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architexts ISSN 1809-6298


abstracts

português
O artigo propõe que os estudos culturais da cidade deve contemplar o estudo do patrimônio imaterial, ou, mais especificamente, das memórias coletivas como elementos constitutivos de uma decifração ou desfragmentação urbana

english
The article reinforces the idea that every cultural study of the city should include the intangible heritage, using the collective memories as elements to decode or defragmentate the urban environment

español
El artículo nos propone que los estudios culturales de la ciudad deben incluir el patrimonio intangible, y más especificamente las memorias colectivas como elementos de una descodificación y desfragmentación urbanas


how to quote

MEDEIROS, Wilton. Novo patrimônio: decifração da cidade e iniciação urbana. Arquitextos, São Paulo, ano 06, n. 063.05, Vitruvius, set. 2005 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/06.063/435>.

Diversos autores discorrem sobre o cenário de crise do campo disciplinar da arquitetura e urbanismo (1), porém, de forma mais explícita, Otília Arantes expõe os estudos culturais, a interdisciplinaridade dos estudos sobre a cidade e a “culturalização da vida social” como tagarelice e animação sem sentido (2) que depõem para uma área disciplinar “em fim de linha”. Ana Luiza Nobre chega a dizer explicitamente que ”não faltará um projeto à nossa arquitetura?” (3).

Não pode ser que a abordagem cultural, fundo teórico para ações sobre os patrimônios culturais, históricos, artísticos, paisagísticos e arqueológicos, tanto no ambiente natural quanto no construído, seja a causa de ações defensivas como as de Sokal & Bricmont (4), ou que políticas patrimoniais da contemporaneidade como as negociações, parcerias público-privadas e a participação popular, bem como a gestão de todo o patrimônio histórico e cultural que se contextualizam nas cidades, seja uma ferramenta de ataque ou de desconstrução do campo disciplinar da arquitetura.

O presente artigo propõe que os estudos culturais da cidade, e ainda de forma mais específica, o “novo patrimônio” ou as “memórias do social” (5) contém dados elementares que corroboram para uma iniciação ao urbanismo. Tal iniciação ao urbanismo consistiria no conhecimento prioritário das categorias da cidade, antes dos conceitos de urbanismo. O estudo do patrimônio imaterial, ou, mais especificamente, das memórias coletivas (6) como elementos constitutivos de uma decifração ou desfragmentação urbana.

As vivências em busca de um espaço

A pesquisa de campo sobre as vivências de pioneiros e antigos moradores (7), indicam que há um distanciamento entre quem planeja a cidade e quem a vivencia. O “novo patrimônio” se distancia dos palimpsestos e monumentos do passado. Mesmo os discursos e as práticas patrimoniais podem revelar linhas de ação que se resvalam ou se tangenciam. Uma provável razão de tais desencontros, tangenciamentos e distanciamentos fica estampada pelas formas de abordagens divergentes entre conceito e categorias. De modo geral, os conceitos pululam das pranchetas de planejadores, enquanto as categorias habitam as memórias coletivas e as vivências que se dão no espaço.

O olhar atento sobre as vivências do espaço é o que principalmente distingue as abordagens mais amplas e interdisciplinares. Para Nildo Viana, ampliar a visão sobre o espaço, é retornar ao pensamento Durkheimiano, para o qual, o espaço deve ser considerado uma categoria, a fim de que seja concebido.

“Como um instrumento com o qual nossa mente trabalha para compreender o real. (...) O espaço é uma categoria e não um conceito, o que significa dizer que é um recurso mental e não uma realidade existente de fato. Porém, quando o espaço é reunido com uma outra expressão que manifesta uma realidade existente de fato ocorre uma transubstanciação e a categoria se converte em conceito. O espaço não existe, mas o espaço físico, por exemplo, existe” (8).

A sutil linha que diferencia conceitose categorias, também aparece na escrita de Gonçalves (9), para quem a categoria patrimônio indiferencia o material do imaterial: “Todo e qualquer grupo humano exerce algum tipo de atividade de ‘colecionamento’ de objetos materiais, cujo efeito é demarcar um domínio subjetivo em oposição a um determinado ‘outro’. O resultado dessa atividade é precisamente a constituição de um patrimônio” (10).

