbanístico da região e adjacências. Apesar de sua localização privilegiada, uma série de obstáculos prejudicou o pleno desenvolvimento da Operação Urbana primeiramente prevista e ainda em vigor:
Perímetro de intervenção Apesar destes obstáculos, a região apresenta características que, aliadas aos mecanismos e ações previstas neste projeto, podem propiciar as condições adequadas para a sua revalorização e desenvolvimento:
O objetivo deste projeto é promover, através de uma série de mecanismos, o desenvolvimento da região de modo equilibrado, dando condições para que os obstáculos sejam superados e o potencial da região seja plenamente utilizado. Os principais aspectos a serem observados neste processo são:
Mecanismos da operação urbana A Operação Urbana é um instrumento legal que possibilita a execução de obras e serviços num determinado perímetro com recursos captados a partir da permissão de exceções à Lei de Zoneamento. Proprietários e investidores cujos imóveis estejam localizados no perímetro abrangido pela Lei da Operação Urbana podem solicitar, mediante o pagamento de contrapartida:
Os recursos assim obtidos serão aplicados exclusivamente em obras previstas na lei da Operação Urbana, na área contida por seu perímetro. Assim, os recursos aplicados voltam na forma de benefícios para os empreendedores e para a comunidade da região. É importante salientar que a adesão à Operação Urbana não é obrigatória, e que estes mecanismos poderão ser utilizados por proprietários de imóveis situados dentro do perímetro em concordância com seus interesses econômicos. A contrapartida pela concessão dos benefícios poderá ser paga em dinheiro, em bens imóveis ou através da execução de obras constantes da Lei. As propostas apresentadas serão analisadas, caso a caso, por um Grupo de Trabalho Intersecretarial composto de representantes das Secretarias de Planejamento, Habitação, Vias Públicas, Sub-Prefeituras, Verde e Meio Ambiente e Transportes, sob coordenação da EMURB. Após a análise do Grupo de Trabalho, a proposta é submetida à deliberação da Comissão Normativa de Legislação Urbanística, a quem compete a aprovação final. Aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo em 09 de novembro de 1994, foi sancionada em 18 de maio de 1995 a Lei n. º 11.774 que institui a Operação Urbana Água Branca. Resultados da Lei n° 11.774 / 94 Esta lei tinha como justificativa recuperar um segmento da cidade que, bem localizado, apresenta nível de aproveitamento aquém de sua potencialidade, dada a acessibilidade e infra-estrutura de que dispõe. A estrutura fundiária resultante do processo de ocupação, próprio do uso industrial, apresenta grandes quadras que dificultam os deslocamentos de pedestres, e sistema viário inadequado ao processo de renovação lote a lote. A presença da ferrovia, indutora da primeira ocupação, ao “cortar” longitudinalmente de leste a oeste toda a área, dificulta a articulação viária transversal de norte a sul. Dadas às condições acima descritas, a parcela da área ao sul da ferrovia, em função da acessibilidade pelo corredor da Avenida Francisco Matarazzo, do Terminal Intermodal da Barra Funda e o Memorial da América Latina e ser lindeira aos bairros Perdizes e Pompéia, vem apresentando um processo de renovação distinto da parcela norte. De uma maneira geral a ocupação se apresenta bastante heterogênea em todos os 504 ha da área da operação Água Branca. Passados quase cinco anos, apenas um grande empreendimento – Centro Empresarial Água Branca – conjunto de torres comercias, das quais quatro estão construídos, se implantou usufruindo os benefícios da Operação Urbana. Como contrapartida foi custeada a construção do prolongamento da Avenida Auro de Moura Andrade e a restauração da “Casa das Caldeiras”, patrimônio histórico tombado localizado na área. Desde os estudos que orientaram o planejamento e institucionalização da Operação Urbana Água Branca, houve transformações na área, a indicar seu potencial urbanístico. Chama a atenção, o fato dos