A desconsideração dos planejadores para com os dados etnográficos e o conteúdo das vivências, que em geral são coletadas por meio de narrativas (11), conduz ao distanciamento dos planejadores em relação à dinâmica da história e da vida, e também a concepções “engessadas” sobre patrimônio cultural. O distanciamento entre quem planeja a cidade e quem a vivencia pode ser avaliado nas rápidas obsolescências de formas, cores, dimensões e funções de superfícies e espaços de projetos de conjuntos urbanos e edifícios, tratados no ato projetual como conceito, e não como categoria. Após algum tempo, em alguns casos, breve tempo, os conceitos se tornam obsoletos e carecem de revitalização ou requalificação por se distanciarem das vivências, do cotidiano, do dia-a-dia. As categorias, ao contrário, são pelas vivências absorvidas, desenhando, elaborando e reelaborando no dia-a-dia, os traços das identidades coletivas, urdindo também o tecido das memórias coletivas.

Os edifícios e os espaços urbanos envelhecem e clamam por revitalização ou requalificação com recorrências cada vez mais freqüente por se relacionarem de forma desarticulada entre espaço, tempo e cultura na sua visão mais ampla, que abrange a vida e as pessoas como um todo, e não um modo linear e unilateral de concepção. Então esse descompasso entre espaço, tempo e cultura, na arquitetura ou no planejamento da arquitetura, bem como na gestão cultural da cidade, pode produzir projetos de arquitetura e de gestão distanciados e desarticulados das vivências, ocasionando perda de referência ou de direção.

Essa perda de referência ou de direção, bem como a preocupação em atrelar a arquitetura e urbanismo às vivências, já foram de certo modo apresentados por Kevin Lynch e Aldo Rossi. Em Rossi, há uma preocupação em associar a arquitetura com os referenciais da vida, por ser “fato permanente, universal e necessário” (12). Em “A imagem da cidade” (13), Lynch se referencia nos “mapas mentais” desenhados pelos habitantes dos locais que deveriam sofrer intervenção urbana como ponto de partida para projetos de design urbano. Contudo, penso que há nessas abordagens a ausência de uma elaboração para a interdisciplinaridade das ciências humanas como geradora de um campo subjetivo de conhecimento a respeito da cidade. E nesse sentido, a área patrimonial é uma região catalisadora de conhecimentos interdisciplinares que possibilita articulação entre os conceitos e objetivos das ciências aplicadas e as categorias e subjetividades das ciências humanas.

Poderíamos pensar que tal descompasso entre planejamentos e vivências, ou entre objetividades e subjetividades, seria uma “conseqüência da modernidade” (14), ou seja, um desencaixe, um “deslocamento das relações sociais de contextos locais de interação e sua reestruturação através de extensões indefinidas de tempo-espaço” (15), homólogos ao distanciamento entre modernidade e tradição. Contudo, não podemos afirmar que a cultura da modernidade, apesar de toda pujança e poder de transformação e domínio global sobre realidades locais, tenha apagado as culturas tradicionais (16), tenha sequer apagado dispositivos simples de memória coletiva como os verificados secularmente por Halbwachs. Como pude mostrar no texto “As duas cidades”, há uma cidade antropológica convivendo com uma cidade tecnológica, uma não anula ou apaga a outra (17).

O espaço das vivências pode ser conhecido através da noção de ‘patrimônio’, uma “categoria de pensamento” que pode acessar de maneira bastante ampla e de forma concomitante a cultura na cidade, por ser familiar ao pensamento moderno ocidental.

“Falamos dos patrimônios econômicos e financeiros e dos imobiliários; referimo-nos ao patrimônio econômico e financeiro de uma empresa, de um país, de uma família, de um indivíduo; usamos também a noção de patrimônios culturais, arquitetônicos, históricos, artísticos, etnográficos, ecológicos, genéticos; sem falar nos patrimônios intangíveis de recente e oportuna formulação no Brasil” (18).

A noção de patrimônio se torna fulcral para a compreensão da cultura da cidade. E é no âmbito da cultura que as vivências são conteúdo de iniciação ao urbanismo. Por meio das narrativas (19) de pioneiros e antigos moradores (20), a iniciação ao urbanismo se dá antes por uma compreensão, do que por uma apreensão (21) da cidade; antes por interpretações do que por explicações (22) dos conteúdos cruzados pelas memórias e imagens do passado com as observações do presente que se vê.

Desfragmentando palimpsestos, monumentos e fragmentos

A cultura da cidade e a categoria patrimônio fundamentam o “trabalho da memória”, iniciam o processo de desfragmentação urbana. Sem o “trabalho da memória” a ossatura da cidade fica exposta e os monumentos tombados pelo Estado, bem como a monumentalidade construída pela modernização, passam a ser meros fragmentos no contexto caótico e fragmentado: o antigo e o moderno (23) se indiferenciam enquanto elementos dispersos, e, não coesos, ficam à espera de um sentido proposto pela imaginação ou pelo simbolismo cultural.

Sem o “trabalho da memória”, o patrimônio cultural oficial, tombado, registrado, inventariado (24), se dispersa e compõem um tecido esgarçado, teia-imagem de palimpsestos, monumentos e fragmentos. Nomes e números de rua podem ser instrumentos racionais para localizá-los. Entretanto, pelas trilhas da memória, o que se busca não são as suas localizações, seus endereços, mas as experiências e vivências das quais fazem parte, como fazem parte também os valores, os costumes, os fatos, as histórias de vida (25). Dessa forma, pelo “trabalho da memória”, podemos decifrar a cidade. Interpretá-la por meio das narrativas de seus pioneiros e antigos moradores.

Pelo “trabalho da memória”, a ossatura da cidade é coberta e recoberta por nervos e artérias que se alimentam da seiva do passado e encorpam o presente. É assim que as imagens dos monumentos tombados pelo Estado deixam de ser fragmentos de modernidade para fazer parte do ethos local, hábitos, costumes, referências espaço-temporais no desenrolar das relações sociais e das vivências. Monumentos tombados se desfragmentam do cenário urbano para configurar cenários de memórias, como ocorre com o relógio (26) da Avenida Goiás, presente nas narrativas abaixo:

“Logo que inaugurou Goiânia, eles colocaram lá o relógio, Um patrimônio! Eu considero um patrimônio [...] quando saia pra dar uma volta, passava na avenida, olhava as horas. [...] O relógio na praça era uma coisa essencial. Eu acho que a cidade que não tem um relógio, um relógio na praça, falta” [Elza Rios, set. 2002].

“Eu ‘alembro’ até o dia que colocaram ele aí! Aquele carrilhão. Ele veio da Alemanha. Quem colocou ele ali foi o... Hans. Hans era uma alemão que tinha aqui, mexia com as coisas elétricas do Palácio. Foi ele quem colocou aquele relógio ali, e ta até hoje. todo mundo olhava ali o relógio, de longe a gente escutava o batidão dele... até hoje é capaz que ainda escute... a cidade tem muito barui né, fechou muito!” [José Moura, set. 2002].

“O relógio, realmente era um marco de referência na Avenida Goiás, a Avenida Goiás na época era um canteiro florido, né, nessa época que eu vim morar em Goiânia, e as pessoas muitas vezes marcavam encontros ali perto do relógio, vamos encontrar, porque o relógio marcava as horas, e era muitas vezes ponto de encontro da cidade. Até tem uma história muito interessante, não sei você conhece, ali ao lado, do relógio, funcionou durante muito tempo um conservatório de música. As professoras do conservatório de música, são pessoas interessantíssimas sabe, a Belkiss Spenciere, Tânia Cruz, [...] são pessoas muito dedicadas à arte, à música, e... elas costumavam fazer recitais no salão do primeiro andar ali daquele prédio da esquina, ao lado do relógio... rua 1? Rua 1 com a Goiás, não é? Da Ordem dos Advogados, uma coisa assim? Cedia o conservatório e o salão que havia lá pra esses concerto. Mas acontece que... o tic tac do relógio... na época os prédio eram poucos (risos), ele sobressaia na noite (risos). Era preciso (risos) interromper o funcionamento do relógio se não perturbarva as apresentações musicais” [Lena C. B. Freitas, set. 2002].