empreendimentos, exceto o “Centro Empresarial Água Branca”, realizarem-se sem usufruir os benefícios previstos na lei da Operação Urbana, revelando que o zoneamento da área é adequado à expectativa do mercado imobiliário na região. No entanto, a grande atividade imobiliária não é decorrente da Operação Urbana e sim decorrente da implantação do Terminal Intermodal da Barra Funda. As grandes glebas e quadras no interior do perímetro da operação permanecem estagnadas. Para buscar os motivos pelos quais a Operação Urbana Água Branca não obteve o êxito para o qual fora projetado, a despeito do local reunir condições mais propícias para tanto, é necessário não apenas reorientá-la, eis que a região permanece sendo uma das mais promissoras para receber este instrumento, como também para que se extraia desta análise, orientações que contribuam para a proposição de outras tantas que se encontram em preparação. A Operação Urbana Água Branca, inserida no contexto da Diagonal Norte, precisa ser estudada de forma a integrar-se funcionalmente às demais, gerando indução à continuidade do encadeamento das Operações previstas pelo Plano Diretor. O novo Plano Diretor propõe a interconexão de várias Operações Urbanas que se estendem desde o Rodoanel, em Perus-Pirituba, até a Lapa de Baixo, continuando ao longo da ferrovia passando pela Água Branca, Luz, onde se articula com a Operação Urbana Carandiru, prosseguindo pelo Parque D. Pedro II e Brás, estendendo-se pela margem direita do Rio Tamanduateí até a divisa com São Caetano. Em longo prazo essa sucessão de Operações Urbanas será articulada por transporte de passageiros sobre trilhos, segundo o Plano Integrado de Transportes Urbanos - PITU, que articula linhas de Metrô subterrâneas com Metro de superfície que aproveitam linhas ferroviárias ociosas. A médio e curto prazo, o tramo norte das operações é articulado pela melhoria do sistema viário e pelo corredor exclusivo de ônibus São João - Pirituba. O que fazer? Em Maio de 2001, foi criado um Grupo de Trabalho Intersecretarial, com a coordenação da SEMPLA com o objetivo de reavaliação crítica e proposição de elementos para a elaboração de resolução normativa estabelecendo as seguintes diretrizes:
Ao contrário ao que se propõe, poder-se-ia criar uma administração própria para uma determinada Operação Urbana, voltada para ações de incentivo à utilização dos benefícios previstos em lei e acompanhamento dos seus resultados. Cada uma das três operações urbanas institucionalizadas: Faria Lima, Centro e Água Branca, apresenta forma de gerenciamento e administração diferentes. No caso da Água Branca, a contrapartida realiza-se mediante o custeio de obras previstas no projeto, podendo também ser feita através de recursos financeiros correspondentes a uma ou mais obras dentre aquelas elencadas como fundamentais para a renovação da área. Dentre as obras previstas para serem financiadas pelo processo da Operação Urbana estão aquelas necessárias para a transposição da ferrovia e correção de problemas de macro e micro drenagem das diferentes zonas de uso, assim a Operação Urbana Água Branca deverá ser mais bem recebida pelo mercado. Recomendações Dos estudos e análises realizados pelo grupo de trabalho constituído pela Portaria nº 132/2001, visando a avaliação dos resultados da Operação Urbana Água Branca, conclui-se que sejam adotados os seguintes procedimentos:
Medidas imediatas
Postulação de São Paulo a Sede dos Jogos Olímpicos 2012 Projeto e legado A oportunidade oferecida pela promoção de eventos esportivos internacionais na cidade de São Paulo abriu a possibilidade de pensar a requalificação de extensas áreas vazias e sub-aproveitadas numa região que se caracteriza como extensão da área central da cidade. Situada a cerca de cinco quilômetros do Centro histórico, a região abrangida pela Operação Urbana Água Branca conta com grandes vazios urbanos indicando concretamente a possibilidade para implantação de novos equipamentos esportivos seguindo uma tendência histórica deste