“Tinha o relógio, tinha o coreto, ali também, na frente... eu lembro quando a gente passava pra lá, pra cá, quando eu vi ele já tava funcionando, batendo, a gente ficava olhando lá ele bater, por que aquilo era esquisito demais, do alto ele batia a hora certa... de longe você escutava ele bater. Ouvia nitidamente. Aí, foi crescendo, crescendo, crescendo, você perdeu até a conta da meada, você num sabe nem...” [Otagamis Monteiro Santana, set. 2002].

“Batia as horas né, eu morava aqui na rua 1, então, ouvia o relógio bater de hora em hora, meia a meia hora, tava batendo” (Genesco Ferreira Bretas, set. 2002].

No todo fragmentado da cidade de Goiânia, o Parthenon Center é apenas mais um fragmento. Entretanto, quando ouvimos relatos que o incluem no dia-a-dia de pessoas comuns, a história da cidade de Goiânia é vulcanizada por trechos de memória que ressemantizam a forma e a função dos edifícios, redirecionando o “sentido de existir” resgatado pela “rede de significados” dos fios que tecem a cultura. “Este conceito-chave (“a cultura”) é repensado como sendo atravessado por fluxos contrastantes, confusos e desordenados, que fragmentam sua unidade em mil pedaços, não sendo nem sensato nem útil tentar reconstruir com eles aquele “conjunto unitário” (27).

A desfragmentação do Parthenon Center, ocorre quando ouvimos narrativas que o “religam” ao tecido da memória a partir da reconstrução de relatos que identificam testemunhos do passado, presentes em seu entorno, bem como na lembrança do que era o Mercado Municipal, edificação que foi demolida para dar lugar à sua construção. Ouvindo as narrativas que colocam o extinto Mercado municipal como importante lugar de memória, os fragmentos do passado localizados em seu entorno, passam a ter sentido no presente, ainda que em meio à profusão de imagens e cores.

“Tinha o mercado! O Mercado Central, onde é o Parthenon Center. Era o mercado né, era o mercado ali, tinha tudo. Todo mundo se encontrava no mercado, no mercado. De manhã. Todo mundo fazia compras lá. Verduras, frutas, carne...” [Benedita Chaves de Oliveira, jun. 2002].

“Lá, todo mundo ia. Era ali na rua 4, naquela praça ali, onde é aquele prédio... Lá era o Mercado... aquele lá era antigo...” [Gercino Gomes de Paula, set. 2002].

“Era uma das nossas opções, o Mercado Central, porque armazém mesmo, não havia. Tinha uma padaria... tinha uma padaria na rua 06, de frente pro Mercado Central, descendo a rua 06, tinha essa padaria...” [Armênia P. Souza, set. 2002].

Do global desfragmentado: considerações finais

A imagem que a “Goiânia antiga” suscita, nos relatos dos moradores antigos é a imagem de um todo que perfaz “a cidade”, uma imagem global. Isso talvez se explique porque a “Goiânia antiga” era vista e vivida como “uma cidade pequena” (28). É essa tentativa de reconstituição da “visão do todo”, quando os antigos moradores descrevem a Goiânia do passado, e a forma como narram acontecimentos e fatos do cotidiano da cidade, um cotidiano em que todos ou quase todos se conheciam, que vulcaniza da memória o “magma” que cristaliza as pontes entre os fragmentos do presente.

Contudo, essa experiência com uma “cidade pequena” contida na memória, não é um fenômeno exclusivo de Goiânia – ver as experiências relatadas por Eclea Bosi, em Memória e sociedade – lembranças de velhos (29).

As narrativas e o “mapa da memória”, abaixo, de Henrique de Freitas, que viveu a sua adolescência em Goiânia antes que a cidade ganhasse feições de cidade grande, sintetiza a imagem da Goiânia antiga. Representa com clareza que os limites da cidade, naquele período, ainda eram o rio e o mato. Isso fica bem claro em seu desenho, quando representa a cidade de vermelho e os seus limites de verde (o mato) e azul (o rio).

“Eu mudei de Goiânia com 18 anos de idade, fui morar fora, por mais de década. E quando eu sai, apesar de ter presenciado, vivenciado esse ‘segundo fluxo desenvolvimentista de Goiânia’, que é a questão da implantação da arquitetura modernista, dos prédios residenciais no Centro de Goiânia, o começo da expansão do Setor Oeste, essas coisas em 80, Goiânia ainda era uma cidade do interior. Ainda era considerada, ou ainda era sentida como tal. Sim, porque você cruzava Goiânia em vinte minutos” [Henrique de Freitas, set. 2002].

A possibilidade de conhecimento da cidade em sua forma global, é praticamente impossível em um cenário de globalização, de segregações, de violências, de metropolizações e de plus de história (30).

Desde sua origem, o urbanismo surge como um instrumento de intervenção e de regulação da cidade (31). Entretanto, com o crescimento desmesurado e a metropolização, um cenário de plus de história desatrela as vivências do planejamento. A noção da cidade como um todo perde o sentido. Na cidade desmesurada e metropolizada, imersa no fenômeno da globalização e da sociedade do simulacro, em que há um novo sentimento do mundo desmaterializado, em que há a substituição das coisas por imagens, Otília Arantes diz que “o formalismo não é, portanto uma aberração passageira ou mesmo um desvio constitutivo (porém um desvio), pois nele aflora uma marca de nascença, um vício de origem, que alcançou a maturidade” (32).

Quando o tempo de construção do planejado se dissocia do tempo das vivências, pode ocorrer alguma coisa parecida com “desplanejamento” (33). Então, num cenário de “desplanejamento”, de crescimento desordenado que muitas cidades estão se tornando, a orientação pelas vivências se torna cada vez mais necessária. Faz-se necessário que o “novo patrimônio”, ou o conhecimento subjetivo da cidade por meio das memórias de pioneiros e antigos moradores seja uma forma de iniciação ao urbanismo, uma maneira de rejuntar os conceitos ditos científicos das categorias sociais de pensamento.

As categorias sociais de pensamento, conhecidas por meio das memórias coletivas, possibilitam a desfragmentação do global disperso e desmesurado da cidade. Tal desfragmentação possibilita uma iniciação ao urbanismo por meio da decifração, por meio do conhecimento do “novo patrimônio”, antes por meio da interpretação e da compreensão, que da explicação e apreensão de conceitos auto-excluídos como estudos científicos.

notas

1
Ver os seguintes textos:

2
ARANTES, Otília. “Cultura da cidade: animação sem frase”. Revista do Patrimônio, nº 24. Brasília, IPHAN / Ministério da Cultura, 1996, p. 229-240.

3
NOBRE, Ana Luiza. “A falta que nos faz”. Arquitextos, nº 002.02. São Paulo, Portal Vitruvius, jul. 2000 <http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq002/arq002_02.asp>.

4
SOKAL, Alan; BRICMONT, Jean. Imposturas intelectuais. O abuso da ciência pelos filósofos pós-modernos. São Paulo, Record, 1999. Os autores publicaram neste livro o que acreditam ser “denúncias” sobre autores que abusam do cientificismo na abordagem culturalista. Escreveram o citado livro inspirando-se na inusitada iniciativa de Alan Sokal de publicar o texto “Transgredindo as fronteiras: em direção a uma hermenêutica transformativa da gravitação quântica” na revista americana Social Text, de estudos culturais, cuja intenção era simplesmente evidenciar que citações sem sentido sobre física e matemática podem dar aparência de científica a uma abordagem cultural.

5
JEUDY, Pierre. Memórias do social. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1990.

6
HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo, Vértice, 1990.

7
Pesquisa etnográfica que norteou minha dissertação de mestrado. Ver MEDEIROS, Wilton. Patrimônio, memória e gestão: uma nova imagem de Goiânia (dissertação de mestrado). Goiânia, UCG, 2003.

8
VIANA, Nildo. Violência urbana: a cidade como espaço gerador de violência. Goiânia, Edições Germinal, 2002, p. 13.

9
GONÇALVES, José Reginaldo Santos. “O espírito e a matéria: o patrimônio como categoria de pensamento”. In Habitus: Revista do Instituto do Instituo Goiano de Pré-História e Antropologia da Universidade Católica de Goiás, v. 1, nº 1. Goiânia, Editora UCG, 2003.

10
POMIAN (1997); CLIFFORD (1985). Apud GONÇALVES, José Reginaldo Santos. Op. cit., p. 460.

11
MATOS, Olgária. “A narrativa: metáfora e liberdade”. In COSTA, Cléria Botelho; MAGALHÃES, Nancy Alessio (org). Contar história, fazer história. Brasília, Paralelo 15, 2001.