trecho da várzea do rio Tiête. O Plano Diretor proposto para os Jogos Olímpicos de 2012 em São Paulo inseria todas as instalações esportivas dentro da própria trama urbana da metrópole. Propunha-se criar uma Cidade Olímpica, maximizando o seu uso após os Jogos. Dentro de São Paulo “Cidade Olímpica” as instalações e Vilas Olímpicas foram agrupadas em cinco núcleos reservados durante os Jogos, distribuídos principalmente ao longo dos rios Tiête e Pinheiros e do grande lago artificial de Guarapiranga. No núcleo Água Branca foram propostas, entre outras instalações, a Vila Olímpica e o Estádio Olímpico. O projeto da Vila Olímpica é de autoria do arquiteto Paulo Mendes da Rocha e equipe. A concepção do projeto contemplava a integração total da Vila Olímpica com a área urbana da Cidade. Assim, o uso pós-olímpico seria privilegiado, deixando um legado de enorme importância para São Paulo. A implantação da Vila Olímpica no perímetro da Operação Urbana Água Branca, com as adequações programadas e um projeto arquitetônico criativo, proporcionaria um local confortável, agradável e seguro para os atletas, em perfeitas condições de integração com a Cidade nos períodos olímpico e pós-olímpico. O projeto previa dois conjuntos funcionais definidos como Zona Residencial e Zona Internacional, configurados por meio de cinco estruturas espaciais que abrigariam: Áreas das Habitações, Área de Treinamento, Pavilhão Olímpico, Torres de Serviços e Esplanada das Bandeiras. A área das habitações de uso misto privilegiava o uso habitacional vertical, condizente com a vocação da região e com as condições mercadológicas para sua viabilização pela iniciativa privada. A construção da Vila Olímpica pretendia impulsionar e “orquestrar” o processo de transformação das glebas não-urbanizadas e áreas lindeiras, reconfigurando-as como zona mista de comercio e serviços. Concurso Bairro Novo A indagação principal do concurso foi: Como deve ser o bairro ideal para morar em São Paulo no século XXI? Quais as características de suas ruas, seus espaços públicos, sua habitações, seus locais de trabalho e de lazer, seu abastecimento local? Como se deve nele circular: a pé, de automóvel, com veículo especial? E qual a mescla de atividades mais adequada para obter a melhor qualidade de vida possível, maximizando a tecnologia de ponta deste século e refletindo a cultura e os hábitos paulistanos, cosmopolitas? Qual o projeto de um novo grande bairro que possa ser exemplar e paradigmático de uma São Paulo metrópole global, mais justa, moderna e bonita? Foi objetivo do Concurso Bairro Novo transcender as proposições teóricas ou acadêmicas. Pretende-se efetivamente criar um Bairro Novo em área de cerca de 1 milhão de m², numa região próxima ao centro de São Paulo, que se caracteriza por possuir ótimas condições de acessibilidade e pela existência de grandes glebas vazias ou sub-utilizadas de propriedade pública ou privada. Neste sentido a Prefeitura do Município de São Paulo promoveu, através da Secretaria de Planejamento Urbano – SEMPLA e a Empresa Municipal de Urbanização - EMURB um concurso nacional para um projeto urbano. A iniciativa do concurso para o projeto “Bairro Novo" insere-se num conjunto de ações da Prefeitura Municipal de São Paulo que nos últimos anos vem superando os obstáculos ao pleno desenvolvimento da região e equipamentos públicos, compatíveis com as novas condições de centralidade da área: alta acessibilidade e atividades diferenciadas (terminal intermodal da Barra Funda, Memorial da América Latina) pretendendo a ocupação e proposição de novas atividades para as glebas e edificações subutilizadas; a melhoria das condições ambientais e ampliação das qualidades urbanas e das práticas sociais desse setor; viabilizar a implantação de empreendimentos através das participações dos diversos proprietários, agentes imobiliários e poder público; propondo empreendimentos imobiliários nas glebas existentes na área-foco, através da revisão da Lei 11.774/95 (Operação Urbana Água Branca) e compatibilização com as diretrizes do Plano Diretor Estratégico e respectivo Plano Regional. Objetivo do concurso O objetivo do Concurso foi selecionar um projeto urbano em nível de Estudo Preliminar, a ser implantado na Área de Intervenção, localizada na Região da Água Branca, município de São Paulo, composta por áreas de propriedade da Prefeitura do Município de São Paulo e outros. O projeto urbano deveria ser composto por um conjunto de intervenções de reordenação urbanística que contemplassem, no mínimo, os seguintes objetivos gerais:
Para efeito da elaboração e apresentação das propostas foram elaborados diretrizes e critérios de atuação nas áreas de intervenção. Para tanto a área objeto do concurso foi dividida em Área Foco de Intervenção e Região de Referência. Foi indicado a consulta ao documento PRIOU- Plano Referência de Intervenção Urbanística (SEMPLA, 2004) (2). O quadro de áreas disponíveis e as diretrizes básicas para a composição da mescla de usos foram as seguintes: Áreas abrangidas pelo projeto
Distribuição das áreas líquidas propostas (de terrenos e áreas construídas)
O Projeto Vencedor Trecho da Ata da Comissão Julgadora (3) do Concurso Bairro Novo, referente ao projeto vencedor: “O projeto PR 1051, classificado em primeiro lugar responde à expectativa de um bairro diferenciado, indicando uma forma de habitar em São Paulo diferente da atual tendência de condomínios em edifícios altos e isolados. Possui bom conceito geral, enaltece a vida do bairro, controla a trama urbana com boa escala das ruas, calçadas, galerias, e áreas privativas. Propõe uma boa separação e seqüência de etapas, facilitando a sua implementação e a realização de parcerias público-privadas destinadas a acelerar a gradual implantação do novo bairro. Na primeira etapa indica-se adequadamente a construção, ao lado dos edifícios da Construtora Ricci, de hotel com espaços para convenções, ao qual conviria acoplar uma estação Ada CPTM, constituindo um módulo indutor adequado. As quadras compostas por prédios contíguos de pavimentos térreo mais seis pavimentos permitem a participação de empreendedores e construtores de médio porte na construção do bairro. O partido adotado aceita diversidade de escala e insere edifícios destinados a HIS ao lado dos demais prédios em lugar de segregá-las. Estabelece a escala e o volume dos espaços privados a partir do desenho dos espaços públicos e promove ruas e esquinas animadas, dando condições para uma vida de bairro marcada pela mistura de usos e pessoas. Algumas recomendações são alinhadas: conviria dar uma atenção menos marginal para o parque proposto, garantir a existência de marcos referenciais urbanos avaliando a conveniência de verticalizações pontuais, além de aprofundar as soluções hidráulicas. Será necessária proceder à negociação com os clubes a fim de adequá-los a trama urbana proposta da melhor forma possível. Trata-se indubitavelmente de uma experiência urbanística digna de ser implantada. O resultado do concurso, assim como o alto nível da participação nacional, aponta para a importância desta forma de seleção para obras urbanísticas e arquitetônicas de relevada importância. Revisão da Operação Urbana Água Branca A revisão da Operação Urbana Água Branca deverá alterar a Lei 11.447/95 estabelecendo novas diretrizes e mecanismos com a implantação do plano urbanístico vencedor do Concurso Nacional de Projeto Urbano, denominado “Bairro Novo”. Dentre as novas diretrizes urbanísticas a serem estabelecidas, por exemplo, está a indução à promoção de conjuntos edificados, priorizando o desenho urbano de quadra em detrimento da unidade isolada por lote; o aumento da densidade urbana compatível com a estrutura viária local; a reversão de situações de subaproveitamento de infra-estrutura urbana instalada; estimulando o consumo de estoque potencial adicional de construção e o incentivo à ocupação com uso misto conjugando uso residencial e não residencial (4). Notas 1
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