12
ROSSI, Aldo. Arquitetura da cidade. São Paulo. Martins Fontes, 2001, p. 1.

13
LYNCH, Kevin. A imagem da cidade. São Paulo, Martins Fontes, 2001.

14
GIDDENS, Anthony. As conseqüências da modernidade. São Paulo, Editora UNESP, 1991.

15
Idem, ibidem, p. 29.

16
CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo, Edusp, 1998.

17
MEDEIROS, Wilton. “As duas cidades”. Sociedade & Cultura: revista de pesquisas e debates em ciências sociais, v. 5, nº 2, Goiânia, Universidade Federal de Goiás, jul./dez., 2002.

18
GONÇALVES, José Reginaldo Santos. Op. cit., p. 460.

19
MATOS, Olgária. Op. cit.

20
MEDEIROS, Wilton (2003). Op. cit.

21
KOHLSDORF, Maria Elaine. A apreensão da forma da cidade. Brasília, Editora UnB, 1996.

22
AZZAN JUNIOR, Celso. Antropologia e interpretação: explicação e compreensão nas antropologias de Levi Strauss.Campinas, Editora da Unicamp, 1993.

23
LE GOFF, Jacques. História e memória. Campinas, Editora Unicamp, 1996, p. 174.

24
Conforme Decretos-lei nº 25, de 30 de novembro de 1937 e nº 3551, de 4 de agosto de 2000 – (...) “Para atender as exigências decorrentes da diversidade e riqueza do patrimônio cultural brasileiro, IPHAN desenvolve diferentes ações. Para a identificação, documentação e proteção dos bens culturais são realizados estudos e pesquisas, inventários, cadastros e mapeamentos em informações sistematizadas. Para sua proteção legal e conservação, o IPHAN estabelece e organiza normas e critérios de atuação, assim como planeja, implementa e acompanha a execução e avaliação de projetos de preservação cultural”. (IPHAN – Panfleto de divulgação).

25
THOMPSON, Paul. A voz do passado. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1998, p. 197.

26
O relógio da Avenida Goiás foi inaugurado durante o Batismo Cultural de Goiânia, em 5 de julho de 1942. Foi projetado por engenheiros responsáveis pela construção da cidade. É considerado monumento e patrimônio cultural da cidade de Goiânia e do Estado de Goiás. Por isso, foi tombado pelo decreto nº 4.943, de 31 de agosto de 1998, fundamentado pela Lei Estadual nº 13.312, de 9 de julho de 1998. Em 24 de novembro de 2003, foi tombado pelo IPHAN, juntamente com mais 23 edifícios, equipamentos e logradouros, por constituírem um acervo arquitetônico e urbanístico construído no estilo Art Déco.

27
CANEVACCI, Massimo. A cidade polifônica. São Paulo, Studio Nobel, 1999, p. 35.

28
OLIVEIRA, E. Cardoso de. História cultural de Goiânia. Goiânia, AGEPEL/UEG, 2002, p. 11.

29
BBOSI, Ecléa. Memória e sociedade –- lembranças de velhos. São Paulo, Cia das Letras, 1994.

30
O plus de história, ou “aceleração da história (HARVEY 1989) [...] estaria levando a que ‘a fronteira entre história e atualidade se torne cada dia mais vaga’, em conseqüência de que ‘nossa modernidade se [crê] passado imediato” (AUGÉ, Marc. Não-lugares: introdução a uma antropologia da super-modernidade.Campinas. Papirus Editora, 1995, p. 25-26. Apud LACARRIEU, Mônica. Os dilemas sociais do Patrimônio. Rio de Janeiro. Revista História Oral. FGV. nº 2, jun./1999, p. 149).

31
LACAZE, Jean-Paul. A cidade e o urbanismo. Lisboa, Instituto Piaget, 1995.

32
ARANTES, Otília. O lugar da arquitetura depois dos modernos. São Paulo. EDUSP, 2000, p. 52.

33
“Desplanejamento” é um termo empregado pelo arquiteto Alexandre Ribeiro em sua pesquisa de mestrado, ao analisar o crescimento da cidade de Goiânia, que a partir de um determinado período se mostrou desordenado.

sobre o autor

Wilton Medeiros é professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Planalto Central (FAUPLAC).

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